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Quem vai brigar com o tablet da Google? Kindle Fire ou iPad?

Seja qual for o modelo de mercado escolhido, o dispositivo da gigante servirá mais como um exemplo para os fabricantes que usam Android

PC World/EUA

06/01/2012 às 14h32

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A Google pode estar trabalhando em seu próprio tablet, porém ninguém sabe se ele será capaz de competir com o iPad ou alcançar o Kindle Fire, de acordo com informações do DigiTimes. Conforme o site de Taiwan, membros da cadeia de fornecedores da Google acreditam que a companhia está se inspirando no Kindle Fire para produzir seu próprio tablet de 7 polegadas de 200 dólares rodando Android 4.0.

Eric Schmidt, CEO da Google, afirmou em dezembro que a empresa planejava lançar um tablet nos próximos seis meses, parecido com que foi feito com o Nexus em relação aos smartphones. O dispositivo seria “da melhor qualidade”, conforme as palavras de Schmidt concebida a um jornal italiano, dando ainda mais força aos rumores que surgiram no ano passado sobre o tablet da Google.

No mercado de tablets, dispositivos rodando Android não decolaram, enquanto o iPad conseguiu uma assustadora proporção de vendas de 10 aparelhos para um da Google. Mesmo entre os outros concorrentes, as vendas de tablets com sistema operacional da Google ficaram abaixo do TouchPad, aparelho descontinuado da HP, apontam informações do NPD. E, em menos de dois meses após seu lançamento, o Kindle Fire da Amazon conquistou o segundo lugar, atrás do iPad, por causa de seu baixo preço - 199 dólares. Logo, depois de comprar a Motorola por 12.5 bilhões de dólares, a Google pode finalmente entrar no jogo e se tornar uma referência entre os fabricantes de tablets parceiros, assim como aconteceu com os smartphones Nexus. 

Perseguir o primeiro ou segundo colocado?
O mercado de tablets representa um desafio um pouco diferente para a companhia de Mountain View do que de smartphones, no qual o Android já venceu - em vendas. A Google pode perseguir o modelo da Apple ao produzir tablets de alta qualidade, em que estão os maiores lucros, ou então escolher o mercado conteúdo para tablets, no qual a Amazon tem prejuízo no hardware e espera que o lucro seja produzido a partir de seu ecossistema de conteúdo, que inclui filmes, músicas, livros e aplicativos. 

Como a Google se negou a esclarecer os comentários de Schmidt a respeito do tablet, e o DigiTimes possui um histórico instável em relação a especulação de produtos que não foram lançados ou mesmo anunciados, é difícil dizer qual caminho a Google irá escolher para seu primeiro tablet. 

Uma coisa é certa: todos os dispositivos próprios da Google foram feitos como exemplo para os fabricantes parceiros para mostrar como seriam esses aparelhos se estivessem carregando o sistema operacional da empresa. Smartphones Nexus nunca foram vendidos em grandes quantidades e nunca foram encarados como ameaça a outros dispositivos feitos por empresas parceiras.

Seja qual for o adversário escolhido pela companhia, o tablet da Google será um mero exemplo de como outros aparelhos semelhantes  com Android precisam ser para ter uma chance se tornarem líderes desse mercado. 

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