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Análise: Megaware Meganote Volcano
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Análise: Megaware Meganote Volcano

Com design sólido e boa configuração de hardware, notebook da Megaware dá conta de quase todas as tarefas do dia-a-dia.

Rafael Rigues, PCWorld Brasil

Foto:

“Explosão de velocidade”. É assim que a Megaware anuncia seu notebook Meganote Volcano. Exageros à parte ele é uma máquina sólida, com boa configuração de hardware, desempenho dentro do esperado e que até me surpreendeu algumas vezes durante o teste. E o melhor: tudo isso sem “explodir” o seu bolso.

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Meganote Volcano, da Megaware

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Hardware

A versão que testamos tem o gabinete na cor cinza, imitando aço escovado, mas na verdade ele é feito de plástico. Ainda assim, a máquina é construída de forma a passar a sensação de solidez. Com cerca de 3,5 cm de espessura e peso de 2,2 Kg, o Volcano não é o notebook mais fino ou mais leve que já passou por minhas mãos, mas não é nenhum trambolho.

O Meganote Volcano é baseado em um processador dual-core Intel Core i5-2410M rodando a 2.3 GHz, acompanhado por 6 GB de RAM. Também há um HD de 500 GB e um drive óptico capaz de ler e gravar CDs e DVDs. A tela tem 14” e resolução HD (1366 x 768 pixels). O sistema operacional é o Windows 7 Home Premium, na versão de 64 Bits.

Há três portas USB, portas HDMI e VGA (para conexão a TVs e monitores externos), uma porta Ethernet (para rede cabeada) e um leitor de cartões compatível com cartões SD, Memory Stick e variantes, todas muito bem distribuídos pelas laterais da máquina.

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Teclas sem espaço entre si e trackpad sem bordas: problemas de design

O teclado tem teclas quadradas e planas, mas muito próximas umas das outras, sem o espaçamento típico dos comuns teclados no estilo “ilha”. Isso torna mais comuns os erros de digitação. A Megaware pisou na bola no trackpad: apesar de texturizado, o que facilita o uso, ele não tem bordas. E como é feito com o mesmo material do restante do gabinete é fácil, por distração, deslizar o dedo para fora da área sensível ao toque e ficar se perguntando porque o trackpad “parou de funcionar”. Parece um probleminha bobo, mas causou bastante frustração durante o uso.

Não gostei de um detalhe na parte de baixo: os painéis que dão acesso à memória e ao HD estão protegidos por um lacre que, caso rompido, invalida a garantia. RAM e disco são os únicos upgrades possíveis em um notebook, e não é incomum encontrar usuários que “turbinam” suas máquinas logo após a compra. A Megaware precisa encontrar uma forma melhor de conciliar a garantia e o desejo dos usuários de expandir suas máquinas.

Desempenho e autonomia de bateria

Com um processador Intel Core i5 dual-core e 6 GB de RAM, o Meganote Volcano não vai deixar a desejar em quase nenhuma atividade do dia a dia, de coisas simples como navegação web ou edição de documentos a tarefas mais complexas como reprodução de vídeos em HD. Nada fora do normal para uma máquina de sua configuração, e mais do que o suficiente para um típico usuário doméstico.

Geralmente esse é o ponto do texto onde insiro uma ressalva dizendo “...exceto jogos, já que a máquina não tem uma GPU dedicada” (o vídeo integrado é o Intel HD Graphics). Porém, fiquei surpreso com o resultado dos testes com DiRT 2: o game rodou a uma média de 34 quadros por segundo na resolução de 1280 x 720 pixels, e perfil gráfico “Ultra Low” (com Multisampling desativado, VSync ativado).

É algo que não posso dizer de muitas outras máquinas com vídeo integrado que já passaram por minhas mãos. Não é uma configuração que irá satisfazer um gamer, e o Volcano não pode ser considerado como uma máquina séria para jogos, mas pode ser o suficiente para um jogador casual que se contenta com títulos mais antigos.

Em nosso teste padrão de bateria coloquei o brilho da tela em 50%, conectei a máquina a uma rede Wi-Fi e a usei para navegar na web e editar textos enquanto ouvia música via streaming, o que considero um perfil de uso bastante típico.

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Lacre de garantia na parte de baixo dificulta os upgrades

E aí veio a surpresa: consegui cerca de 3 horas e 15 minutos de autonomia, um pouco acima das “até 3 horas” indicadas pelo fabricante. Não é uma marca impressionante, mas o que me surpreendeu foi a honestidade: não é raro um fabricante citar uma autonomia de bateria muito mais alta do que a real, obtida sob condições ideais de laboratório e diferente do que o usuário verá no dia-a-dia. Ponto para a Megaware!

Veredito

O Meganote Volcano não entrega a “explosão de velocidade” que o slogan sugere (talvez se tivesse uma GPU), mas é rápido o suficiente para todas as tarefas no dia-a-dia e não irá desapontar o usuário. Por R$ 1.799,00 é uma boa opção

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