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Quatro alternativas ao Android, iOS e Windows Phone

Ubuntu Touch, Firefox OS, Tizen e Bada estão chegando, de olho num mercado que atualmente é dominado pela Google e Apple.

Michael Homnick, PCWorld EUA

28/03/2013 às 11h44

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Atualmente o Android e o iOS dominam o mercado de smartphones: juntos eles estão presentes em mais de 95% dos aparelhos. Mas nem todo mundo é fã da dupla. Se você está receoso quanto às falhas de segurança no Android, cansado da pouca flexibilidade do iOS ou interessado em se distanciar da guerra entre Apple e Google pelos dispositivos móveis, vai gostar de saber que há várias alternativas prestes a chegar ao mercado.

De uma variante do Ubuntu, da Canonical, ao Firefox da Mozilla e Tizen da Samsung, são várias as empresas e organizações que estão lançando suas próprias plataformas Open Source neste ano. Vamos conhecer um pouco mais sobre elas.

Ubuntu

O popular sistema operacional para desktops desenvolvido pela Canonical está fazendo a transição para os dispositivos móveis. Uma amostra do Ubuntu Touch, na verdade uma nova interface para o mesmo sistema já usado nos PCs, já está disponível para os desenvolvedores.

A Canonical disse repetidamente que com a versão Touch do Ubuntu pretende criar algo “único”, e o preview para os desenvolvedores está alinhado com esta visão. Uma das coisas mais notáveis é a ausência de uma “lock screen”: em vez dela há uma tela de “boas vindas” com um círculo animado que mostra informações sobre o status de seu aparelho, chamadas perdidas e mensagens recebidas.


Demonstração do Ubuntu rodando em um smartphone

A interação é baseda em gestos, e cada canto da tela tem um propósito. Deslizar dedo para a esquerda abre uma lista de apps, para a direita alterna para um aplicativo já aberto. Deslize o dedo para baixo para abrir os controles de navegação do aplicativo, e para cima para acessar os ícones de status do aparelho sem sair do app atual.

O uso destes gestos significa que você pode acessar qualquer app ou funcão no aparelho em ter de voltar à tela inicial. Mas ela tem um propósito, e a Canonical diz que poderá ser personalizada com informações obtidas em centenas de fontes, incluindo a Wikipedia e acesso a conteúdo em lojas de música e vídeo. 

Embora a Canonical tivesse originalmente planejado lançar os primeiros aparelhos com o Ubuntu Touch ainda neste ano, a organização agora espera que eles cheguem às lojas no início de 2014.

Firefox OS

O Firefox OS, sistema operacional para dispositivos móveis desenvolvido pela Fundação Mozilla, segue alguns dos mesmos conceitos do ChromeOS da Google: o sistema é construído tendo como base padrões abertos da web e cada elemento - até mesmo o “discador” para fazer chamadas - é um aplicativo escrito em HTML5.

Como resultado as “apps” no Firefox OS não são apps no sentido tradicional. Estão mais para páginas web “turbinadas” às quais o sistema permite acesso ao recursos e dados armazenados no smartphone.


Um smartphone com o Firefox OS

Mas usuários na América do Norte e Europa que acham o conceito do Firefox OS interessante podem ter problemas para conseguir um smartphone rodando o sistema, ao menos por enquanto. É que como os apps em HTML5 exigem pouco do hardware do aparelho, a Mozilla acredita que seu sistema é uma melhor opção para aparelhos de baixo custo.

Por isso a organização está de olho em mercados emergentes, e quer fazer da América Latina, incluindo o Brasil, seu mercado inicial. Segundo a Mozilla ainda neste ano os aparelhos também estarão disponíveis na Hungria, Sérvia, Montenegro, Polônia e Espanha.

Tizen

Há poucos nomes na indústria da tecnologia maiores do que a Samsung e a Intel, então sua parceria no desenvolvimento do sistema operacional Tizen naturalmente chamou a atenção. O Tizen é uma plataforma Open Source baseada em Linux que tem muito em comum com o Android em termos de aparência e comportamento. Mas enquanto o Android é baseado nos serviços da Google para muitas de suas funções, o Tizen poderá ser facilmente modificado para suportar os serviços de terceiros.

Esta adaptabilidade é especialmente importante na Ásia, já que os serviços da Google em geral são bloqueados na China, e a empresa está atrás de concorrentes locais como Baidu e Yahoo Japan em popularidade na região.


Um tour por um aparelho de referência com o Tizen

A Samsung conquistou sua poderosa posição no mercado de smartphones graças a produtos baseados no Android. Mas a decisão da empresa de investir no Tizen indica uma intenção de reduzir sua dependência da Google. Algumas horas após o lançamento do Galaxy S4, em 14 de março, a Samsung confirmou planos de lançar um smartphone com Tizen ainda neste ano. Não é surpresa que a primeira parceira será Asiática: a NTT DoCoMo, a maior operadora no Japão.

Publicamente a Samsung afirma que não tem intenção de romper laços com a Google, mas a empresa claramente não deseja manter todos seus ovos dentro da mesma “cesta” do Android.

Jolla Sailfish

O Sailfish OS, produzido pela startup finlandesa Jolla, é a reencarnação do MeeGo, um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido pela Nokia e Intel que chegou a ser usado em um aparelho, o Nokia N9.

Embora o Sailfish ainda esteja em desenvolvimento, a Jolla lançou no mês passado um kit de desenvolvimento de software (SDK) gratuito para usuários Linux, para que programadores possam criar novos apps para o sistema. Não há muitos detalhes sobre o Sailfish, mas ele tem uma interface limpa que parece enfatizar o uso de gestos, especialmente para multitarefa. Alguns observadores traçaram paralelos entre os ícones e widgets na tela inicial do sistema e os “blocos dinâmicos” no Windows Phone 8.


O Sailfish OS é um descendente do sistema do Nokia N9

Os primeiros aparelhos com o Sailfish devem chegar às lojas ainda neste ano

Open Source é o ponto em comum

Ainda teremos que esperar para ver qual será o impacto do Ubuntu Touch, Firefox OS, Tizen e Sailfish no mercado de smartphones, e como a Google e a App Store irão responder à nova onda de sistemas operacionais móveis. 

Serão necessários mais alguns meses até que consigamos colocar a mão em hardware capaz de rodar estes sistemas alternativos, mas o fato de que tantas empresas e organizações de grande porte apoiam seu desenvolvimento é promissor.

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