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Relembre as cinco maiores batalhas entre consoles de games

Resgatamos algumas das mais importantes disputas já travadas pela indústria de jogos eletrônicos ao longo da história; confira.

McKinley Noble, da GamePro/EUA

03/09/2009 às 11h18

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PlayStation versus Xbox, Nintendo versus Sega, Game Boy contra todos – a guerra dos consoles são tradições históricas entre os jogadores. Resgatamos as mais importantes batalhas já travadas pela indústria de games. Confira.

Sony PlayStation versus Nintendo 64 versus Sega Saturn

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O PlayStation da Sony tem a melhor coleção de jogos que a Nintendo? Talvez. A Sega deveria ter gasto mais tempo no laboratório com o Sega Saturn em vez de perder três anos fabricando add-ons péssimos para o Genesis? Provavelmente. O que importa é que, ao final de 1999, todos sabiam que o PlayStation era a grande novidade e, desde então, tem deixado todos os competidores para trás.

Embora a Nintendo tenha lançando sucesso atrás de sucesso – Mario 64, Ocarina of Time, GoldenEye 007, StarFox 64 e Perfect Dark – o PlayStation tinha uma solução simples para combater a gigante japonesa: o Compact Disc, ou simplesmente CD.

Acontece que abandonar o antigo formato cartucho e migrar para o CD fez toda a diferença na batalha entre Sony e Nintendo, pois para os desenvolvedores era muito mais fácil produzir e distribuir os jogos neste CD. Claro, isso também favoreceu o aumento da pirataria entre os usuários.

Essa estratégia contribuiu para o PlayStation chegar com muitas (e boas) opções de jogos como Crash Bandicoot, Metal Gear Solid, a série Tomb Raider, Tekken e Gran Turismo – sem nos esquecer também da franquia Final Fantasy.

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A Sony provou que novas tecnologias e novas atitudes podem tornar um console o novo “rei do pedaço”. A transição também colaborou para demarcar o fim da era dos jogos de fliperama, Atari Jaguar e NEO-GEO. Além disso, a empresa colaborou para a criação de uma nova base de consoles.

Nintendo DS versus Sony PSP

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Todo mundo esperava que o novo (na época) PSP da Sony desbancasse o estranho player de duas telas da Nintendo. Mas não foi o que aconteceu. Hoje em dia, a Nintendo é obrigada por lei (no Japão) a adiar seus lançamentos para os finais de semana e assim evitar que os jovens japoneses faltem na escola para adquirir novos jogos para o player portátil.

Os problemas: a Sony escolheu os piores anúncios publicitários para divulgar seu novo player portátil, e a mídia UMD - escolhida por ela como padrão para o PSP - nunca pegou de verdade, sem contar a demora para carregar os jogos.

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Exemplo de uma das campanhas publicitárias de mau gosto do PSP

Mesmo assim, temos de dar créditos à Sony pela empreitada com este portátil. Atualmente, o PSP detém uma boa parcela de mercado entre os players portáteis, com versões mais simples e baratas de clássicos como God of War, Tekken e Metal Gear.

Embora a Sony tenha tentado melhorar sua imagem depois desse desastre publicitário e de reinventar o PSP, a Nintendo ainda domina o mercado portátil, especialmente entre usuários casuais, já tendo vendido mais de 100 milhões de unidades do Nintendo DS.

Game Boy/Game Boy Color versus Sega Game Gear

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Na teoria, o Sega Game Gear tinha todos os motives para bater o Game Boy: tinha gráficos coloridos, o Sonic e uma excelente campanha de marketing. Porém, isso tudo não foi suficiente; o Game Boy continuava a vender sem parar, e a Nintendo lançou o Game Boy Pocket e o Color.

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Anúncio de lançamento do Game Boy Color

Além disso, muitos jogadores se recusaram a pagar 150 dólares (na década de 1990) por um sistema de jogo portátil. Sem contar que o player da Sega gerou muito lixo tóxico por usar seis pilhas alcalinas AA.

O Game Boy e suas quatro baterias forneciam 10 horas de uso, contra apenas cinco do Game Gear. Sem contar que, depois, a Nintendo também lançou o Game Boy Pocket, que usava apenas duas baterias.

Portáteis como o Neo Geo Pocket Color e Bandai Wonderswan Color pegaram carona no sucesso do Game Boy e tiveram um bom retorno na época. Hoje a Nintendo ainda se mantém na liderança no setor de players portáteis, embora os bons títulos estejam ficando cada vez mais raros a cada novo lançamento.

Sony PlayStation 2 versus Xbox versus Nintendo GameCube

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Com a entrada da Microsoft no mercado de consoles de games, a Sony e a Nintendo - de repente - se viram em uma autêntica novela mexicana entre os anos 2000 a 2006. Parte do problema era determinar o melhor sistema, afinal cada console tinha algo que o outro queria.

A Nintendo tinha o Mario e os melhores gráficos; a Sony tinha milhares de fãs do PlayStation original; e a Microsoft possuía um serviço de jogos online que não deixava a desejar. Além disso, cada console tinha especificações que permitiam diversos lançamentos multiplataforma.

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Os recentes anúncios do PlayStation também são conhecidos por sua criatividade obscura

O que eventualmente fez a diferença foi a imensa base de operação da Sony, que desbancou o console da Microsoft. Além disso, a empresa também fez uma boa jogada ao anunciar o PS2 como também sendo um DVD player mais barato. Mas os rumos mudaram quando a Nintendo apresentou seu Wii, que atualmente vem sendo líder de vendas de consoles mundialmente.

Super Nintendo versus Sega Genesis

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Na primeira tentativa de bater o original Nintendo Entertainment System, a Sega lançou o Sega Master System. Mas graças ao poder do famoso trio da Nintendo – Mario, Zelda e Metroid –, o primeiro console da Sega não chegou nem a ameaçar a Nintendo. Mas a Sega se reergueu e, juntamente com sua crescente base de fãs, lançou a primeira ameaça real contra a Nintendo: o Sega Genesis.

Com as vendas iniciais no Japão não indo muito bem, a Sega USA utilizou o sucesso do personagem Sonic e juntamente com uma campanha publicitária, começou a incomodar a Nintendo com anúncios que diziam que o Sega Genesis fazia tudo aquilo que a Nintendo não conseguia. Era o início da guerra.

Mas a Nintendo evitou modificar seu sistema, deixando que lançamentos de jogos como Super Mario World, Chrono Trigger e The Legend of Zelda: A Link To The Past dessem a resposta. Além disso, ajudou também o fato de a Nintendo possuir uma revista própria, dedicada a seus jogos.

Enquanto os consoles da Nintendo continuaram a manter o ritmo de vendas, a Sega viu seus produtos seguirem o rumo oposto. No final, a era 16-bit dividiu os jogadores definitivamente pela primeira vez, com a Nintendo e a Sega em lados opostos.

Quem mais ganhou com essa disputa foi a indústria de videogames, que vendeu mais de 80 milhões de unidades entre ambos os sistemas. A Nintendo enterrou de vez esta guerra ao lançar o Super Nintendo, batendo a Sega em quantidades de unidades vendidas e lucro.

Desde então a Sega nunca mais incomodou o domínio da Nintendo. E o personagem Sonic se viu passando de console em console, enquanto o jogo Mario continua reinando isolado no império da Nintendo.

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