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Chip de 4 núcleos e 45 nanômetros
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REVIEW

Chip de 4 núcleos e 45 nanômetros

Nos testes, o Penryn mostra melhorias modestas com relação aos antecessores.

Por PC World/EUA

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4nucleos45nan_150Há um novo processador de quatro núcleos para desktops topo de linha no mercado. Denominado Penryn, ele é o primeiro chip da Intel a ser fabricado com tecnologia de 45 nanômetros (nm).

Nosso primeiro teste com o WorldBench 6, realizado pela PC WORLD nos Estados Unidos, rodando um sistema com um chip QX9650 Core 2 Extreme de 3 GHz, mostra apenas um pequeno ganho de desempenho, se comparado ao QX6850 Core 2 Extreme, também de 3 GHz, mas de 65 nm.

Uma ressalva: nenhuma das aplicações simuladas no teste já utiliza as novas instruções SSE4 (Single Instruction, Multiple Data Extensions 4), que devem acelerar a execução de tarefas-chave, tais como codec para vídeos, nas aplicações multimídia, como foi demonstrado pela Intel recentemente.

Por hora, o que se espera é que o processo de manufatura de 45 nm adotado pela Intel no Penryn permita o surgimento de uma nova família de processadores rápidos para computadores de mesa.

A família Penryn de processadores é produzida utilizando um processo que ‘encolhe’ as características do chip para meros 45 nm, ou cerca de 1/18.000 de espessura de um fio de cabelo humano.

Ou seja, bem abaixo da tecnologia utilizada na linha Core atual (65 nm) e ainda menor do que alguns processadores Pentium 4 (90 nm). A Intel também já demonstrou alguns avanços na tecnologia de 32 nm que devem ser usados em processadores daqui a dois anos.

Ao diminuir o tamanho dos transistores, a Intel pode produzir mais CPUs a partir da mesma quantidade de silício, ou construir processadores mais complexos no mesmo espaço.

O Celeron 300, produzido em 1995 usando um processo de 250 nm, media 131 milímetros quadrados e possuía 7,5 milhões de transistores; o atual Core 2 Duo de 65 nm ocupa uma área um pouco maior, mas contém 291 milhões de transistores.

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4nucleos45nan_150Já o novo quad-core 2 Extreme QX9650 de 45 nm testado por nós é maior – mede 214 milímetros quadrados -, mas contém a incrível quantia de 820 milhões de transistores.

O QX9650 é uma CPU quad-core voltada para usuários entusiastas e aqueles que gostam de novidades tecnológicas – a quem possa interessar, ele não traz restrição alguma ao overclocking.

Na realidade, apenas alguns poucos jogos e aplicações high-end de áudio ou vídeo podem, de fato, tirar vantagem de processadores com mais de dois núcleos. Além disso, os usuários finais terão de aguardar um pouco para encontrar chips dual-core de 45 nm a preços aceitáveis.

Quando esse review foi escrito, a Intel não dava pistas sobre o preço do processador. Tomando por base o preço dos mais avançados chips atuais (Core 2 Extreme QX6850 e QX6800), cotados a mil dólares nos EUA, dá para imaginar que a nova CPU não será nada barata.

Como já acontece na linha quad-core atual, o Penryn é formado, na verdade, por duas CPUs dual-Core montadas em apenas uma pastilha de silício, com uma interface compartilhada de barramento rodando a 1.333 MHz.

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QX9650: primeiro chip Penryn para desktops roda a 3 GHz

Cada uma dessas CPUs carrega um cache de memória secundária (L2) compartilhada de 6 MB (eram 4 MB cada, nas versões anteriores), totalizando 12 MB. E esta memória secundária maior uma das principais responsáveis pelo maior número de transistores.

Desempenho
Apesar de algumas otimizações e aprimoramentos, incluindo um cache L2 maior, os resultados obtidos pelo benchmark da própria Intel mostram um modesto ganho de desempenho do Penryn sobre a última geração de chips 65nm com mesma velocidade de clock, bem como economia de energia moderada.

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4nucleos45nan_150Para conferir o ganho de performance do Penryn rodando com hardware e programas atuais, montamos um sistema de testes usando uma placa-mãe Asus Maximus Formula X38, 2 GB de memória DDR2-800, um par de discos Seagate ST3320620AS de 320GB em array, e uma placa gráfica EVGA GeForce 8800GTS. Ambos os processadores – QX9650 e QX685 – foram testados com o WorldBench 6 Beta 2.

O QX9650 bateu seu irmão mais velho por mero um ponto (127 a 126). Na média dos testes aplicados, o novo chip foi de 2% a 5% mais rápido, mas foi mais lento no teste com o Nero e ainda mais devagar com o WinZip, o que derrubou a média geral.

Os resultados com o WorldBench colocam o chip na média entre os cinco melhores para um PC para games, ainda que os HDs utilizados nos testes não sejam os mais adequados para essa finalidade.

Vale reafirmar que nenhuma das aplicações do WorldBench 6 Beta 2 estão otimizadas para aproveitar os benefícios do SSE4 e apenas algumas aplicações do WorldBench podem tirar proveito de mais de dois núcleos.

Já os resultados exibidos pela Intel, liberados no final de outubro, e o que presenciamos durante o Intel Developers Forum, mostraram ganhos de desempenho bem maiores com aplicações otimizadas SSE4.

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Infra-estrutura
Embora eles usem o mesmo soquete LGA 775, assim como todos os recentes processadores Intel usam, os chips Penryn não podem simplesmente substituir um processador antigo. Daniel Snyder, da Intel, diz que a companhia irá garantir uma operação confiável apenas com seus chipsets P35 e X38, não com aqueles das famílias antigas do 975X e 965.

Fornecedores de placas-mãe, como a Gigabyte, no entanto, estão trabalhando para expandir esse suporte. Tomas Lee, da Gigabyte, confirmou que as placas-mãe P35, G33 e P31 aceitam o novo chip após uma atualização de BIOS.

A nVidia informou que as placas nForce 600i, assim como a nova série GeForce 7150 e 7100, também trabalharão com o novo chip da Intel.

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A Intel está tentando colocar as memórias DDR3 como padrão para os processadores de 45 nm, e já incorporou suporte para isso (assim como para a DDR2) em seus mais recentes chipsets.

Em função do alto custo e da baixa melhoria de desempenho das DDR3, muitos fabricantes de placas-mãe ainda estão projetando suas placas X38 para as DDR2.

Mesmo a placa que utilizamos em nossos testes, uma Asus Maximus, usa a DDR2. Modelos como a Asus P5KC, suportam ambos os tipos de memória.

Para o usuário comum, fazer upgrade para o Penryn, neste momento, resulta em pouco ganho, já que o chip pode não ser compatível com a placa-mãe, e há poucas aplicações otimizadas para o SSE4, além do alto preço do processador.

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Asus Maximus Formula: placa pronta para o Penryn, mas que ainda utiliza DDR2

E nada mostra que os chipsets venham a ter o tipo de suporte esperado para a nova linha de chips. Então, a menos que você goste de viver em situação de risco, sugerimos aguardar alguns meses para ver como o mercado evolui.

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