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Redes móveis 4G podem gerar negócios de US$ 70 bilhões em 4 anos

Estudo revela que operadoras não querem ser vistas apenas como fornecedoras de 'dutos de dados'; estratégia inclui parcerias.

Redação do IDG Now!

12/01/2010 às 18h15

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À medida que as redes de telefonia celular 4G ganham impulso, uma fatia nada desprezível da receita com assinaturas - 22% - virá de conjuntos de serviços premium, informa a ABI Research em seu relatório "4G Mobile Consumer Services", cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (11/1).

Para a empresa, a receita total das redes 4G com serviços ao cliente, incluindo o acesso móvel à internet, deverá crescer rapidamente nos próximos anos, superando 70 bilhões de dólares em todo o mundo em 2014.

As primeiras redes 4G deverão entrar em operação no fim de 2010. Em setembro de 2009, 100 operadoras móveis já diziam testar a tecnologia Long Term Evolution (LTE) de quarta geração.

A ABI Research ressalta que as operadoras de redes 4G se recusarão a ser vistas apenas como fornecedoras de 'dutos de dados'. A real intenção do setor, revela o estudo, é ser provedor de 'serviços inteligentes', sejam eles desenvolvidos internamente ou por terceiros, por meio de parcerias.

Serviços adicionais
Embora admitam que o acesso à internet será o principal produto das redes 4G, as operadoras consideram obter receita significativa com serviços adicionais, como localização (com orientações passo a passo ou por pontos de interesse), multimídia (como vídeo sob demanda e compartilhamento P2P), transmissões (como rádio digital e TV pay-per-view) e jogos (com opções de multiplayer e realidade aumentada).

Todos esses recursos característicos da Web 3.0 serão somados aos hábitos já consolidados pela Web 2.0, como personalização, comunidade, interatividade, presença e localização. Segundo a ABI Research, tais conteúdos serão formatados para 'três telas' - PCs, TVs e dispositivos móveis - e para três meios (internet, redes de cabo e redes sem fio).

A parceria das operadoras com fornecedores de soluções dará origem a ecossistemas abertos, aponta a ABI. Os produtos desenvolvidos por terceiros poderão ser incorporados pelas operadoras mediante licenciamento e mudança de marca, e poderão até influenciar fabricantes de equipamentos de redes e de dispositivos móveis, alterando as especificações técnicas de seus aparelhos.

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