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Qual a configuração de hardware mais adequada para o servidor?

Ele até lembra um PC, mas tem arquitetura específica, maior capacidade de processamento e storage e não deve funcionar sem parar.

Becky Waring (PC World/EUA) e Flávio Xandó, especial para PC WORLD

20/06/2008 às 10h57

Foto: Shutterstock

Uma vez definida a plataforma de aplicativos e o sistema operacional que serão utilizados no servidor, o passo seguinte consiste na procura pelo equipamento propriamente dito.

Pequenas empresas costumam escolher uma combinação de hardware e sistema operacional já integrado por fabricantes mais conhecidos, como Dell, HP e IBM, ou um pacote montado por algum consultor de TI ou revendedor de sua confiança. Saiba que será muito importante o conhecimento do revendedor para traduzir as necessidades do seu negócio para especificações de um servidor (hardware).

Esses profissionais podem dimensionar o equipamento para suas necessidades atuais e garantir que o sistema possa evoluir conforme sua empresa cresça. Isso é muito importante!

Dentre as coisas que são vitais, destacamos o número e tipo de processadores (32 ou 64 bits; Intel ou AMD); quantidade de memória RAM; número de baias internas para discos rígidos; e forma do servidor (torre ou rack), estão entre as principais.

Os processadores Xeon (Intel) e o Opteron (AMD) são o padrão para servidores e a maioria dos equipamentos vem com no mínimo dois processadores (dual ou qual core), o que ajuda a processar múltiplas tarefas.

Se a finalidade deste equipamento é armazenar e compartilhar arquivos importantes, recomendamos o uso de uma proteção contra falha no disco como HDs em RAID, que são grupos de discos com redundância e espelhamento.

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Mais eficiente, porém mais caros, são os dispositivos de storage, unidades externas de discos com alto desempenho e segurança contra falhas. Mesmo assim, tais dispositivos apresentam um custo-benefício que merece ser avaliado e que pode caber dentro do seu orçamento, principalmente se o que conta é a continuidade do seu negócio.

Não custa repetir: backup é essencial. As unidades de fita evoluíram bastante e por isso continuam sendo muito usadas. Tecnologias DAT, DLT, LTO são recomendadas para copiar todos os dados diariamente em fitas que guardam de 40 GB até 400 GB.

Um equipamento básico, usado como servidor de arquivos e de impressão para entre 25 e 50 usuários, é obtido utilizando um processador mais simples, mesmo assim dual-core, como o Xeon ou Opteron, com de 1 a 2 GB de memória.

Já quem busca um servidor de e-mail e de colaboração para até 75 usuários, rodando Windows Small Business Server 2003 com Exchange e SharePoint, deve escolher um sistema que tenha dois processadores dual-core Xeon com 4 GB de RAM, se possível.

No outro extremo, ou seja, quem precisa de um servidor para manipular um banco de dados, CRM, ERP, com 250 usuários ou mais, terá de escolher um sistema que tenha de dois a quatro processadores dual ou quad-core Xeon, 16 GB de memória e rodando a versão completa do Windows Server 2008 64 bits e respectivos aplicativos (Exchange, SQL, etc.) todos também 64 bits.

Finalmente, não deixe de prestar atenção nas políticas de garantia e de suporte para hardware e para o sistema operacional do servidor. Para pequenas empresas, que terão um ou dois servidores realizando as tarefas, não contar com suporte em casos de falha e acidentes pode ser desastroso.

Suporte “on-site” (no local), no caso de panes, é um importante serviço a ser obtido na aquisição da máquina. Outra dica para evitar aborrecimentos é investir em alimentação de energia (no-breaks) para não correr o risco de servidor ser desligado abruptamente, o que pode causar a perda de dados importantes e interrupção no trabalho dos seus funcionários e atendimento aos clientes.

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