Home > Notícias

Psystar contrata defesa que já venceu a Apple

Empresa de “clones” de Mac tem até 18 de agosto ara responder à ação judicial da Apple. Se perder, terá que recolher todos os computadores vendidos.

Computerworld/EUA

31/07/2008 às 10h18

Foto:

A Psystar Corp, fabricante de clones de Mac que está sendo processada pela Apple, contratou um escritório de advocacia que já venceu a Apple anteriormente, segundo documentos enviados à corte.

Na segunda-feira (28/07), a Psystar conseguiu prorrogar a data limite para responder à ação judicial idealizada pela Apple. A companhia está sendo representada pelos advogados da Carr & Ferrell LLP, situada na cidade de Palo Alto, na Califórnia.

A cláusula arquivada na segunda-feira, acordada entre Psystar e a Apple, concede até 18 de agosto o direito de resposta ao processo realizado no tribunal federal no início desse mês. Anteriormente, a Psystar tinha até segunda-feira (28/07) para responder à ação emitida em 8 de julho.

A Apple acusa a Psystar de violação de direitos autorais, violação da marca, quebra de contrato e competição desleal pela instalação do Mac OS X 10.5 em computadores da Intel, vendidos desde abril. De acordo com o processo, a Psystar violou a licença de uso do Mac OS X (EULA), quando instalou o Leopard nos seus desktops OpenComputer e servidores OpenServ.  

Três advogados da Carr & Ferrell foram listados na cláusula, incluindo Colby Springer, Christine Watson e Robert Yorio, associados da empresa.

Yorio e Springer estão entre os advogados que representaram a empresa de produtos de tecnologia Burst.com, presente na cidade de Santa Rosa, na Califórnia, no caso de infração de patente contra a Apple iniciado em 2006. O caso foi finalizado no ano passado, quando a Apple concordou em pagar à Burst uma quantia de 10 milhões de dólares pela licença de suas patentes de streaming de áudio e vídeo. A empresa acusou a Apple de utilizar sua tecnologia no iPod e no iTunes.

A Microsoft passou por um processo similar e concordou em pagar 60 milhões de dólares pelo fim do antitruste (contra acordos entre empresas que objetivam restringir a concorrência ou criar monopólios) da Burst e da infração de patente. Yorio também representou a Burst no caso da Microsoft.

A Psystar enfrentará uma longa caminhada no processo, de acordo com um dos advogados. Se a pequena fabricante de computadores perder e o tribunal concordar com o pedido da Apple, a Psystar terá que recolher todas as máquinas vendidas com o Mac OS X pré-instalado. "Isso provavelmente colocará a fabricante de “clones” fora dos negócios", disse Carole Handler, da Wildman, Harrold, Allen & Dixon LLP, há duas semanas.

Springer disse que não está disponível para responder questões sobre o caso ou sua ligação da Carr & Ferrell no processo anterior envolvendo propriedade intelectual. A Psystar também se recusou a fazer comentários.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail