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Redução de 10% na pirataria pode aumentar arrecadação em US$ 390 mi

Para Business Software Alliance, pirataria nas empresas ocorre porque colaboradores não estão cientes da ilegalidade.

Tatiane Seoane, repórter do Computerworld

14/11/2008 às 15h18

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Uma redução de 10% no volume de pirataria de software praticada no Brasil poderia culminar em um aumento de 390 milhões de dólares em impostos, segundo Robert Holleyman, presidente e Chief Information Officer (CIO) da Business Software Alliance (BSA), em visita ao Brasil, nesta sexta-feira (14/11).

Além disso, o País poderia gerar 11,5 mil novos postos de trabalho. "Esta redução geraria um impacto tanto em contribuições econômicas quanto na indústria de Tecnologia da Informação em geral", conclui o executivo.

De acordo com estimativas da associação, a redução na pirataria iria adicionar 2,9 bilhões de dólares em receita para indústria local.

Apesar de o Brasil ter o melhor desempenho em redução de pirataria na América Latina, de acordo com a IDC, os números ainda são pequenos. Na comparação de 2006 para 2007 o índice caiu apenas 1%.

Nos Estados Unidos, o índice é o maior de todo o mundo. De acordo com dados da pesquisa, o país perdeu 8 bilhões de dólares com a pirataria de software, seguido da China - maior comprador de computador do mundo - com 6,6 bilhões de dólares.

Educação e consciência no combate à pirataria
Mesmo com a parceria do Governo, ABES (Associação Brasileira de Software) e do CNCP (Comitê Nacional do Cerimonial Público) no Brasil, Holleyman afirma que a melhor ação para combater a pirataria no Brasil seria investir na educação, considerando que as suas maiores ações partem de iniciativas das classes mais baixas do País.

Segundo ele, boa parte da pirataria dentro das empresas ocorre porque os colaboradores não estão totalmente conscientes da ilegalidade de efetuar cópias, mesmo que para uso interno. O executivo garante, no entanto, as companhias estão investindo em software e em suas licenças.

Este comportamento faz a empresa perder em diversos sentidos, defende a associação. A começar por estar sujeito a ataques de vírus, passando pelo risco de sofrer processo por direitos autorais, além de inibir o seu crescimento. “A pena chega a ser três mil vezes maior que o preço do software”, completa o diretor da BSA no Brasil, Frank Caramuru.

Neste sentido, Holleyman diz que uma alternativa seria o mercado oferecer licenças específicas, como por exemplo, uma autorização única para cloud computing.

Contudo, de uma forma geral, o presidente da BSA ressalta que a posição do Brasil é positiva em relação ao combate contra a pirataria. “Nos últimos 10 anos aconteceram medidas importantes neste sentido. Isto faz com que possamos acreditar num futuro mais positivo para este cenário”, disse.

“Mais que proteger a economia, as ações contra a pirataria são também uma proteção de valores”, disse Neil Macbride, vice-presidente da BSA. “Por isto a lei não deve distinguir quando a falsificação é de um hardware ou software”.

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