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Relatório coloca Brasil como principal emissor de spam no mundo

Volume de mensagens indesejadas que partiram do País quase triplicou entre 2008 e 2009, superando Estados Unidos, informa a Cisco.

Daniela Braun, do IDG Now!

08/12/2009 às 14h22

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O Brasil alcançou uma posição de destaque no mercado de tecnologia que não merece ser comemorada. Em 2009, o País tornou-se o maior emissor de e-mails indesejados (spams) do mundo, superando os Estados Unidos, segundo relatório anual de segurança da Cisco Systems, divulgado nesta terça-feira (8/12).

A participação do Brasil no volume de spams enviados de servidores localizados no País subiu de 2,7% em 2008, quando o País estava na segunda posição do ranking de spammers, para 7,7% este ano, o que mostra um crescimento anual de 192,6%, de acordo com a pesquisa.

No mesmo período, os Estados Unidos registraram queda de 20,3% na emissão de mensagens indesejadas em relação ao ano passado e conseguiram reduzir sua participação no volume mundial de spams de 8,3% para 6,6% em 2009.

“Os países emergentes enfrentam um desafio crescente no combate ao spam e devem ampliar os recursos para eliminar a disseminação das redes de botnets que geram e-mails falsos ou improdutivos”, analisa a Cisco em seu estudo.

O Vietnã e a Índia apresentaram os maiores índices de crescimento no envio de spams este ano. Com um salto de 367,7% no volume de spams enviados em um ano, o Vietnã passou a ocupar a sexta posição do ranking, representando 2,5% do volume global de spams em 2009. A Índia passou para a terceira posição em 2009, após apresentar um crescimento de 130,4% na disseminação de spams, sendo responsável por 3,6% do volume total de mensagens indesejadas.

O volume de spams enviados do Brasil praticamente triplicou entre 2008 e 2009. “As economias mais emergentes do mundo são responsáveis por 55% do envio global de spams”, informa a Cisco.

Além dos Estados Unidos, China, Rússia e países da União Europeia apresentaram queda no índice de spams enviados este ano. Na avaliação da Cisco, os esforços dos provedores de acesso à internet para reduzir redução do spam e dos botnets em economias desenvolvidas estão fazendo efeito e devem ser compartilhados com outros países.

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