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Receita Federal realiza maior apreensão de celulares falsificados da sua história

Foram 410 mil telefones confiscados na sede dos Correios em São Paulo. Valor da carga está estimado em R$ 89 milhões.

Rui Maciel, do IDG Now!

18/11/2010 às 15h55

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A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira (18/11), a maior apreensão de celulares falsificados da sua história. Foram confiscados 410 mil aparelhos na sede dos Correios em São Paulo. O valor da carga dos telefones está estimado em R$ 89 milhões, sendo que a maioria deles era composta por reproduções da Nokia. No entanto, havia ainda a presença de outras marcas.

A operação – que leva o nome de Leão Expresso – apreendeu também outros artigos de tecnologia. O principal dele é uma carga de pentes de memória para notebooks, avaliada em 500 mil reais. Segundo a Receita, foram encontrados ainda acessórios para videogames e aparelhos GPS originais.

Apreensão de Nokias falsos
Segundo um representante comercial da Nokia, presente na apresentação dos resultados da Leão Expresso, trata-se da maior apreensão de produtos falsificados da marca finlandesa em uma única operação, em todo o mundo.

O IDG Now! entrou em contato com a filial brasileira da Nokia para confirmar o recorde. No entanto, a empresa não confirmou o fato, e declarou que não comenta sobre volumes de apreensão de aparelhos falsificados que levam a sua marca. Mas, a fabricante fez questão de parabenizar a Receita pelo sucesso na operação.

Como foi feita a operação
Primeiramente, a Receita mapeou os tradicionais pontos de vendas de celulares piratas na capital paulista, à procura de indícios de desabastecimento. A partir daí, usou recursos de gerenciamento de riscos de cargas, para monitorar as grandes remessas. 

Ao detectar um volume de carga incomum tendo os Correios como destino, a Receita iniciou a operação Leão Expresso na sede paulista da estatal. Ela durou 108 dias - entre 14 de julho e 29 de outubro - e envolveu 35 servidores, que realizaram pentes finos no setor de remessas expressas.

Em certas cargas, com centenas de celulares chineses, era frequente a declaração de valores comerciais subfaturados, inferiores a US$ 200. No lugar de celulares completos, eram declaradas partes e peças avulsas.

Segundo a assessoria de comunicação da Receita, 130 empresas e pessoas físicas foram autuadas e serão encaminhadas ao Ministério Público Federal a quem compete promover a denúncia pelos crimes de contrabando (fraudes e crimes na importação, subfaturamento e falsa declaração de conteúdo) e descaminho, puníveis com um a quatro anos de reclusão.

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