Home > Notícias

Psystar diz que não existe “conspiração” contra a Apple

Fabricante de clones de Mac afirma que não é o centro de operação para roubar propriedade intelectual da empresa de Cupertino.

Gregg Keizer, Computerworld/EUA

26/12/2008 às 9h54

Foto:

A Psystar, fabricante de clones de Mac, negou que ser o centro de uma “operação” para roubar a propriedade intelectual da Apple, de acordo com documentos enviados a uma corte federal norte-americana.

Nos arquivos entregues à justiça em 16 de dezembro como resposta à Apple, “a Psystar nega que tais atividades são contra a lei e impróprias”.

“A Psystar também nega a sugestão de que existe um esforço orquestrado para infringir os direitos de propriedade intelectual da Apple, a quebrar ou induzir à quebra os acordos de licenciamento da Apple e violar as leis de competição”, diz o documento.

A fabricante de computadores, com sede na Flórida, está envolvida em um processo judicial com a Apple por conta da instalação do Mac OS X em máquinas que usam processadores Intel. A Psystar reagiu às acusações da Apple de que não estava agindo sozinha – no fim de novembro, a Apple acusou outras 10 empresas ou pessoas de conspirarem com a Psystar, mas não divulgou nomes.

Na época, a Apple disse que revelaria o nome dos supostos acusados na hora certa. Sites de notícias e rumores sobre a Apple especularam que a Psystar seria apenas a fachada de maiores rivais da Apple.

A Psystar também admitiu que descobriu como burlar o código que associa o sistema operacional Mac OS X ao hardware da Apple, mas negou que isso viola o copyright da Apple. A Psystar afirma que a Apple inseriu um código no sistema operacional que leva os computadores que não são fabricados pela empresa de Steve Jobs a travar.

A Apple iniciou seu processo judicial contra a Psystar em julho, com acusações de quebra de direitos autorais, marca registrada e licenciamento de software ao instalar o Mac OS X em computadores vendidos abaixo do preço dos Macs. Embora a Psystar tenha contra-atacado em agosto com um processo acusando a Apple de métodos antitruste, a justiça negou essas acusações em novembro. A Psystar, então, revisou seu processo, alegando que a Apple conduz “uso imprudente” de leis federais de direitos autorais.

O caso deve ir a julgamento em abril de 2009.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail