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Review: Too Human cala seus críticos

Com quase 10 anos em desenvolvimento, game para Xbox 360 mistura mitologia e futurismo em uma história que pode agradar até os mais resistentes.

Cameron Lewis/GamePro EUA

22/08/2008 às 16h08

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Depois de quase dez anos em desenvolvimento, Too Human teve sua cota de problemas. Foi anunciado primeiro para o Playstation original, foi prometido para o GameCube e finalmente encontrou um lar no Xbox 360, sempre cercado de controvérsias. Mas, apesar de não ser perfeito, Too Human tem o suficiente para calar seus críticos.

>>>Veja as telas de Too Human

O título é uma mistura de game de ação com RPG,  mas tudo é muito estranho, para falar a verdade sobre o primeiro capítulo da trilogia (planejada) de Silicon Knight. Esse é um game exclusivo para Xbox 360 que tem grandes ambições na manga, mas que às vezes parece até se auto-sabotar. Mas é tão viciante que, mesmo com os problemas, até parece um pequeno milagre.

Too Human pega o rico mundo da mitologia nórdica e a leva para um futuro distante, onde máquinas sedentas por sangue exploram a humanidade, e até deuses ciberneticamente modificados como Aesir lutam para manter seus humanos no lugar certo. Por que as máquinas querem nos explorar?

Como o membro mais jovem do clã, Baldur parece ser a escolha improvável para liderar uma força expedicionária para investigar o antigo Hall of Heroes – mas entre sua amnésia e a morte de sua mulher, o cara tem noção de que faltam algumas coisas importantes, como a presença de Thor.

Baldur pode parecer lento e que caminha com pedras nas botas, mas coloque um bando de inimigos em sua frente e ele de repente se torna um medalhista olímpico, voando pela tela e punindo o inimigo com o satisfatório barulho do metal contra metal. A ação é intensa e vale a pena.

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Uma pena que a dificuldade de Too Human seja tão díspar. Passei pela primeira missão rápido, mas em poucos minutos da segunda missão ocorreu uma mudança repentina na dificuldade e o game parou de me guiar – na sequência, comecei a ser bombardeado por foguetes que vieram de longe enquanto inimigos surgiram e me congelaram. E eles eram invulneráveis a certos danos, de uma hora para outra.

Claro que pensar na estratégia para cada tipo de inimigo é parte do que torna Too Human um tanto poderoso, mas a insistência do game em mudar de repente a dificuldade é muito estranha. Sem contar a absurda animação de 20 segundos que aparece toda vez que você morre (aparece uma Valquíria te levando ao Valhalla!).  E não dá para pular isso não – tem que sofrer toda vez que morre no jogo.

>>>Veja as telas de Too Human

Você até pode achar que eu me frustrei, mas continuei fundo no game por uma simples razão: o incrível sistema de customização. É algo que vai atrair muitos fãs de MMO do que os que gostam dos games de ação, mas as possibilidades são enormes,

Os ambientes escondem segredos e caminhos, e emboscadas aleatórias tentam te impedir de chegar aos objetivos, mas a busca com a ajuda de parceiros tornam Too Human valioso para jogar. Depois de passar muitas horas no campo de batalha, as longas seqüências de ressurreição e as miras ruins ainda me deixam mal, mas as alianças online imprevisíveis, a pilhagem variada e o combate recompensador me fizeram voltar. Não é perfeito, mas Too Human é muito divertido.

Prós: uma mistura de bagunça e game, personagens profundos e customização de equipamentos, disponíveis aos montes.
Contras: tempo longo de ressurreição, câmera automática ruim, balística que não ajuda muito.

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