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Review – Bionic Commando

Com ótimo sistema de controle e acrobacias e bons momentos, ele peca na variedade de inimigos.

GamePro/EUA

18/05/2009 às 16h59

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Em Bionic Commando o herói de dreads Nathan Spencer vigia Ascension City, balançando de um prédio a outro com seu braço biônico por cenários deslumbrantes, muita ação e controles simples.

Os tempos estão difíceis no mundo de Spencer. Uma explosão transformou a atmosfera estável em uma confusão de asfalto irregular e desafios. Para a felicidade dos jogadores, o herói, que parece uma versão andróide e com dreads do Homem Aranha, salta de edifícios enormes e utiliza seu braço para se deslocar com velocidade e adrenalina, dando bastante movimento ao game.

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Cada território pode ser explorado de maneira acrobática e divertida, com belos efeitos para água, radiação e minas. Alguns momentos de lentidão de frames e checkpoints nada estratégicos, além de vários loadings entre cenários, podem frustrar alguns jogadores.

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Mas há muito mais em Bionic Commando do que belas acrobacias. Um grande número de vilões vai tentar acabar com a felicidade acrobática de Spencer.

A sorte parece estar ao lado dos jogadores não muito habilidosos, já que a maioria dos inimigos irá correr e atirar em sua direção sem muita destreza, aguardando a morte certa.

Os Grunts só são desafiadores quando surgem em bando; os voadores Polycraft não parecem perseguir o jogador por esquinas. Os mais durões, as armaduras Biomech, são facilmente eliminadas depois de se reconhecer algum de seus comportamentos padrão, que se limitam a três variantes. Até mesmo as batalhas contra chefes se resumem a reconhecimentos de padrão e em explorar o ambiente.

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Mas a mesmice dos oponentes é compensada pelas inúmeras maneiras com que eles podem ser enviados ao espaço, além de escutar a animação de Mike Patton (a voz de Faith No More que dubla Nathan Spencer) quando um movimento interessante é executado.

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Na guerra contra os inimigos, vale saltar de grandes altitudes contra multidões, lançar carros a longas distâncias, esmagar vilões como tomates, atirar grandes detritos ou ainda confiar em alguma das armas com nomes pomposos, como a HIKER shotgun ou o Bulldog lançador de granadas.

Para adicionar tempero à mistura, o Bionic Commando possui cenas com estradas desintegrando aqui, cobras gigantes surgindo ali e até uma sequência de salto entre um avião e outro, o que deixaria qualquer estúdio de Hollywood com inveja.

Entretanto, as grandes e repetidas doses de adrenalina são inconsistentes, o que tira o lugar do game entre os clássicos. Em qualquer grande batalha há um inexplicável e quase interminável caminho a ser explorado, com textos desnecessários e muitas telas de load.

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O modo multiplayer é morno, com membros biônicos potentes. Os níveis se transformam em um zoológico habitado por aranhas mecânicas gigantes e multicoloridas. Os modos de jogo se resumem a vanilla deathmatch, team deathmatch e capture-the-flag (roubar bandeira).

O Bionic Commando não desenvolveu suas ideias ou voou tão alto quanto deveria, mas o título pode garantir boas horas de diversão no PS3 e Xbox 360.

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