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Quase metade dos internautas brasileiros não sabe diferenciar e-mail de spam

Pesquisa indica que as redes sociais são o disfarce preferido dos spammers na hora de invadir a caixa de mensagens dos usuários

Rui Maciel, do IDG Now!

19/10/2010 às 16h09

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Quase metade dos internautas brasileiros (49,7%) tem dificuldade em distinguir e-mails legítimos de spam. A informação vem de uma pesquisa realizada pela Inova, empresa especializada em tecnologia de e-mails e que entrevistou também usuários chineses, europeus e norte-americanos. 

À frente dos internautas nacionais, apenas os chineses – com 74% - declararam ter dúvidas na hora de saber o que, de fato, são e-mails e o que se configura em spams. Os usuários europeus vêm em terceiro na relação (44%) e os norte-americanos em quarto, com 35% deles.

“O nível de sofisticação usado na hora de ‘disfarçar’ um spam e as técnicas que os spammers usam para burlar soluções de segurança tendem a confundir muitos dos internautas“, afirmou Alex Panagides, CEO da Inova. “O mais aconselhável é observar o endereço do remetente, pois é um item que pode ser facilmente forjado. Além disso, antes de clicar em qualquer link, é preciso certificar-se na barra de status se o link realmente aponta para um domínio previamente conhecido”.

Redes sociais como camuflagem

Além disso, o relatório da Inova apontou que as redes sociais são o “disfarce” preferido para o envio de spams. Isso porque 73,5% dos brasileiros entrevistados receberam spam relacionado a este tipo de plataforma, comparados a 40% dos americanos, 35% dos europeus e 74% dos chineses. “As redes sociais são um fenômeno recente e encontram grande receptividade, entre os brasileiros, que são bastante atuantes neste tipo de plataforma”,disse Panagides.  “Logo, é necessário que tanto os usuários quanto os provedores amadureçam suas defesas”.

Mais da metade dos internautas locais (55,8%) também teme que seus PCs sejam infectados por malwares em conseqüência de spams, sendo que 30% desse total têm receio de ser atingido por golpes como roubo de identidade e fraudes financeiras. “Embora a quantidade de spams relacionados a ações de marketing seja maior, há uma tendência de crescimento na quantidade de spams relacionada a fraudes, principalmente devido ao aumento da população conectada à Web no Brasil”, declarou o executivo.

Métodos de segurança

O estudo da Inova indica ainda que os internautas brasileiros usam métodos diversos para combater os spammers. Isso porque 42,6% deles dizem ter uma conta de e-mail específica para atividades que podem atrair mais spams. Já 29% dos usuários afirmam dispor de algum software antispam em seu PC e 35,9% declararam utilizar o serviço antispam do provedor de e-mail. Por fim, apenas 19,8% disseram não utilizar qualquer proteção contra spam.

“Embora ter um e-mail para atividades que atraiam mais spams possa ser útil, essa estratégia vai exigir dos usuários mais tempo e esforço de gerenciamento” declarou Panagides. “Mas o que soluciona realmente o problema é adotar um software efetivo. Hoje já existem algumas soluções capazes de proteger os usuários e, claro, há também muitas soluções que são apenas paliativos”, completa.

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