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Representante da indústria de TI vê ameaça à web em projeto europeu

Europa quer impedir acesso a sites de abuso infantil, mas presidente de entidade do setor de computadores e comunicação discorda.

IDG News Service

29/04/2010 às 11h26

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Uma proposta da Comissão Europeia  - órgão regulador daquela região - de bloqueio obrigatório do acesso a sites de abuso infantil representa uma ameaça à liberdade da internet, de acordo com o presidente da Associação da Indústria de Computadores e Comunicações (CCIA, em inglês), Ed Black.

Até agora, Black é a única pessoa da indústria de tecnologia da Informação (TI) disposto a discutir o assunto. Companhias como o Google, Microsoft, Yahoo e até mesmo a operadora Telefônica, além de outros grupos que representam o interesse do setor, se recusaram a comentar o tema, não responderam adequadamente às questões ou disseram que ainda estão analisando o projeto.

“Há um perigo real de que a proposta trará consequências não
intencionais”, afirmou Black em uma entrevista. “Somos parcialmente
contra essa ideia porque é um modo ineficiente de combater o abuso
online de crianças, mas também porque ela se baseia em esforços de
governos globais de bloquear o que não gostam na web.”

Os principais políticos do Parlamento Europeu já se posicionaram a favor do plano.

A intenção do bloqueio obrigatório é parte de uma lei muito mais ampla, que foi criada para combater a exploração de crianças e que foi proposta pela Comissão Europeia no último mês.

A ideia tem gerado controvérsias. Devido à natureza do assunto em questão, no entanto, aqueles que são contra a proposta na indústria de TI permaneceram em silêncio até agora.

 

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