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Quem está pronto para “curtir” o novo recurso Google +1?

As novas formas de disseminar opiniões poderão ser o carro-chefe da geração de tráfego para sites.

IDG News Service/EUA

05/04/2011 às 12h27

Foto:

Na semana passada a
Google apresentou o recurso +1
, “plus one” ou “mais um” como é chamado em
português. Com base em indicações de contatos de rede do Google (lista de
contatos do Gmail), o usuário é informado sobre a opinião de outras pessoas a
respeito do conteúdo de determinados links exibidos nas páginas de resultados
de busca do Google.

É, assim por dizer, um primo do recurso “like” ou “curtir”,
do Facebook.

Essa maneira de recomendar resultados é uma grande coisa,
não? Bem, digamos que – em um futuro próximo – possa, sim, ser uma grande
coisa.

Ocorre que o +1 não faz parte dos produtos principais da Google.
Esse recurso pertence à categoria experimental desenvolvida no Google Labs, uma
mistura entre beta e balão de ensaio. Disponível a todos os usuários, o
+1 é de fácil utilização
.

Todas as recomendações feitas por usuários ficam expostas em
uma aba especial dentro do perfil da conta Google. Você pode definir se deseja
que esses links sejam partilhados de forma pública, ou se preferir, esconder
essa informação dos demais usuários.

Ainda restrito às buscas efetuadas dentro do Google.com, o
recurso pode, em breve, se tornar padrão e passar a integrar as redes de
blogues/notícias e outros sites do Google.

A Google afirma que pretende avaliar o conteúdo dos links
marcados com o +1 pelo usuário, para, na hora de lhe apresentar resultados de
busca, trazer conteúdo mais relevantes. Na prática, isso pode significar um
pouco de tudo. Mas a Google afirma que o +1 não tem influencia sobre o
ranqueamento nas buscas.

Então, qual é a
diferença entre o +1 e o “curtir”?

Assim que a Google liberar o uso do botão +1 para websites,
o recurso deverá passar a funcionar de maneira bastante semelhante ao “curtir”
da rede social Facebook. Ocorre que, quando você curte determinado conteúdo da
web, isso fica evidenciado no site do Facebook e só. As diferenças começam por
aí.

No caso da Google, as marcações com +1 são exibidas na selva
de buscas. Para você ou seus contatos usufruírem dessa marcação de conteúdo,
ambos devem habilitar essa opção clicando em “join this experiment”, localizado
na página que apresenta o recurso +1, no
Google Labs
.

Os recursos “curtir” e +1 poderiam ser muito mais úteis. Falta-lhes
um lugar único, uma API que possa consolidar essas informações em um espaço
próprio, o que ofereceria ao usuário uma visão muito mais específica acerca das
opiniões de seus amigos sobre conteúdo encontrado na web.

Existem soluções parecidas com essa proposta, entre elas, o
Wajam – um aplicativo de busca social.

Talvez uma das vantagens do +1 seja o fato de, ao marcar o
resultado com esse botão, essa informação ficar visível no rodapé do snippet
(conjunto de informações sobre os links exibidos em resultados de busca), com a
frase “usuário 1’d this”. Diferente do Facebook, onde, ao marcar um resultado
com o botão curtir, uma mensagem é exibida em sua parede na rede social com o
dizer “o usuário curtiu isso”. Já imaginou você curtir um anúncio em que são
vendidos ingressos para um evento da Apple, ao módico preço de 3.500 dólares
cada?

Incompatíveis
Atualmente, existem dois sistemas incompatíveis da Google.
Um deles, o Buzz, onde o +1 seria perfeitamente aproveitável, usa um recurso
chamado “Like”, completamente desligado da rede do +1. Isso chama muito a
atenção, principalmente pelo fato de a Google ter enfrentado um mundo de
dificuldades ao realizar a ligação entre os perfis do Google e o Buzz. Ainda
assim, o +1 fica restrito aos perfis, ao passo que o recurso “Like” está
enclausurado na rede do Buzz. É, em suma, uma bagunça de fragmentos.

Ferramentas de aprovação social podem ser muito úteis para
os usuários encontrarem alguma informação na web e para:

- Dar e receber recomendações (o que pode substituir a troca
de links entre as pessoas);

- Chamar a atenção para conteúdo que julguem relevante;

- Marcar determinados resultados para posterior consulta (o que
pode substituir os favoritos e outros sites da web que cumprem esse papel);

- Executar pesquisas de popularidade (em substituição aos
plugins de pesquisa instalados em blogs);

- Ser usado para efetuar pesquisas e votações (para definir
resultados de reality shows, por exemplo).

O que é muito animador no caso desses botões de curtir é que
eles devem se espalhar para o resto do mundo com facilidade. Em alguns anos,
deverá ser possível “curtir” programas que passam na TV e locais (com base em
recursos de geolocalização).

Uma série de aplicativos para smartphones já consegue
reconhecer músicas e programas de TV com base em sons. Alguns também conseguem reconhecer
objetos capturados com as lentes da câmera do smartphone. Tudo isso será
possível curtir de uma das várias maneiras.

Conceito poderoso
Como ainda é experimental, o +1 da Google não vai mudar o
universo da noite para o dia. O “curtir” do Facebook, apesar de ter peso
razoável no mundo das opiniões digitais, ainda é obliterado pelo Twitter,
quando o assunto é partilhar links e outras formas de conteúdo da web.

Mas a grande sacada desse tipo de serviços está na história.
Esta nos conta que esses serviços obscuros e triviais, como o Twitter e o
Facebook – e, agora, o Google – conseguem capturar a atenção das pessoas e
render toneladas de dinheiro aos empresários que entenderem como explorar esses
recursos de maneira eficiente.

Todo o conceito de curtir e similares é muito mais poderoso
que a dinâmica da partilha de links que conhecemos atualmente. Se essas maneiras
de disseminação de opiniões se sagrarem vitoriosas, em um tempo em que
privacidade é discutida em alto e bom som, elas poderão se tornar o carro-chefe da
geração de tráfego para sites.

Um dia, ao acordarmos, será bem possível que esses recursos
de partilha social estejam dominando um novo mundo, chamado de “novo mundo da
influência social”.

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