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Quais as vantagens do novo MacBook branco?

Com nova placa de vídeo NVidia integrada e mantendo a porta FireWire inexistente nos outros notebooks da linha, modelo atualizado é opção atraente ao consumidor.

Macworld.com/EUA

27/01/2009 às 14h24

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Semana passada a Apple começou a vender, sem alarde, uma versão turbinada do seu MacBook mais básico com uma melhor placa de vídeo. Nós ainda atrás dessa versão atualizado para testar no Macworld Lab e fazer um review. Mas baseado nas especificações revisadas do laptop, esse modelo parece ser uma boa pedida tanto para gamers quanto para usuários de Mac com orçamento curto.

O MacBook de 999 dólares nos EUA (nota do editor: não há previsão de lançamento no Brasil, nem seu preço - por enquanto; sua versão anterior custa a partir de 3.799 reais) é coberto por um chassi branco de policarbonato, um retorno à geração anterior de MacBooks. Falta o monobloco de alumínio dos novos MacBooks, mas é muito mais suave para os bolsos, custando 300 dólares a menos do que a versão lustrosa de 2 GHz.

Mas o que está por baixo da capa é o que importa mais. Pelo mesmo preço cobrado poucas semanas atrás no mercado norte-americano, os modelos reestruturados incorporam o dobro da memória – 2 GB, contra 1 GB – e performance gráfica 3D drasticamente melhor do que antes.

Isso ocorre graças a uma adaptação na placa-mãe, que agora tem uma placa de vídeo integrada Nvidia GeForce 9400M. Ainda é um chip gráfico integrado, como o sistema Intel GMA X3100 na geração anterior de MacBooks "brancos", mas ele compartilha mais memória com o sistema RAM do que os gráficos Intel. E todos nossos testes em outros Macs equipados com esse sistema gráfico concluem que o 9400M é muito melhor que o sistema da Intel em todos os aspectos. (Note que esse MacBook agora usa um processador Core 2 Duo de 2G Hz; o MacBook mais barato anterior usava um chip de 2,1 GHz).

Para mim, isso faz com que o MacBook barato seja muito mais interessante do que quase qualquer outro sistema da Apple. É um computador que deve se sair razoavelmente bem em qualquer tarefa, com um sistema gráfico agora poderoso o suficiente para aguentar não apenas jogos, mas outras aplicações 3D e aplicativos que utilizem tecnologia Core Graphics da Apple, sem engasgar.

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O MacBook branco

Há outra coisa sobre o MacBook barato que vale a pena ressaltar, especialmente para usuários de Mac que já fizeram um investimento em alguma filmadora ou dispositivos de armazenamento externo: é o único MacBook que ainda mantém uma entrada FireWire 400, tornando-o compatível com uma miríade de filmadoras, discos rígidos e outros aparelhos que foram vendidos desde o final dos anos 90. Pode não ser um fator decisivo para pessoas que estão pensando em comprar uma câmera de alta definição, já que a maior parte delas usa USB 2.0, mas para usuários Mac com orçamento apertado, vale a pena considerar.

O MacBook branco também apresenta uma porta mini-DVI, que torna possível conectá-lo a um display com saídas DVI ou VGA e isso é muito mais barato do que ter que comprar o adaptador Mini DisplayPort solicitado pelo MacBook de alumínio. A Apple vende os adaptadores mini-DVI no mercado norte-americano por 19 dólares cada, enquanto seus equivalentes custam 29 dólares.

Isso não significa que o MacBook de 999 dólares é um produto completamente melhor do que o seu seguinte na linha de produção, o MacBook de 1.299 dólares (essa máquina custa 5.499 reais no Brasil). Com ambas as máquinas agora utilizando o mesmo processador, há algumas grandes diferenças que podem tornar o MacBook de alumínio considerável também.

O MacBook mais caro, com a capa de alumínio, tem memória mais rápida - DDR3 SDRAM de 1.066 MHz contra DDR2 SDRAM de 667 MHz. Também tem o disco rígido um terço maior do que o modelo "econômico" – 160GB versus 120GB. Você também tem a opção de pegar um drive de estado sólido (SSD) no MacBook de alumínio, algo que você não poderá comprar para o modelo mais barato. E a interface do Mini DisplayPort é compatível com o novo LED Cinema Display de 24 polegadas, que não vai funcionar com o MacBook branco.

A Apple não faz nada em sua linha de produtos por altruísmo, e apesar de protestos de consumidores quando os novos MacBooks debutaram no ano passado, eu não acredito que a turbinada do MacBook de baixo custo seja para aumentar o apelo a esses consumidores. Ao contrário, eu suspeito que a decisão da Apple de atualizar o modelo de baixo custo seja para manter a Apple competitiva no mercado de “atacado” – grandes compras feitas por instituições e escolas, onde os 300 dólares a mais por unidade do MacBook de alumínio seria uma diferença grande demais.

A Apple merece créditos por melhorar drasticamente o MacBook mais barato sem cobrar mais para o consumido, pelo menos no mercado norte-americano. Ainda aguardamos o preço do notebook para o Brasil, e esperamos que não vá além do preço atual. Se você está pensando em comprar um Mac novo e não tem um orçamento muito gordo (e quem tem atualmente?), o MacBook de 999 dólares definitivamente merece uma olhada de perto.

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