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Avaliamos o Google Chrome, o navegador open source do Google
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REVIEW

Avaliamos o Google Chrome, o navegador open source do Google

Pequenos bugs não chegam a depreciar o novo browser, que chega para incomodar a hegemonia do Internet Explorer e do Firefox.

Nick Mediati, PC World / EUA

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Foto:

chrome_150O Google pode conseguir uma excelente vantagem sobre a Microsoft com o lançamento do seu próprio browser, o Chrome, navegador construído no formato open source, que chega com uma abordagem diferente na forma de acessar a web e que pode tornar a navegação uma experiência mais ‘orgânica’ que a obtida com o Internet Explorer e mesmo com o Firefox 3,  da Mozilla.

Por enquanto, o Chrome só está disponível para download em versão Windows (XP e Vista), mas o Google tem planos – sem data definida – de liberar versões compatíveis com Linux e Mac.

O Chrome é capaz de identificar, automaticamente, o browser que o usuário acessa e durante o processo de instalação. Ao acessar o navegador do Google pela primeira vez, o software faz a importação de todas as configurações existentes – bookmarks, senhas e demais configurações, seja do Firefox ou Internet Explorer. Ele faz isso inclusive com as informações de logon (nome de usuário e senha), preenchendo automaticamente tais campos quando se acessa um determinado site pela primeira vez com o Chrome.

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O layout do Chrome é muito simples: abas no topo da tela, seguidas pela caixa de endereços e a barra de bookmarks logo a seguir. Os bookmarks mais recentes ficam separados, numa caixa que está à direita da tela, bem como a campo de busca no histórico.

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Trata-se de uma interface bem minimalista; nada de barras de menus enormes ou qualquer outra coisa que possa distrair os usuários. Todos os controles estão concentrados em dos ícones localizados à direita da caixa de endereços, que o Google denomina de Omnibar.

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Um deles, representando uma página, é utilizado para gerenciar abas e que utiliza o Google Gears para criar atalhos para aplicativos – seja na web ou no próprio sistema.

O outro ícone, representado por uma ferramenta, é o que dá acesso a itens como histórico de navegação, gerenciador de downloads e outras opções relativas ao browser.

O usuário tem a alternativa de marcar sua página inicial desejada ou ainda definir as páginas mais visitadas como ponto de partida quando o Chrome é iniciado. Tal página proporciona miniaturas de páginas mais freqüentemente visitadas, exibe bookmarks recentes e um campo de busca preenchido com o conteúdo buscado pela última vez.

Em vez de obrigar o usuário a utilizar o Google como motor de buscas – embora essa seja a opção padrão –, o Chrome permite que o usuário escolha sua própria ferramenta de buscas. Isso pode ser feito a partir do ícone da ferramenta, no menu Opções.

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O navegador do Google foi desenhado para preencher o vazio que há entre o desktop e o que vem sendo denominado clouding computing.

Ao toque de apenas um botão, o Chrome permite a criação de um desktop, uma menu Iniciar ou um atalho para a lista de inicialização rápida para qualquer página ou aplicação web, tornando indiferente ao usuário o que está de fato na internet ou o que está armazenado localmente no PC.

Quando se cria um atalho para uma aplicação web, o Chrome desaparece com qualquer barra de ferramenta ou abas da janela em que tal aplicação vai rodar, o que dá ao usuário a sensação de estar usando de fato uma aplicação no desktop e não acessando algo a partir de internet.

A ausência dos botões Avançar e Retroceder pode tornar a navegação entre aplicações web meio confusas; entretanto tais funções podem ser acessadas usando o botão direito do mouse para navegar.

Por ter sido criado pelo Google, a função busca é parte integral do Chrome e o buscador adicionou algumas funcionalidades bem interessantes e que tornam o processo de localizar informações mais fácil.

Nesse aspecto, o browser do Google vai além do que proporcionam os navegadores da Mozilla e da Microsoft, ao procurar no histórico do browser não só pelo título da página, mas também em seu conteúdo.

Os resultados do histórico mostram o título da página e também uma miniatura dela (para alguns sites, mas não para todos, embora não haja uma explicação clara para isso), mas ele não mostra o endereço real da página em questão.

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A falta da informação da URL pode tornar difícil identificar uma página específica que se deseja, caso o título de tal página não seja claro (há casos, por exemplo, que seções específicas de determinados sites têm o mesmo título que a home page).

O motor padrão de buscas do Chrome, é claro, é o Google, como era de se esperar. No entanto, outros nove motores estão disponíveis, e qualquer um deles pode ser configurados como padrão pelo usuário, ou ainda adicionar outros, caso se queira.

Digite, por exemplo, “Google notebook preço” na caixa de buscas e o Chrome fará a pesquisa utilizando o Google. Substitui “Google” por “Yahoo”, “Amazon” “Live Search” ou qualquer outro serviço que o navegador fará a busca utilizando ele.

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Tal funcionalidade, contudo, ainda não está esta devidamente ajustada e apresentou algumas inconsistências nos testes que realizamos. Em testes realizados em sistemas com o Vista, ela funcionou bem, mas houve discrepâncias em sistemas que estavam rodando o Windows XP.

O Google oferece algumas palavras-chave para que esta feature funcione, mas em alguns casos, tivemos de editá-las para que a busca pudesse ser realizada corretamente.

Como era de se esperar, o Chrome inclui um número de funcionalidades existentes em outros browsers, tais como a navegação com privacidade, que o Google batizou de navegação no modo Janela anônima; ferramentas para desenvolvedores que visualização de páginas e detecção de erros em código fonte; além da capacidade de restaurar todas as abas que estavam abertas em uma sessão prévia do browser.

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O Chrome também incluiu a função que permite tratar cada aba de forma isolada. Se uma determinada página na web causa um problema no Chrome, em vez de abortar a sessão como um todo, apenas a aba em questão é afetada, e o funcionamento do browser nas demais abas não é atingido.

A Microsoft oferecerá funcionalidade semelhante no Internet Explorer 8, mas o Chrome foi além e acrescentou uma gerenciador de tarefas que dá ao usuário uma idéia de quanta memória e CPU uma determinada página na web está consumindo e a possibilidade de matar um processo que esteja causando problemas. Mas é necessário habilitar manualmente essa função para conseguir fazer isso.

Tivemos também alguns problemas com o Chrome, que apresentou alguma instabilidade; nada surpreendente em se tratando de uma versão beta do navegador. E aplicações em Flash não funcionaram nos testes feitos em uma máquina com o Vista – mas não houve problemas com isso nos sistemas com XP.

Também houve problemas quando realizamos buscas na parte relativa aos históricos. E quando o Chrome dá pau, leva tudo junto com ele, salvo se o usuário – manualmente – para não fazer isso.

Tal configuração está disponível sob o ícone da ferramenta, Opções, Básicas. Já o Firefox e o Internet Explorer 8 recuperam automaticamente as seções abertas caso o software aborte.

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Sites visitados e que utilizam JavaScript ou Ajax funcionaram bem, mas não com o Silverlight, da Microsoft. O Chrome utiliza o WebKit, o mesmo motor que turbina o Safari, da Apple. E o Silverlight só funciona com o Safari em Macs.

O Google conseguiu produzir um excelente browser, suficientemente amigável para manipular a maior parte das ações de navegação na internet sem gerar complexidade para o usuário. Ao mesmo tempo, o Chrome também atende às necessidades de usuários avançados.

PC World optou por dar uma nota ao Chrome, ainda que em versão beta, por conta da prática do Google de manter seus produtos beta e em permanente estado de evolução.

Já houve especulações a respeito de o Google desenvolver seu próprio sistema operacional. Entendemos, no entanto, que o lançamento do Chrome tornou as coisas mais claras: o Chrome é o sistema operacional do Google.

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