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Rede pública de TV digital chega a ao menos três cidades este ano

Ggerente executivo da EBC, Delorgel Kaiser, diz que São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília serão as primeiras a receber o sinal.

Redação do IDG Now!*

28/01/2010 às 9h45

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Ainda este ano, a rede pública de televisão digital deve chegar a São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Esta é a previsão do gerente executivo de Expansão e TV Digital da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Delorgel Kaiser. Os planos são de levar o sinal digital da rede pública a 63% da população brasileira até 2016.

A previsão
foi feita durante a
primeira audiência pública do projeto Operador Único da Rede Nacional
de TV Pública Digital Terrestre (RNTPD), realizada na quarta-feira (27/1), no Rio de Janeiro. Outra audiência pública para avaliar a cobertura da rede pública de televisão digital no
país acontece nesta quinta-feira (28/1) em Brasília, no Espaço Cultural
Anatel.

Nos próximos 20 anos, cerca de 2,98 bilhões de reais deverão ser investidos pela EBC e demais emissoras parceiras (canais do Judiciário e do Legislativo) na implantação da infraestrutura de rede em todo o território nacional. Cerca de R$ 160 milhões por ano.

A primeira audiência foi marcada pelo debate em torno da participação de empresas estrangeiras na licitação da parceria público-privada de construção da infraestrutura da rede.

Para o representante da STB Digital, Armando Lemes, o desafio é garantir competitividade às empresas brasileiras, que terãode investir grandes somas de recursos em tecnologia. Segundo ele, só para participar da disputa é preciso depositar uma garantia de R$ 85 milhões, recurso considerável para uma empresa de médio porte como a dele, situada no sul de Minas Gerais.

“Uma parceria público-privada internacional tira as chances de todos os fabricantes brasileiros de participar. Então, a EBC deve repensar isso. Nós fabricantes brasileiros, que investimos e trabalhamos aqui, conhecemos a nossa televisão pública melhor que qualquer estrangeiro. Não podemos abrir mão, de espécie alguma, que alguém venha lá de fora para nos ensinar a fazer televisão”, defendeu Lemes.

Em resposta, o diretor de Serviços da EBC, José Roberto Garcez,  lembrou que a legislação atual impede restrições à participação internacional no projeto. 

“A participação de empresas nacionais e internacionais é possível para todos. O que não se pode é criar uma regra que beneficie exclusivamente empresas nacionais, até porque há etapas nesse processo que só podem ser feitas usando componentes internacionais. Nós estamos absolutamente seguros quanto aos benefícios que esse projeto dará a muitas empresas brasileiras, que poderão participar em consórcios com empresas de outros países, trazendo essa
tecnologia para garantir o avanço da indústria aqui no Brasil”, disse Garcez.

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