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Quatro em cada dez mulheres declaram-se ‘viciadas no Facebook’

Para maioria, contato com amigos e parentes é mais comum via web que pessoalmente; 25% acordam de madrugada para checar status.

Computerworld/EUA

12/07/2010 às 16h36

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O chocolate acaba de ganhar uma forte concorrência: as redes sociais. Uma parcela significativa das mulheres que usam mídias sociais, como Facebook e Twitter, confessou ter viciado nesses serviços, revela uma pesquisa.

Mais da metade (57%) das mulheres entrevistadas disseram se comunicar mais por meio dos serviços online do que pessoalmente, e 39% delas - aproximadamente quatro em cada dez - se consideravam viciadas em Facebook, de acordo com um levantamento do Oxygen Media Insights Group, vinculado a uma empresa que tem foco em canais de televisão e sites web para mulheres. 

Ainda segundo a pesquisa, 34% das entrevistadas entre 18 e 34 anos disseram que checar o Facebook é a primeira coisa que fazem de manhã, antes mesmo de escovar os dentes ou usar o banheiro.

A Oxygen Media encomendou a pesquisa à Lightspeed Research, que entrevistou mais de 1.600 usuárias de mídia social com idades entre 18 e 54 anos.

No meio da noite
Mais surpreendente foi descobrir que 26% das mulheres de 18 a 34 anos acordam no meio da noite para ler mensagens de texto e 21% confessaram verificar o Facebook durante a madrugada, destacou o relatório.

O levantamento revela ainda que 31% das pesquisadas disseram ser mais confiantes quando assumem suas personas online do que quando expostas à vida real. E 19% disseram que chegaram a discutir com seus parceiros sobre o tempo gasto em celulares e PDAs (assistentes pessoais digitais) - 37% de mulheres com idades entre 18 e 34 anos disseram já ter caído no sono enquanto usavam PDAs antes de dormir.

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Este estudo tem muito em comum com outra pesquisa, efetuada com mil americanos e lançada em março, que mostrava que muitas pessoas pareciam beirar a obsessão em relação à troca de informações com amigos, famílias e colegas de trabalho.

O estudo da Retrevo Inc, uma loja de eletrônicos e site de análise de produtos, mostrou que 48% dos pesquisados disseram atualizar o Facebook ou o Twitter durante a noite ou assim que acordam. A empresa também descobriu que 19% das pessoas com menos de 25 anos atualizavam o Facebook e o Twitter a qualquer hora durante a madrugada.

Depressão online
Outro relatório, lançado no começo do ano pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, concluiu que as pessoas que gastam bastante tempo online tendem a sofrer mais com sintomas de depressão. Quando as pessoas começam a substituir a vida real e a interação face a face por conversas online em salas de bate-papo e em sites de rede social como Facebook e Twitter, há quase sempre um "imapcto sério em sua saúde mental", destacou o estudo.

No estudo da Oxygen Media, 42% das mulheres entrevistadas disseram não ver problemas em publicar fotos pessoais onde aparecem visivelmente bêbadas; ao mesmo tempo, 63% delas disseram usar o Facebook como ferramenta para networking profissional.

O estudo também detectou que, embora apenas 44% das mulheres de 18 a 34 anos disseram depositar confiança no Facebook em relação a suas informações privadas, 56% das usuárias do Twitter disseram não ver problemas em tuitar sua localização real.

 

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