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Com tela de 4,3” e chip de 1 GHz, Droid X é um bom rival para o iPhone 4
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Com tela de 4,3” e chip de 1 GHz, Droid X é um bom rival para o iPhone 4

Aparelho da Motorola chega às lojas dos EUA em 15/7 ainda sem a versão mais recente do Android; tela de alta resolução impressiona

PC World / EUA

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O Droid X, que deve ser lançado em 15/7 nos Estados Unidos por 200 dólares (com contrato de dois anos com a operadora Verizon), é um dos telefones mais quentes a chegarem no verão americano (nosso inverno).

Suas especificações superam às dos outros telefones Droid disponíveis no mercado, mas oscilam um pouco quanto à performance. Apesar disso, o X é um dos melhores smartphones a serem lançados este ano, juntamente com o EVO 4G, da HTC, e o iPhone 4, da Apple.

Como o Droid original, o novo modelo possui uma parte traseira preta e levemente emborrachada. Só que, ao contrário de seu antecessor, o X não parece grosso e desajeitado quando segurado. Isso acontece, em parte, pelo fato do aparelho não possuir um teclado QWERTY móvel.

Suas bordas são mais arredondadas e suas extremidades emborrachadas tornam seu uso muito mais confortável. Outra melhoria bem-vinda são os botões físicos de hardware (como Menu, Home, Back e Search) em oposição aos botões sensíveis ao toque do Droid original. Os botões do novo telefone também são pequenos e discretos, e se iluminam quanto ativados. De forma geral, o Droid X é muito mais elegante e moderno do que seu predecessor.

Além disso, o aparelho é mais fino do que o EVO 4G, que também possui uma tela de 4.3 polegadas (O X possui 1,01 cm de espessura, enquanto o EVO tem 1,27 cm). O Droid X tem uma superfície traseira plana, com uma elevação onde estão localizados a câmera e o flash. Apesar de não ser um incômodo, é algo perceptível. O telefone pesa 155g - um pouco menos do que os 170g do Droid original.

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Droid X: câmera de 8 MP e chip de 1 GHz

Ao lado dos quatro botões de hardware localizados debaixo da tela, o X possui uma chave rocker de volume e um magro obturador de câmera no lado direito do aparelho. O botão power/unlock está no topo do telefone, ao lado da entrada para fone de ouvido, com 3,5 mm.

A lateral esquerda abriga as portas micro-USB e HDMI, enquanto na parte traseira estão localizadas a bateria, a câmera de 8 MP com flash dual LED, e o alto-falante externo. Diferentemente do EVO 4G, o Droid X não possui um suporte na parte de trás.

A tela WVGA de 4.3 polegadas e resolução de 854x480 é impressionante. As cores são vibrantes e os detalhes nítidos. A tela  responde bem ao toque.

Um pequeno problema é que o telefone é extremamente brilhante e refletivo, por isso pode ser difícil enxergar em locais fechados com iluminação brilhante. Também houve um aumento de intensidade em locais externos com luz do sol, mas era visível o bastante para navegar pela interface.

A tela do X utiliza tecnologia multitouch, que também é suportada no navegador e na galeria de fotos, além de chegar ao teclado software, o que torna a digitação “virtual” muito mais natural e confortável.

O melhor exemplo de como o multitoque melhorado funciona em um teclado virtual é que você pode segurar “shift” e apertar outra tecla, e as duas serão registradas. Também é interessante a opção de se utilizar o Swype, que permite uma digitação mais rápida e fácil com um dedo contínuo ou com uma caneta stylus.

Motoblur novo e melhorado
Felizmente, o serviço Motoblur, mais comum em aparelhos menos completos, como Cliq, Backflip e Cliq XT, recebeu muitas melhorias para chegar ao Droid X.

Sumiram as caóticas bolhas que dominavam sua tela inicial para mostrar atualizações do Facebook ou de feeds RSS em que você se inscreveu. Apesar de não ser tão atrativo quanto o HTC Sense, o novo Blur exibiu ícones e textos de forma muito nítida e apresentou uma navegação fácil e intuitiva.

O Motoblur foi reduzido a duas bolhas de widgets em uma tela inicial, que pode ser sincronizada com suas redes sociais. Outro recurso novo desta versão é uma barra de navegação, que permite uma mudança rápida entre suas várias telas iniciais, sem ter de passar por todas para encontrar o que quer.

Infelizmente, o Droid X não roda a versão mais recente do sistema operacional Android, a 2.2 (também conhecido como Froyo). A atualização chega até o final do ano ao smartphone (e provavelmente em outros telefones Droid). E obviamente você recebe os aplicativos padrão do sistema, como Gmail, Maps, YouTube e Talk para mensagens instantâneas.

Máquina multimídia
Com uma tela de 4.3 polegadas, o Droid X está louco para ser um tocador de vídeo portátil. Ele possui alguns apps terceirizados pré-instalados, incluindo um da Blockbuster para baixar e assistir a filmes, o Skype Mobile, o NFL Mobile e outros. A Verizon também expandiu seu portal VCast para fazer download e assistir a programas de TV, notícias, esportes e outros conteúdos.

Como o EVO 4G, o X tem um recurso chamado HQ (alta qualidade) que permite que você assista a vídeos com melhor qualidade (se estiverem disponíveis). Basta apertar o botão HQ no canto do vídeo, e será carregado um clipe maior e com mais definição – que realmente utiliza toda a tela do aparelho, que ainda possui conectividade DLNA e HDMI, o que é uma bênção aos viciados em mídia.

Câmera de 8MP é boa, mas não ótima
A câmera do Droid X possui uma respeitável variedade de recursos, uma interface amigável ao toque e fácil de usar, e uma qualidade de imagem muito boa, de modo geral. Mas então o que há de errado?

Bem, ela tem dois problemas: o telefone como um mecanismo de câmera, e a velocidade do obturador. O botão dedicado ao shutter é simplesmente muito rígido e difícil de apertar. É preciso apertar forte para tirar uma fotografia, e algumas vezes isso resulta em imagens borradas.

O formato estranho do aparelho – com a saliência onde fica a câmera – também afeta o ato de fotografar. É tentador colocar os dedos nessa “lombada” para segurar melhor o aparelho, mas é claro que isso significa bloquear as lentes. A velocidade do obturador também pareceu um pouco lenta, o que resultou em algumas fotos de “ação” borradas. Mas não foi nem de perto tão devagar quanto o Droid original.

Desempenho sólido
Com um processador de 1 GHz, o Droid X pareceu razoavelmente rápido. Os aplicativos eram lançados rapidamente, e a mudança entre apps e telas iniciais levou muito pouco tempo. Mas o aparelho foi um pouco lento em algumas áreas. Por exemplo, navegar pelo menu principal não foi sempre algo suave e responsivo. E estranhamente, sempre que o telefone era desbloqueado, ele “engasgava” um pouco.

Páginas da Web ricas em conteúdo multimídia carregaram rapidamente na rede 3G da Verizon, assim como fotos e vídeos no site da PC World, sendo que ainda não foi possível assistir aos últimos, uma vez que a atualização 2.2 para o Android (com o Adobe Flash Player 10.1) só chega daqui alguns meses.

A qualidade de ligação estava muito boa na rede da Verizon, sendo que a maioria das pessoas com que falamos pelo aparelho ficou impressionada com a clareza do som.

O Droid X é definitivamente um dos melhores smartphones a ser lançado este ano nos Estados Unidos. Quanto a recursos, design e usabilidade, ele está muito próximo do EVO 4G e do iPhone 4. Ele poderia ser um pouco mais rápido e possuir comandos de câmera mais amigáveis ao usuário.

Segundo a Motorola, ainda não há previsão de lançamento do smartphone no Brasil.

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