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Com Firefox 3.5, a Mozilla reacende a guerra dos browsers
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REVIEW

Com Firefox 3.5, a Mozilla reacende a guerra dos browsers

Navegador é rápido e incorporou recursos que já estavam presentes na concorrência (e até mesmo o que eles não oferecem).

Harry McCracken, da Technologizer

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Foto:

firefox_3.5_150.jpgAo ser lançado, menos de cinco anos atrás, o Firefox 1.0 pôs fim ao cenário no qual apenas o navegador da Microsoft, o Internet Explorer, parecia ser viável. Com o lançamento do Firefox, a Mozilla conseguiu provar que milhões de pessoas estavam ávidas por um novo e melhor browser.

Hoje, felizmente, podemos contar não com dois, mas com vários programas para acesso à internet. Não só o Firefox 3.5 (que já pode ser baixado), mas o minimalista Chrome (Google), o bonito Safari 4 (Apple), o Opera e até mesmo o Flock estão aí para enfrentar o não mais engessado Internet Explorer 8.

Depois de avaliar por um bom tempo as versões prévias do que seria o Firefox 3.5, podemos concluir que o browser da Mozilla continua sendo a melhor alternativa para a maior parte dos internautas.

Tal recomendação tem por base não só a (boa) fama de inovador que o Firefox conquistou ao longo dos anos. As melhorias que encontramos na versão 3.5 do navegador estão relacionadas ao desempenho do software, ajustes em funcionalidades que já existiam, inclusão do que já estava disponível na concorrência, mas inexistia no Firefox e suportes aos mais recentes padrões web.

Em outras palavras, o browser da Mozilla não está recheado de inovações matadoras. Contudo, o que vimos nele mostra que ele continua um páreo duro para qualquer de seus rivais.

Veja a seguir, em ordem de importância, o que há de melhor no novo Firefox 3.5.

Desempenho
Das mais variadas formas, as versões mais recentes de programas para acesso à web estão promovendo uma verdadeira corrida e todos os desenvolvedores tratam a questão velocidade como questão de honra.

Todos procuram melhorar o tratamento de JavaScript, linguagem de programação utilizada virtualmente por todos os sites na web e que é responsável pela entrega de aplicações online com sofisticadas funcionalidades, como é o caso do Gmail.

A Mozilla desenvolveu um novo mecanismo de tratamento para JavaScript no Firefox 3.5, denominado TraceMonkey.

Submetido ao software de verificação de desempenho SunSpider, contatamos que o TraceMonkey é 2,6 vezes mais rápido que o mecanismo de JavaScript usado até então pelo Firefox. Esse desempenho coloca o novo navegador pouco a frente do Safari 4, mas ainda atrás do desempenho oferecido pelo Chrome 2.0 beta.

A imagem abaixo mostra o desempenho (em milissegundos) dos diferentes navegadores submetidos ao SunSpider. Os testes foram realizados em um Lenovo ThinkPad SP300 com chip Intel core 2 Duo de 1,8GHz e 2 gigabytes (GB) de memória RAM. Quanto menor a barra azul, melhor o desempenho do browser.

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Não queremos aqui dar ênfase exagerada para a questão do desempenho JavaScript. Este é apenas um dos fatores a serem avaliados.

Privacidade
O Firefox 3.5 introduz a modalidade de Navegação Privativa (Private Browsing), também conhecida por modo “porn” que dá ao usuário a possibilidade de surfar pela web sem deixar rastros e pode ser útil, por exemplo, para que planeja pesquisar – no horário de trabalho – informações sobre suas férias com a família ou mesmo usar o computador de um amigo e não bagunçar seu histórico de navegação com as páginas que se venha a visitar.

Essa funcionalidade é muito semelhante à que encontramos no Chrome, IE e no Safari, com uma única diferença: o Firefox fecha todas as abas que estiverem abertas quando se escolhe navegar de forma anônima. Ao terminar, todas as abas que estavam abertas são restauradas a seu estado original.

Trata-se de uma forma bem lógica de delimitar áreas e irá ajudar o usuário a lembrar-se de desabilitar a funcionalidade uma vez terminada sua navegação. E, fazer isso pode consumir algum tempo, dependendo do que está aberto anteriormente.

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Infelizmente, nenhum dos navegadores que tem recurso de navegação privativa é 100% a prova de falhas. Por exemplo, a funcionalidade que permite o download de vídeos via Real Player fornece registro de todos os vídeos vistos nas páginas visitadas continua ativa mesmo quando se está com o modo de navegação privativa ativo. Tenha isso em mente caso você seja o tipo de usuário paranóico que não quer (mesmo) deixar qualquer rastro do que faz enquanto navega na internet.

Uma nova opção, “Esqueça este site” (Forget about this site”), funciona como uma espécie de navegação privativa póstuma, removendo evidências de que se tenha visitado uma determinado endereço web depois de... ter feito isso. Infelizmente, fica bem escondida. Para ter acesso a ela, é necessário abrir o histórico de navegação e clicar com o botão direito do mouse na página em questão.

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Mais do que apenas apagar cookies, cache e outros itens dentro do navegador, o Firefox 3.5 permite fazer isso em períodos de tempo determinados: última hora; últimas duas horas; quatro horas ou um dia. Apenas o Google Chrome tem funcionalidade semelhante, porém com períodos de tempos menos úteis já que o menor deles é um dia.

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Novidades menores e ajustes
A Mozilla adicionou um punhado de funcionalidades novas de menor destaque no Firefox 3.5 e refinou ferramentas já existentes.

Pode-se, agora, arrastar uma aba para fora da janela ativa do navegador e, com isso, abrir uma nova janela para acomodá-la. O inverso também funciona.

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A barra de ferramentas está muito boa, possibilitando realizar buscas, acionar bookmarks e recuperar páginas a partir do histórico de navegação. Há, agora, um filtro (geek, concordamos!) poderoso: acrescente “world#”, por exemplo, e verá apenas páginas que tenham esse conteúdo em seu histórico.

Duas novas opções do menu do Histórico permite que se abra abas e janelas que tenham sido fechadas recentemente.

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Padrões web
Novos padrões web, inevitavelmente sofrem do clássico dilema “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”. Muitos sites não irão adotá-los até que a maioria dos programas de acesso à web seja capaz de suportar esses padrões.

O que isso quer dizer? Que os browser acabam suportando padrões antes que haja razões tangíveis para que os usuários se preocupem com isso.

Sob tal perspectiva, o Firefox 3.5 já inclui a capacidade de baixar fontes específicas para páginas web e suporte nativo para reprodução de áudio e vídeo dentro do que foi especificado pelo nascente padrão HTML 5. Dessa maneira, nem flash nem qualquer plug-in são mais necessários.

As demos de vídeo em HTML 5 são suficientes para nos convencer de que seria muito bom se vídeos fosse como qualquer outros elemento em uma página web do que algo que necessita ser manipulado via Flash ou SilverLight.

Entretanto, para a maioria de nós, há pouco benefício imediato dessas novas funcionalidades, uma vez que a maior parte dos vídeos disponíveis hoje na internet ainda estão no formato Flash, e muito da argumentação favorável da Mozilla quanto à superioridade dos vídeos em HTML 5 (ele não exige licenças nem pagamento de royalties) são voltados para desenvolvedores e donos de sites, e não para o usuário final.

De qualquer forma, inovações têm de começar em algum lugar. E se essas novidades do Firefox 3.5 serão de fato usadas apenas nos próximos anos, será ótimo saber que elas farão as coisas funcionarem perfeitamente.

Firefox 3.5 vs. a concorrência
Eles não são apenas mais conhecidos que nunca, mas – principalmente – mais competitivos também. Há razões legítimas em favor do Chrome, Flock, IE, Opera e Safari. E não vamos discutir com você, leitor, caso saiba de funções que qualquer destes navegadores possua e que não está presente no Firefox 3.5.

Mesmo porque o mais interessante browser que existe na atualidade não é o software da Mozilla e sim o Chrome, com sua interface leve e foco total em fazer aplicações web funcionarem corretamente. O Firefox também não leva o titulo de mais rico em features – que continua a pertencer ao Opera.

O Flock, por sua vez, é o único navegador construído para lidar com o que há de mais quente na web atualmente: redes sociais. Se você usa o Mac OS X, da Apple, é provável que esteja satisfeito com o Safari. E se planeja migrar para o Windows 7, sabe que o IE 8 faz parte do pacote (a menos que viva na Europa).

Mas como já foi dito no início deste review, o Firefox ainda mantém o título de navegador que, em linhas gerais, fornece o melhor conjunto global.

A despeito de a Microsoft ter introduzido os web slices e aceleradores, e do Google avançar tornando o Chrome adaptável por meio de extensões, a biblioteca de milhares de add-ons do Firefox continua imbatível.

Caso um browser seja capaz de realizar uma determinada coisa, é muito provável que existe uma extensão gratuita que permite ao navegador da Mozilla fazer o mesmo. Vale ressaltar, no entanto, que nem todos os add-ons hoje existentes são compatíveis com o Firefox 3.5, mas a maioria deles já funciona perfeitamente no navegador.

As poucas mudanças que ocorreram na interface do Firefox não foram suficientes para prejudicá-la e as melhorias da versão 3.5 colocam a Mozilla novamente no jogo em muitos segmentos nos quais outros navegadores já haviam fincado posição.

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