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Review – Resident Evil 5 (PS3)

Zumbis bem armados e histórias fantásticas recheiam este aguardo game da Capcom.

Redação da GamePro / EUA

20/03/2009 às 22h02

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O Resident Evil 5 tem um grande desafio pela frente: precisa atender - e de preferência superar - a enorme expectativa gerada nos fãs; entregar novidades para a famosa trama; e superar a revolução ocasionada pelo Resident Evil 4, considerado um dos melhores games de terror para consoles.

A boa notícia é que a Capcom não descansou e dedicou esforço máximo para entregar, de maneira memorável, um dos melhores, se não o melhor, título da série surgida em 1996.

O mal reinventado
O Resident Evil 4 assumiu um grande risco ao substituir os lerdos e desajeitados zumbis por uma linhagem diferente de inimigos, os cultistas parasitados pelo vírus Las Plagas. Essa mudança deu nova vida à série, entregando inimigos mais desafiadores que os lentos zumbis.

O Resident Evil 5 leva essa alteração a um ponto ainda mais agressivo, alterando o foco do suspense para a ação, com uma campanha onde a cooperação é fundamental.

O novo título não é o primeiro da série com multiplayer. Na série Resident Evil: Outbreak, vários jogadores eliminavam zumbis em conjunto. Mas, o game não foi cuidadosamente elaborado e a experiência era frustrante. Felizmente, a Capcom trabalhou bem e o lado cooperativo do novo Resident é uma adição importante.

Outra mudança significativa é que a ênfase na ação colocará o jogador em grandes sequências, onde muita munição será gasta, com explosões, perseguições e grande número de inimigos. Fica clara a influência de jogos como Metal Gear Solid 4 e Gears of War 2.

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Um dos pontos negativos do processo, foi a redução substancial do suspense da série. O game não possui mais a atmosfera desolada de Resident Evil 4, afastando o jogador do estilo “mansão assombrada”.

Mesmo com uma evolução clara nas ameaças em Resident Evil 4, o novo título segue perfeitamente esta tendência. A evolução dos zumbis é grande a ponto de andarem em motocicletas sujas.

A mudança mais drástica ocorre na segunda parte do jogo, onde os inimigos passam a carregar rifles e outras armas, transformando completamente o combate. Não há mas tempo para pensar em tiros certeiros na cabeça, buscar cobertura e atirar a esmo se tornam ações fundamentais.

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Com essas alterações drásticas, o game perdeu muito da fórmula que tornou o Resident Evil 4 tão assustador.

Mas não se engane, esses momentos hollywoodianos são extremamente divertidos. Em um dos cenários o jogador deve saltar para a carroceria de uma caminhonete e eliminar, gastando várias balas, inimigos que o perseguem em motos e outros veículos.

Para quebrar a ação, o game apresenta os tradicionais quebra-cabeças, típicos da série, além de um inimigo novo de tempos em tempos, que pode variar de um soldado com uma mini-gun a um ciclope com uma motosserra.

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O mais frustrante é que as missões nas ensolaradas vilas africanas, repletas de inimigos e crocodilos são muito divertidas, mas com o progresso do game algumas missões se tornam chatas se comparadas às anteriores.

Mas, após o término da história permanece a sensação de se ter concluído um grande game.

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