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Proteja-se de pragas virtuais também no MP3 player e celular

Apesar de não ser tão comum, vírus também ameaçam dispositivos móveis; saiba como se proteger.

Fernando Petracioli, especial para a PC WORLD

20/06/2008 às 19h04

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

virus_celular_150Passados alguns anos desde o surgimento do primeiro vírus para celulares, o ‘Cabir’, é bem possível que você já tenha ouvido falar neste tipo de ameaça. Talvez o que você não saiba é que os mp3 players também são vítimas em potencial dessas pragas. Mas será que existem diferenças entre os dois tipos de ameaças?

De acordo com Tiago Capoano, analista de suporte da Esy World, que representa a Kaspersky no Brasil, não há grandes diferenças: os vírus são os mesmos. O que se pode falar é que há muito mais ocorrências de infecção em celulares, smartphones, PDAs e afins, mas apenas porque o uso desses dispositivos é muito freqüente e difundido do que o de tocadores de música e vídeo.

A mesma lógica se aplica aos sistemas operacionais desses aparelhos móveis. A maioria das ocorrências de pragas é registrada em eletrônicos que usam o Symbian.

No entanto, isso não quer dizer que o Windows Mobile e outros SOs sejam mais ou menos seguros. Só é possível concluir que, à medida que mais aparelhos utilizem o Symbian como sistema operacional, a proporção de pragas desenvolvidas por essa plataforma tende a ser maior também.

Os meios mais comuns de infecção de um dispositivo móvel são os que envolvem sua conectividade. Ou seja, os vírus entram no seu celular ou tocador de música via Bluetooth, mensagens multimídia (MMS) e por arquivos baixados da internet.

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virus_celular_150Dá pra concluir que, quanto mais simples for seu aparelho, menos sujeito a infecções ele estará. Um mp3 que só se comunica via USB, por exemplo, tem muito menos probabilidade de ser vítimas de uma praga que um tocador moderno com Bluetooth e com acesso à internet. Pode-se dizer que essa vulnerabilidade é um preço que se paga pela sofisticação.

Prejuízos
Mas o que os vírus nesses dispositivos podem causar? Os efeitos menos nocivos desse tipo de praga quando afeta um celular é a replicação de vários números de telefones até que sua agenda fique lotada. Nos casos mais graves, as ameaças podem adulterar as informações de seus contatos e até deletar algum arquivo de seu dispositivo.

Apesar de perigosos, os vírus de celular não chegam a ser uma epidemia, como lembra Tiago Capoano. Isso porque as conectividades mais vulneráveis a infecções não são muito populares. E mesmo no caso de transações financeiras que utilizam a web, como o Internet Banking, por exemplo, Capoano lembra que só 2% dos usuários confiam em sua modalidade online.

Prevenção
Olhando para as formas de infecção por vírus em celulares, percebe-se que não se trata de algo tão diferente do que acontece nos desktops. Assim, as precauções também não mudam muito.

A começar pela postura consciente do usuário na navegação na internet, não baixando nada de fontes desconhecidas.

Quando deixamos o Bluetooth ativado e estamos em locais com certa aglomeração de pessoas, não é raro receber avisos de tentativa de envio de arquivo - em geral de pessoas desconhecidas, o que deve ser recusado. 

Uma solução para isso é desativar o Bluetooth, ligando-o apenas no momento de sua utilização. Tal ação minimiza riscos e ainda ajuda a economizar na carga da bateria.

E, assim como num desktop, um bom antivírus é muito útil. Existem duas soluções básicas.

Uma delas é utilizar antivírus específicos para dispositivos móveis. Assim você terá uma proteção residente no seu gadget. É possível fazer o download de alguns deles pelo próprio celular ou MP3.

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virus_celular_150Outros precisam ser baixados no PC e em seguida sincronizados com o aparelho. Você precisa ficar atento à compatibilidade do antivírus com o sistema operacional utilizado.

Após instalar o programa no seu dispositivo, ele deve ficar rodando o tempo todo, oferecendo proteção em tempo real. Alguns deles disponibilizam ferramenta anti-spam para MMS e SMS, além de ser possível agendar varreduras automáticaos e periódicas.

A atualização do banco de dados do antivírus é importantíssima, e você precisa checar se ela pode ser feita pelo próprio dispositivo móvel ou no desktop, seguida de uma sincronização.

Uma alternativa aos softwares específicos para mobilidade, é usar o antivírus de seu próprio PC. Mas note que sua proteção será bem mais frágil: tudo que será feito são scans periódicos via USB, por exemplo – isto é, sem mobilidade. E, o pior, não haverá monitoramento em tempo real no seu dispositivo, pois não se trata de uma proteção residente.

Download
Para proteger seu tocador multimídia, ou seu telefone, baixe e instale um software antivírus nele. Antes, clique aqui para ler um review de três opções de antivírus testadas pela PC World. Dentre as principais soluções oferecidas, estão os das desenvolvedoras JSJ Software, AVG, F-Secure e Kaspersky. Todos elas estão disponíveis para download nos sites dos respectivos fabricantes, ainda que algumas sejam versões Trial.

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