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Respostas a oito perguntas sobre o Windows 7, nova versão do sistema

Na semana em que a Microsoft detalhou a próxima versão do Windows, IDG Now! responde 8 dúvidas básicas sobre o novo software.

Computerworld/EUA

29/05/2008 às 18h41

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A Microsoft gastou grande parte da sua semana em uma blitz de marketing para falar sobre o Windows 7, próxima versão do seu popular sistema operacional.

Ainda que alguns dos executivos da Microsoft disponíveis para falar não tenham saído nem uma palavra do script, escondendo mais que mostrando informações, alguns dados sobre o novo software foram revelados pela companhia.

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O que, exatamente, nós sabemos sobre o Windows 7, sucessor do Vista, o sistema operacional que, segundo o analista do Gartner Michael Silver, não carrega uma série de defeitos, carrega "muitos problemas de percepção"?

Não muito. Certamente não o suficiente para lhe dar os detalhes mais interessantes do sistema que sucederá o Windows Vista. Mas está aqui tudo que sabemos - ou pelo menos o que a Microsoft disse até então.

Quando o Windows 7 será lançado?
Depende de quem está falando. Na terça-feira (27/05), dois executivos da Microsoft, Chris Flores, diretor de Windows Client, e Steve Sinofsky, vice-presidente sênior e que lidera o desenvolvimento do Windows, disseram que ele será lançado no começo de 2010.

"Estamos felizes em reportar que mantemos o cronograma de lançar o novo sistema operacional três após o Windows Vista", escreveu Flores no blog da companhia.
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"Continuamos a dizer que a próxima versão do Windows, o Windows 7, estará disponível três anos após o Windows Vista", reforçou Sinofsky.

Na terça-feira à noite, no entanto, Steve Ballmer, CEO da Microsoft, afirmou que o Windows 7 será lançado no final de 2009, durante uma conferência organizada pelo Wall Street Journal.

Como será o Windows 7?
Muito parecido com o Vista, de acordo com as poucas informações divulgadas pela Microsoft.

Flores afirmou que o Windows 7 terá muito "do investimento de longo prazo de arquitetura" feito no Vista. "O Windows Vista estabeleceu um alicerce sólido, particularmente em subsistemas como gráficos, áudio e armazenamento. O Windows Server 2008 foi desenvolvido neste alicerce, assim como será o Windows 7".

Sinofsky e Flores confirmaram outros aspectos do Windows 7, incluindo o fato de que o novo sistema operacional será lançado tanto em versões 32 bits e em 64 bits. Havia a especulação de que o novo sistema operacional seria apenas em 64 bits e poderia, como Flores disse, rodar o mesmo hardware recomendado para o Vista.

A Microsoft falou algo sobre funções específicas que pretende entregar com o Windows 7?
Pouco. Na noite de terça-feira (27/05), a Microsoft demonstrou uma função de tela sensível a toque que a empresa afirmou estar integrada no Windows 7.

A função, que incorpora a tecnologia estreada pela Microsoft em 2007 com o Surface, parece similar à interface baseada em gestos integrada no iPhone e no Macbook Air, da Apple, ainda que, neste último, o controle esteja restrito ao trackpad do aparelho, e não à tela por completo.
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Mais nada?
As sessões para o evento Professional Developers Conference, programada para rolar na última semana de outubro, oferecem muitas pistas.

Uma sessão será focada na autonomia de bateria - provavelmente baterias de notebook antes de tudo, mas também para aparelhos móveis onde a Microsoft espera instalar o Windows 7.

"O Windows 7 oferece avanços para a criação de aplicações com melhor consumo de energia", afirma o cronograma do evento. "Nesta sessão, discutiremos como a nova infraestrutura do Windows reduzirá o consumo de energia em aplicações e melhorará a eficiência de serviços e tarefas que rodam em segundo plano".

Outras sessões abordarão tópicos sobre o Windows 7 como "Avanços gráficos", "Computação por toque" e "Service online em código nativo", algo que soa bastante intrigante considerando a pressão da Microsoft em popularizar seu conceito de "software + serviço".

O Windows 7 terá um novo kernel?
Não.

Em outubro de 2007, um engenheiro da Microsoft revelou que a companhia tinha 200 programadores trabalhando em diminuir o kernel do Windows para sua sétima versão; ele chamou o kernel de "MinWin" e afirmou que esta versão alocaria menos de um sexto da memória usada pelo kernel do Windows Vista.

Nesta semana, porém, Flores e Sinofsky disseram que o Windows 7 não suportará um novo kernel. "Ao contrário de algumas especulações, a Microsoft não está criando um novo kernel para o Windows 7", disse Flores.

Sinofsky colocou de outra maneira. "A chave é que o kernel do Windows Server 2008 é uma evolução do kernel no Windows Vistam o que significa que o Windows 7 será uma evolução deste kernel e assim vai".
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O Windows 7 será um grande ou um lançamento qualquer?
A diferenciação entre estes adjetivos é importante já que a Microsoft, após o lançamento do Vista, afirmou que planejava atualizar seus sistemas operacionais em uma base com maiores e menores atualizações - pense no XP para o Vista - a cada quatro anos, com as pequenas no meio deste período.

Um bom exemplo de atualização menor seria o Service Pack 2 do Windows XP que, ainda que seja chamado de Service Pack, foi diferente de qualquer outro pacote de atualização pelo número de novas funções acrescentadas no sistema.

O problema é que o Windows 7 soa como uma atualização menor, mas Flores e Sinofsky classificaram como o oposto. "Outra questão que geralmente nos perguntamos é se o Windows 7 será uma grande atualização", afirmou Flores. "A resposta é 'sim'".

Outra pista: o Windows 7 usará o mesmo modelo de driver para aparelhos do Vista.

Este sistema, lembre-se, exigia novos drivers para todo hardware - um problema enfrentado até mesmo por executivos da companhia, como revelaram em e-mails internos acessados publicamente em razão de um processo enfrentado pela Microsoft.

A mensagem misturada - se é uma grande ou pequena atualização - confundiu pelo menos um analista, Michael Cherry, do Direction on Microsoft. "Para mim, uma 'grande' atualização significa grandes mudanças na funcionalidade do núcleo do sistema operacional".

Com a Microsoft dizendo que integrará o Windows 7 sobre o Vista, e não começá-lo do rascunho, Cherry afirma que não tem a impressão que as mudanças se traduziriam em mudanças significativas.
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Por que a Microsoft está oferecendo tantas informações sobre o Windows 7? Boa pergunta.

A Microsoft essencialmente afirmou que aprendeu uma lição com o Vista, quando prometeu funções, como um subsistema de armazenamento chamado WinFS, que foram limadas do sistema operacional em razão de atrasos no desenvolvimento.

"Nós podemos impactar significantemente nossos parceiros e clientes se distribuirmos informações que depois podem mudar", afirmou Flores em um post no blog da Microsoft.

Analistas, incluindo Cherry e Silver, concordam com o executivo. "Eles falaram mais publicamente sobre o Vista, mas, no fim das contas, isto não os tornou mais amigáveis", criticou Silver no começo da semana.
   
Quer dizer que a Microsoft já está abandonando o Vista? Não. Executivos da empresa, incluindo seu CEO, vieram a público defender o Vista, mesmo que já estejam pensando em seu substituto.

Steve Ballmer defendeu o Vista quando falou durante a conferência All Things Digital. "O Vista não é uma falha nem um erro", afirmando ainda que a Microsoft não está jogando a toalha no Vista. "Existem coisas que vão continuar a se modificar e melhorar? Sem dúvida".

Flores, por outro lado, aproveitou para celebrar os números de venda do Vista. "Até 31 de março, já vendemos mais de 140 milhões de licenças do Windows Vista".

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