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Quatro dicas da Febraban para evitar roubo de dados bancários

Total de ataques ao sistema brasileiro de bancos cresceu 20% em 10 meses de 2008, diz federação de bancos. Saiba como se proteger.

Lygia de Luca, repórter do IDG Now!

03/12/2008 às 13h53

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seguranca_comp_150Embora pareça simples demais para surtir efeito, atitudes como não responder perguntas demais  ao acessar o bankline e redobrar a atenção com certificados de segurança podem livrar o usuário de ter seus dados roubados.

Afinal, entre janeiro e outubro de 2008, o total de ataques ao sistema bancário brasileiro cresceu 20% em comparação com o mesmo período de 2007, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta quarta-feira (03/12).

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No ano passado, o sistema brasileiro de bancos investiu 1,4 bilhão de reais em segurança. Segundo Guilhermino Domiciano de Sousa, integrante da comissão de Fraudes Eletrônicas da Febraban, na verdade “o que é invadida é a máquina do usuário, para o cracker instalar malwares”.

Seguindo passos simples de prevenção, o usuário evita ser vítima do roubo de dados. Afinal, a previsão é de que o sistema brasileiro de internet banking ultrapasse o número de 30 milhões de clientes em 2008, segundo Sousa.

Conheça bem a página de seu banco
Se você for questionado sobre que número você calça, fique atento. O erro mais comum de quem cai no conto do vigário e clica no link de um phishing é dar todas as respostas.

“Não dê mais informações do que o necessário. O banco pede sua agência, conta e uma senha. Acabou”, alerta Sousa. Para determinadas transações, serão precisos mais dados - como número do token.

Quando uma página de bankline é falsa, contudo, outros questionamentos aparecerão, pois geralmente um cavalo-de-tróia já está instalado naquele PC e o criminoso quer roubar o máximo de dados possível.

“Se começou a pedir muita coisa, pare e ligue para seu gerente. Eles conhecem muito bem a página do banco e estão habilitados a te ajudar”, aconselha.

Redobre a atenção no bankline
Mesmo que Sousa considere mais eficiente prestar atenção ao comportamento da página do banco, os usuários podem ficar ainda mais atentos.

Muitos já sabem que o endereço mudar para ‘https’ mostra que a transação ali será segura. Também nesta página, um cadeado no pé direito do site permite ao usuário clicar para conferir seu certificado de segurança. Vá além.

“Eu posso, como meliante, comprar um certificado ou simular algo. O usuário precisará ter o ‘requinte’ de observar que o nome do fornecedor daquele certificado é diferente do banco”, expõe.

Separe máquinas em casa
A dica de Sousa é que pessoas jurídicas e donos de pequenas empresas não compartilhem seu computador com a família, correndo o risco de expor ou perder dados importantes.

Afinal, se uma criança clica, ingênua, em um link malicioso, alguém terá problemas. “A pessoa pode perder um banco de clientes ou uma planilha de contas a receber”, exemplifica.

Mesmo para pessoas físicas, o executivo aconselha que se pense na possibilidade de ter um PC para os filhos. “No PC dos pais, o usuário fará coisas mais sérias, como mexer com e-mail, banco e afins. No outro micro, há espaço para a ‘bagunça’, sem riscos de perdas”, diz.

Mantenha o computador atualizado
A insistência na recomendação de que atualizações são obrigatórias vem do fato simples de que, se você possui um sistema operacional ou softwares arcaicos e não os atualiza, ali ficam brechas a serem exploradas.

“Se você usa um software pirata, não poderá atualizá-lo, e baixa seu nível de segurança. A versão antiga não pega nem ‘resfriados’, só vai identificar códigos maliciosos até a data em que foi lançado”, afirma Sousa.

Segundo Sousa, não há desculpa para não usar sistema operacional e aplicativos em sua versão original, já que estão aí “o Linux” e outros, como o pacote de aplicativos OpenOffice.

“E claro, use antivírus e firewall”, lembra.

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