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Aplicativos: mais importante que o smartphone é a plataforma
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Aplicativos: mais importante que o smartphone é a plataforma

Saiba por que falar sobre Symbian, BlackBerry OS, iPhone OS, Windows Mobile e Android é só questão de tempo.

René Ribeiro, da PC World

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Ao buscar um telefone celular novo ou smartphone para uso profissional, o usuário leva em consideração suas características físicas, design, funções embarcadas, recursos multimídia e, claro, o preço. Poucos são os que se perguntam que outras funções podem ser adicionadas ao equipamento, por exemplo, por meio de downloads.

Programas para uso profissional, versões portáteis de suítes de aplicativos, de entretenimento e jogos são alguns dos exemplos de softwares que dão aos telefones móveis funcionalidades que nem sempre vêm de fábrica. Uma parte deles é paga, mas é possível encontrar muita coisa boa, útil e divertida gratuitamente ou a preços muito baixos.

Mas atenção: nem todos os aplicativos estão disponíveis para todos os modelos de smartphones. Sistema operacional, modelo do aparelho (alguns são mais flexíveis que outros), interesse dos desenvolvedores e a política adotada pelo fabricante, que pode ser mais ou menos flexível com relação à oferta de aplicativos, são alguns dos fatores que entram nessa equação.

Depósitos online
Quem possui um smartphone e deseja
turbiná-lo se depara com uma questão: onde encontrar aplicativos para
baixar? A primeira parte da resposta está relacionada à plataforma
operacional que o dispositivo utiliza. E se você ainda não escolheu o
seu smartphone, convém avaliar a plataforma antes de tomar uma decisão.

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Smartphones equipados com o Symbian, por exemplo, têm algumas boas opções de fontes de aplicativos. A mais organizada delas está ligada à Nokia. A Ovi Store não tem uma página em português, mas está acessível para usuários do Brasil. Depois de fazer um cadastro (é preciso um e-mail válido), basta selecionar entre os milhares de aplicativos disponíveis, escolher o modelo do equipamento que se tem e clicar no botão Send to mobile. Uma mensagem de texto (SMS) será enviada para o número do celular cadastrado com um link para o download escolhido. É preciso ter um cartão de crédito internacional para comprar aplicativos pagos. Bem organizado, o site All About Symbian também é uma boa fonte de aplicativos, muitos gratuitos.

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Clique aqui para ver essa tabela em tamanho maior

Os usuários de Blackberry encontram uma situação semelhante. A loja online Built for BlackBerry  também não possui versão em português e funciona de modo ligeiramente diferente. Parte do acervo de aplicativos não é baixado diretamente do site da RIM. Ao selecionar um determinado software, o usuário pode se deparar com a página do desenvolvedor. Dessa maneira, no caso de aplicativos pagos, o usuário lida diretamente com o desenvolvedor. Uma alternativa local: BlackBerry Brasil, mas que não tem vínculo com a RIM.

A iniciativa da Apple segue outra direção. Embora tenha divulgado recentemente a marca de 1,5 bilhão de downloads e mais de 65 mil títulos disponíveis, a empresa seleciona que conteúdo usuários de determinada região terão acesso. No caso dos brasileiros, este acervo é bem limitado. Para desfrutar de todo o conteúdo, deve-se possuir uma conta no iTunes nos Estados Unidos. E como nem todos os aplicativos desenvolvidos para o iPhone são aprovados pela Apple (há quem diga que os melhores ficam de fora), o usuário que resolver comprá-los deve ter em mente que será necessário desbloquear o aparelho (e arcar com os riscos inerentes desta ação).

A Microsoft não faz melhor. A página em português do Windows Mobile é genérica e não traz informações sobre aplicativos que não os da própria Microsoft  e que já vêm nos smartphones. A página em inglês avança um tiquinho; mas só tiquinho. Quem quiser mesmo ter acesso a outros aplicativos terá de buscar na internet. As opções são muitas e variadas, mas não espere encontrar um site específico e dedicado, muito menos com a chancela da Microsoft.

A loja de softwares da Palm no Brasil impressiona por oferecer o incrível acervo de apenas cinco itens. Destes, três são cartões de memória que trazem algum software instalado. Quem se der ao trabalho de visitar a loja da empresa nos Estados Unidos vai se deparar com um extenso cadastro que deve ser preenchido antes de se ver o que é que tem lá dentro. Você não paga para entrar, mas a Palm quer saber tudo a seu respeito antes de mostrar os aplicativos. Quem não estiver disposto a passar por isso, pode dar uma olhada na Palm Gear. Mas lembre-se: antes de comprar ou baixar um aplicativo gratuito, procure por informações sobre ele, para não se arrepender depois.

Ainda não existem smartphones à venda no Brasil rodando o sistema operacional móvel do Google. Mas o Android Market já existe (ainda ser versão localizada) e quem estiver pensando em comprar um aparelho com a plataforma aberta pode acompanhar o que está sendo criado para ela.

Smartphones
PC World solicitou aos principais fabricantes de celulares o envio, para testes, dos modelos de smartphones cuja customização por meio de aplicativos fosse a principal característica. Entrarem neste comparativo seis equipamentos: A3100 (Motorola); BlackBerry Curve 8900 (RIM); E71 (Nokia); iPhone 3G (Apple); Treo Pro (Palm); e TyTN II (HTC).

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BlackBerry Curve: líder, mas por bem pouco

Desse pequeno universo, metade (A3100, Treo Pro e TyTNII) utiliza o sistema Windows Mobile. A RIM utiliza o BlackBerry OS; a Nokia aposta no Symbian; e o iPhone 3G vem como a versão 3.0 do sistema operacional da própria Apple.

Apenas 1,1 ponto separa o BlackBerry Curve (999 reais), que levou o selo de Best Buy, do sexto colocado na categoria, o modelo da HTC que custa três vezes mais. Como o smartphone da Nokia, o Curve é rápido para abrir e executar os aplicativos instalados, que ficam distribuídos em uma interface moderna e com ícones de fácil identificação. Traz embarcado o Documents To Go, aplicativo para ler documentos do Microsoft Office e que resolve o problema de acesso da maior parte dos anexos de e-mails de trabalho. Vem ainda com versões portáteis do MSN, Google Talk e Yahoo Messenger.

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E71: melhor seria se a Ovi Store estivesse localizada

Para quem precisa lidar com muitas aplicações ao mesmo tempo, o E71 (1.499 reais) pode ser a saída mais adequada: basta segurar e pressionar a tecla menu para navegar entre elas rapidamente. O smartphone da Nokia vem com o Quick Office, aplicativo que permite ler e editar documentos do Microsoft Office, além de exibir documentos no formato PDF. Destaque também para o aplicativo dicionário inglês e espanhol que vem nele (outros idiomas podem ser baixados) e que permite ouvir a pronúncia da palavra selecionada. O modelo não traz qualquer comunicador instantâneo instalado, mas basta baixar o Nimbuz para ter acesso ao MSN, Google Talk e Yahoo Messenger em uma única aplicação.

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iPhone 3G: Apple se vê no direito de definir que aplicativos usuários podem ter

A Apple entrega um conjunto muito básico, mas útil, de aplicativos no iPhone 3G (1.789 reais). Anexos de e-mail nos formatos do Microsoft Office ou em PDF podem ser lidos sem problemas. Pelo método oficial, instalar uma nova aplicação no smartphone exige o uso do aplicativo App Store, no próprio equipamento, ou pelo iTunes, no PC. Escolha o item desejado (pago ou não), faça o download e a instalação é automática (os aplicativos pagos são debitados do cartão de crédito fornecido quando da criação da conta do iTunes). Não existe um atalho para alternar entre as aplicações abertas; deve-se pressionar o botão home e escolher o aplicativo desejado, esteja ele aberto ou não.

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A3100: muitos aplicativos, mas cabe ao usuário encontrá-los

O A3100 (1.599 reais) também vai nessa linha e o usuário deve tocar em três botões do menu para ter acesso à lista de aplicativos abertos. Para lidar com arquivos do Microsoft Office, o smartphone vem com o Documents to GO. Como a Motorola não possui uma loja própria para aplicativos, cabe ao usuário vasculhar a web par encontrar o que precisa.

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Treo Pro: enquanto o Pre não chega ao Brasil,
Palm sugere usar o Windows Mobile

Apesar do grande (mas difícil de acessar) acervo de aplicativos para a plataforma Palm OS (o sistema webOS, lançado como o Palm Pre, não tem data para chegar ao Brasil), o modelo indicado pela Palm veio com o Windows Mobile. O Treo Pro custa caro (2.599) e, com mais de três aplicativos abertos simultaneamente, alternar entre eles exige paciência. E padece do mesmo problema do A3100: deve-se garimpar aplicativos na internet.

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TyTN II: quase 3 mil reais

De todos os smartphone avaliados, o TyTN II é o mais pesado e o que tem as maiores dimensões. E também o mais caro (2.999 reais). Ressalva feita, o modelo da HTC tem a vantagem de oferecer a visualização na posição paisagem (horizontal), com mais espaço para os aplicativos exibirem dados. E, como o Treo Pro, veio com Office Mobile. Com ele, criar e editar documentos do Office é muito simples e a presença de um teclado físico completo torna isso ainda mais fácil.

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