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Revelada a segunda-geração do kit de desenvolvimento Oculus Rift

Kit é baseado no protótipo “Crystal Cove”, e traz mudanças que resultam em melhor qualidade de imagem, e menos chances de deixar o usuário tonto ou enjoado.

Hayden Dingman, PCWorld EUA

19/03/2014 às 17h50

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A Oculus VR anunciou nesta quarta-feira a segunda geração do kit de desenvolvimento de seu óculos de realidade virtual, o Oculus Rift. O anúncio foi feito durante a Game Developers Conference (GDC), um evento sobre desenvolvimento de jogos que acontece nesta semana em San Francisco, nos EUA.

“Quase exatamente um ano após lançar o kit de desenvolvimento original, temos o prazer de anunciar o DK2”, disse a Oculus em um post em seu blog. A segunda geração do kit de desenvolvimento (devkit) do Rift já está à venda, e será demonstrada durante a GDC.

A chegada do novo devkit era iminente após a Oculus parar as vendas do modelo original no mês passado. O novo modelo é baseado no protótipo conhecido como Crystal Cove, no qual experimentei o jogo EVE:Valkyrie no mês passado.

Assim como o Crystal Cove, o DK2 aprimora vários pontos em relação ao kit original, com uma tela de baixa persistência e resolução mais alta e a capacidade de rastrear a posição da cabeça do usuário em relação ao ambiente. A nova tela é um grande avanço em relação à usada no original, cuja baixa resolução resultava no notório “efeito porta de tela”.

O salto na qualidade visual do DK2 vem não só do uso de telas com resolução mais alta, 960 x 1080 pixels por olho, mas também do uso de tecnologia OLED de baixa persistência, que evita “soluços” e borrões no movimento da imagem, o que torna o usuário menos propenso a ficar enjoado ou tonto durante o uso.

O novo kit também inclui a câmera externa do protótipo Crystal Cove, que permite o rastreamento da posição da cabeça do usuário em vez de apenas seu movimento. Ou seja, no primeiro devkit era possível virar a cabeça em qualquer direção, e o jogo acompanharia o movimento. Mas agora é possível se inclinar para frente, para trás ou para os lados, e a câmera irá detectar esse movimento e reproduzí-lo no jogo.

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“O rastreamento da posição da cabeça abre as portas para todo o tipo de novas possibilidades de jogabilidade, como dar uma espiadinha em uma esquina, se inclinar para ver mais de perto um objeto no jogo e relaxar em uma praia virtual”, disse a Oculus. 

O DK2 também aprimora o sistema de rastreamento de orientação, que no original era propenso a acumular imprecisões com o tempo, e traz um teste de latência, além de uma porta USB para acessórios e elimina a “caixa de controle” do primeiro modelo.

O preço do novo kit é US$ 350, US$ 50 a mais que o modelo original. Mas tenha em mente que esta não é a versão “para o consumidor” do Rift, que ainda está em desenvolvimento. Mas a Oculus diz que “todos os blocos elementares de uma grande experiência em realidade virtual estão aqui”.

“Todo o conteúdo desenvolvido usando o DK2 irá funcionar com a versão do Rift para o consumidor”, afirma o post. A Oculus espera que as primeiras unidades do DK2 sejam entregues em Julho.

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