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Conheça 14 rivalidades históricas da indústria de tecnologia
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Conheça 14 rivalidades históricas da indústria de tecnologia

Nintendo ou Sega? Intel ou AMD? Trackpoint ou touchpad? Conheça, aqui, algumas disputas que parecem nunca terminar.

Scott Spanbauer, da PC World/EUA

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Atualizada em 18/06, às 19h22

tech_rivals_150A rivalidade entre duas forças opostas sempre foi algo fascinante de se observar e, ao mesmo tempo, costuma ‘convidar’ as pessoas a tomar partido e discutir o mérito de cada parte envolvida. Reflita sobre Atenas e Esparta; Coca-Cola ou Pepsi; Corinthians e Palmeiras, só para ficar em uns poucos exemplos.

De forma similar, a tecnologia possui seus feudos, também. O caso mais recente disso foi a batalha entre os formatos de vídeo de alta definição Blu-ray e HD-DVD que, como sabemos, terminou com a vitória do primeiro.

Não tomamos partido por nenhuma das duas tecnologias. Ao contrário, nos limitamos a avaliar e comparar os produtos que cada fabricante colocou no mercado.  Com esse entrave recente em mente, ponderamos sobre outras grandes rivalidades tecnológicas.

O que é melhor: Mac ou PC? Netscape Navigator ou Internet Explorer? Trackball ou touchpad? Lotus 1-2-3 ou Microsoft  Excel? Há casos em que um claro vencedor emergiu da batalha, mas ainda sim fica uma pergunta: teria ganhado o melhor?

Em outros casos é possível que jamais cheguemos uma solução satisfatória, o que de certa forma torna a disputa ainda mais interessante (ou frustrante). Cada uma das disputas que selecionamos aqui na história recente da tecnologia deixa claro quem são os principais rivais. Convidamos você, depois de ler tudo isso, que nos escreva e vote no seu preferido. Pedimos desculpas se essa seleção deixou de fora alguma outra grande rivalidade (que tal nos contar qual é?).

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Mac vs. PC
Afinal, o que há de tão legal assim nos computadores da Apple? As máquinas criadas pela empresa de Steve Jobs são o equivalente ao, digamos, um prato preparado com trufas brancas. Na realidade, ninguém está preocupado com o que está dentro destas máquinas lindas e caras – nem mesmo o que acontece por trás de aparente tranqüilidade do Mac OS X. Quando ele funciona, ele funciona maravilhosamente.

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As máquinas mais recentes produzidas pela Apple vêm equipadas com alguns dos mais rápidos e bem-desenhados hardwares disponíveis e, de lambuja, trazem um sistema operacional poderoso, estável e fácil de usar que, ainda por cima, parece estar ainda imune aos problemas de segurança que atormentam a vida dos usuários de PCs com Windows.

Grandes desenvolvedores de software, entre os quais a Adobe e até mesmo a Microsoft, continuam a desenvolver aplicativos para Macintosh, tornando os Mac mais competitivos. Algumas poucas aplicações-chave, como o AutoCAD, ainda requerem a plataforma Windows, mas felizmente os Macs podem rodar o sistema operacional da Microsoft relativamente bem.

O hardware proprietário da Apple ainda é mais caro, comparado aos PCs, mas equipamentos produzidos por outras empresas rodando o OS X podem, em breve, se tornar realidade.

E o que faz o sucesso dos PCs? Mais do que uma plataforma computacional, os PCs são uma plataforma aberta na qual uma gama enorme de hardware e software pode se acomodar. No lugar de escolher um hardware limitado oferecido por apenas uma empresa (no caso, a Apple), você pode escolher entre as centenas de competidores do mercado pela configuração exata que se deseja, em geral por muito menos dinheiro do que seu equivalente na plataforma Mac. Pode-se, inclusive, dispensar o Windows e utilizar qualquer das muitas distribuições Linux gratuitas.

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PlayStation 2 vs. Xbox
O PS2 da Sony, lançado em 2000, custa a partir de 408 reais e se tornou um sucesso de vendas, ultrapassando o Dreamcast da Sega e superando mesmo o GameCube (Nintendo) e o Xbox (Microsoft), que chegaram no ano seguinte.

Ainda hoje, o console slim ainda vende mais do que o Xbox 360; o Wii (Nintendo) e o PS3. Apenas o Nintendo DS conseguiu se aproximar do PS2 no tamanho da base de usuários.

Parte do sucesso original do PS2 era sua capacidade de reproduzir DVDs e sua habilidade de fazer os games originais do PlayStation – que rodam do no PS2 – parecerem ainda melhores. O PS2 também tem uns extras interessantes, como controle remoto para o DVD player, disco rígido, mouse, teclado; kit para Linux; fone de ouvido e microfone e uma série de outros periféricos. Na lista dos melhores gadgets, elaborada pela PC World (EUA) em 2005, o PlayStation 2 ocupou a honrosa 11ª posição.

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Mas e o Xbox? Depois de fornecer sistema operacional para o Dreamcast, da Sega, a Microsoft resolveu, ela mesma, se aventurar na guerra dos consoles para games, já com o PlayStation 2 no horizonte. Diferentemente do PS2, o Xbox trazia um HD de 8 gigabytes e podia ser usado para jogar online, ainda que o Xbox Live só fosse lançado um ano mais tarde.

O potente Xbox foi projetado como um PC e utilizava um processador Pentium III modificado de 733MHz. O game Halo: Combat Evolved, lançado com o console, foi o jogo mais vendido em 2001.

Aos poucos, a Microsoft foi ganhando terreno e em 2005, chegou o sucessor do console, o Xbox 360, exatamente um ano depois de a Sony estrear seu PlayStation 3, e a Nintendo, o Wii.

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Ballmer vs. Torvalds
Quando Steve Ballmer, o Golias, mira algo, inevitavelmente ele consegue o deseja. Para o executivo da Microsoft, o Linux é coisa para comunistas. Muito do tremendo crescimento que a empresa fundada por Bill Gates conseguiu foi sob a batuta de Ballmer como CEO, cargo que assumiu em 2000.

Sua gestão foi marcada pela aquisição de empresas, tais como o Visio, a Great Plains e a Groove Network. Nesse meio tempo, ele se tornou um bilionário. Com o mundo dos softwares deixando os PCs e migrando para o mundo web, Ballmer precisa, desesperadamente, adquirir alguma coisa nova (como o Yahoo ou Facebook), caso não queira ser derrotado pelo Google.

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Já Linus Torvalds, nosso David, não é contra os produtos da Microsoft; ele apenas não está interessado neles. Ele começou a trabalhar em um sistema operacional open source gratuito no ano em que se graduou em Ciência da Computação.

Embora ele continue tendo a última palavra sobre quais contribuições recebidas da comunidade farão parte do kernel do sistema operacional Linux, ele continua sendo um mero programador e trabalha para a Linux Foundation. Graças a Torvalds, software open source – e, em particular, o Linux – pode, eventualmente, dar uma mordidinha no almoço da Microsoft. Ah, e vale lembrar: na história que conhecemos, David venceu a batalha.

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TrackPoint vs. Touchpad
O dispositivo apontador que se destaca do meio do teclado de alguns notebooks e que recebeu da Lenovo o nome da TrackPoint foi criado pensando em fornecer ao usuário uma forma de controlar o mouse sem que ele tivesse de tirar as mãos do teclado.

Trata-se de um dispositivo interessante, mas que não é fácil de usar e é possível cometer alguns equívocos só de encostar nele. Além do mais, a pequena cobertura de borracha que reveste a extremidade externa do componente tende a ficar melecada.

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Em contrapartida, o touchpad tem uma série de vantagens sobre seu concorrente. Por exemplo, muitos desses dispositivos oferecem a função de scroll e até a execução de outras funcionalidades, bastando tocar num dos cantos do touchpad.

O dispositivo Multi-touch trackpad da Apple levou o touchpad para outro nível ao permitir, além do scroll, redimensionar e girar a imagem, ou manipular janelas e objetos apenas fazendo uso gestos com as mãos/dedos sobre o touchpad.

A desvantagem mais óbvia do uso deste tipo de dispositivo é que o usuário é obrigado a tirar a mão do teclado e movê-la até a área do touchpad, que também tem menos precisão do que um mouse tradicional para a realização de tarefas de exigem refinamentos. Ah! Mas ele é muito fácil de limpar: basta um lenço de papel para livrá-lo de qualquer coisa que caia sobre ele.

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Lotus 1-2-3 vs. Microsoft Excel
Ele não foi a primeira planilha de cálculo para PCs escrita pela IBM. Mas o Lotus 1-2-3 foi o primeiro a ter grande destaque, em parte graças à velocidade dos cálculos, funções integradas, ausência de bugs, e capacidade para abrir planilhas extensas utilizando a memória expandida do PC.

Ainda que as demais planilhas de cálculo escritas para MS-DOS faziam o mesmo ou até melhor do que o 1-2-3, nenhuma conseguia bater o software da IBM em popularidade. Na segunda metade dos anos 1980, a Microsoft apresentou uma versão de planilha de cálculos para o ambiente gráfico do Windows, denominado Excel.

A Lotus esperou muito tempo para também lançar uma versão Windows de 1-2-3, que continuava apostando no IBM OS/2. Quando o Windows 3.0 começou a explodir, o 1-2-3 já havia perdido seu lugar no mercado. Mas a IBM continua a vendê-lo como parte da suíte de aplicativos Lotus SmartSuite.

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Se o 1-2-3 foi um sucesso, como pode um novato galgar tantas posições em alguns poucos anos? Quando a Microsoft conseguiu portar sua planilha de cálculo do Mac para o PC, em 1987, a maior parte das planilhas existente no mercado oferecia praticamente tudo o que um usuário poderia necessitar, incluindo fórmulas pré-definidas, linguagem macro e funções de banco de dados.

Mas o Excel vinha com duas coisas que os concorrentes não tinham: menus drop-down e formatação do tipo WYSIWYG (o que você vê é o que você obtém, em tradução literal). Tais funcionalidades tornaram o software incrivelmente fácil de usar.

Pode ser que já é chegada a hora de o Excel dar adeus. O Office Live, da Microsoft (incluindo um componente Excel) emperra nas aplicações gratuitas baseadas em web, tais como o Google Docs & Spreadsheets e o Zoho Office.

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Amazon.com vs. sua livraria local
Tudo o que você quer é conseguir comprar o que deseja. E é aí que a Amazon entra. A mãe de todas as lojas online tem uma enorme variedade de produtos para vender – mesmo coisas que você nem supunha existir, além de livros e CDs usados e vários outros itens de colecionador, que são vendidos por meio de parceiros de vendas.

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As livrarias, por sua vez, fornecem um tipo de ambiente típico e são muito legais de serem visitadas. As melhores, além de livros, possuem atendentes simpáticos que fazem muitas recomendações interessantes sobre coisas que você jamais pensou ler. E também é possível descobrir livros interessantes nas prateleiras ao usar seus olhos para navegar pela loja.

Intel vs. AMD
Engenheiros da Intel criaram, em 1971, o primeiro microprocessador, o 4004. O resto é história. De forma surpreendente, as mais recentes CPUs lançadas pela fabricante continuam compatíveis com qualquer software desenvolvido para o processador 80386, introduzido em 1986. Do ponto de vista da TI verde, os novos e diminutos chips da Intel usam silício e outros materiais de forma mais eficiente, exigem menos energia e são capazes de suportar velocidades maiores.

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A AMD, nos primeiros anos do século XXI conseguiu obter grande sucesso ao criar processadores capazes de competir com a Intel, só que mais baratos, como era o caso dos chips Athlon.

Mas a AMD tropeçou quando tentou produzir um chip para concorrer com os processadores de quatro núcleos da Intel e também quando adquiriu a ATI, fabricante de placas gráficas – o que lhe impôs severas restrições orçamentárias.

Para 2010, a AMD planeja um processador com 12 cores. E, felizmente para a fabricante, a companhia possui um dos mais leais consumidores no negócio de chips.

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Gates vs. Jobs
O sucesso da Microsoft rendeu a Bill Gates uma fortuna de pelo menos 58 bilhões de dólares. Tudo bem que o responsável pelo processo antitruste que o governo norte-americano trava conta a Microsoft afirma que algumas das práticas de negócio que geraram tal fortuna são antiéticas – afinal, negócios são negócios, certo?

Em alguns dias – se tudo correr conforme previsto – o fundador da Microsoft deixará de dar expediente na empresa para trabalhar, em período integral, na Bill & Melinda Gates Foundation, que irá levar uma parte considerável de sua fortuna.

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Graças às contribuições de alguém ainda mais rico que Gates, Warren Buffett, a fundação já tem recursos da ordem de 40 bilhões de dólares que serão usados para o desenvolvimento da agricultura sustentável global, serviços de financiamento para erradicação da pobreza, no combate ao HIV, malária, tuberculose, desnutrição e melhoria da saúde de crianças e mulheres, além do combate ao analfabetismo nos EUA e no resto do mundo. Será, então, que os fins justificam os meios?

Steve Jobs é a estrela-pop do mundo da tecnologia e um megalomaníaco de primeira linha. Ele também é bilionário, se bem que não tão rico quanto Gates.

Sua visão de como um PC ou outro gadget deveria ser, começando com o Apple I (1976), sempre esteve anos-luz  à frente da concorrência. Ele imaginou que as pessoas pagariam mais para ter um telefone ou notebook que não fosse apenas funcional, mas que também fosse uma peça de arte, com o Air e o iPhone.

Por mais de 30 anos, Jobs se entusiasma com seu trabalho, estimulando e infernizando a vida de seus funcionários para que produzam dispositivos mais legais, e também convencendo o consumidor de quão maravilho esses produtos o são. A propósito, eles realmente são.

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Jato de tinta vs. laser
As impressoras a jato de tinta conferem impressões ricas em cores e detalhes de imagens e fotos, ainda mais se impressas em papel especial. Mas em pouco tempo a tinta seca, a vivacidade das cores diminui e tudo toma leve tom azulado (quando não amarelado).

Como a substituição de todos os cartuchos de tinta pode se tornar tão (ou mais) caro que a o valor pago pelo equipamento, você começa a pensar se não é hora de comprar uma impressora nova, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde ela terá o mesmo destino: a lata de lixo.

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Isso sem falar em alguns tipos de cartucho que trazem um chip integrado que bloqueia seu uso vencida a data de validade, mesmo que o cartucho ainda não esteja vazio. E causa perplexidade o fato de fabricantes independentes de cartucho de tinta conseguirem oferecer seus produtos a preço bem mais acessível e quase sempre com a mesma qualidade dos que são comercializados pelos fabricantes das impressoras.

Com o preço das impressoras a laser monocromáticas se aproximando dos modelos a jato de tinta, já é possível se obter impressões consideravelmente mais baratas com aqueles equipamentos. E mesmo ao se imprimir elementos coloridos, tais como gráficos e imagens, os tons de cinza obtidos resultam em um ótimo trabalho.

Documentos em cor, impressos em modelos a laser coloridos tendem a durar bem mais do que o que foram impressos a jato de tinta, a um preço unitário muito próximo desse tipo de impressão. Tudo bem que seu bolso doerá quando tiver de trocar o cartucho de toner, mas não se pode ter tudo, afinal.

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Office vs. Google Docs
Qualquer editor de textos, por mais simples que seja, permite a aplicação de recursos básicos, como itálico ou negrito. Mas se você quer fazer um trabalho realmente de qualidade, é provável que precise do Microsoft Office.

Tente usar o e-mail merge no Google Docs. A funcionalidade simplesmente não existe. Aplicar formatação condicional em suas planilhas no Docs também não dá. Criar animações customizadas em suas apresentações? Esqueça.

Pode ser que você não utilize tais funções com freqüência, mas saber que elas estão lá, disponíveis, para quando precisar, é algo importante, muito importante.

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Mas mesmo sabendo das deficiências que o Google Docs tem quando comparado à suíte da Microsoft, os aplicativos web criados pelo buscador oferecem coisas bacanas – que o Office não tem. E o melhor: funcionalidades que você com certeza vai querer usar.

Destacamos a possibilidade de contar com seus documentos em qualquer PC que tenha uma conexão web, e a possibilidade de outros usuários poderem acessar e até mesmo fazer alterações nesses documentos. Ah! Tem só mais um detalhe: é gratuito!

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Netscape vs. Internet Explorer
Infelizmente, o pobre do Netscape foi oficialmente descontinuado. Quando surgiu, em 1994, com o nome de Netscape Navigator (já na versão 2.0), ele rapidamente se tornou o mais popular browser disponível e ajudou a então rede baseada em documentos de texto a evoluir a internet que conhecemos hoje.

Com o passar do tempo, o navegador foi perdendo prestígio, mas acabou por inspirar a criação de outro browser, o Firefox. Por conta de sua integração com o Windows, o Internet Explorer é uma presença constante. Ele carrega rapidamente e continua a ser o navegador mais popular atualmente.

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Existem componentes que são usados na criação de sites, como o Watch Instantly, que são escritos para funcionar exclusivamente no IE. A versão 7 do navegador da Microsoft algumas funcionalidades que existiam no Firefox, incluindo o bloqueio de pop-ups e habilidade de usar abas.

O IE 7 funciona bem e se torna necessário para acessar páginas na web que se recusam a funcionar com o navegador da Mozilla. Mas se o aprimoramento do browser da Microsoft mantiver seu ritmo atual, quando o IE 8 chegar, ele estará anos atrás do Firefox 3.

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Nintendo vs. Sega
Depois de um período de reinado do Atari, a Nintendo abriu caminho com o lançamento do Nintendo Entertainment System (NES), na CES 1985. Seu personagem Mario é, sem sombra de dúvida, o personagem de game mais famoso da história.

Em 1990, o NES foi o console mais vendido nos Estados Unidos graças a títulos como Super Mario Bros, Duck Hunt, Lenda de Zelda e Donkey Kong Jr.

Mas a Nintendo começou a perder terreno com o lançamento do console de 16 bits, o Genesis, da Sega – situação que perdurou até 1991, quando foi lançado o Super NES, versão 16-bits do console da Nintendo.

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Estes dois rivais travaram as mais notáveis batalhas da era dos games, que só viu igual quando surgiu uma outra disputa, desta vez entre o Xbox 360 (da Microsoft) e o PlayStation 3 (Sony). E quanto a você, é fã ardoroso do Mario ou do Sonic?

Já o Master System, da Sega, chegou ao mercado norte-americano poucos meses depois do lançamento do NES. Mas a Nintendo tinha um trunfo contra a Sega: contratos de exclusividade proibiam os desenvolvedores de games de liberar jogos do NES para qualquer outra plataforma por dois anos.

Como o NES se impunha com um console dominante, os desenvolvedores tinha de decidir entre maximizar as vendas de seus jogos ou tentar a sorte com outro console qualquer. E foi essa a razão que levou a oferta de games para NES cair.

O Genesis, que fora dos Estados Unidos ficou conhecido como Mega Drive, era o primeiro console realmente de 16 bits e colocou a tecnologia então usada pelo NES no chinelo. A Nintendo levou dois anos para adquirir o mesmo nível técnico do Genesis.

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tech_rivals_150Microsoft vs. Google
Em apenas 30 anos, a Microsoft produzir uma gama de produtos de sucesso – com destaque para o sistema operacional Windows – que não apenas dominam o mundo dos negócios, como – em alguns casos, definem como os negócios são feitos.

A empresa criada por Bill Gates tem mostrado como ela sabe criar e vender software melhor do que qualquer outra competidora. Porém, com a migração dos aplicativos para plataformas abertas e serviços baseados em web, a Microsoft parece que começa a ver seu império ameaçado.

Sua inabilidade em ganhar grandes audiências para as versões online de seus produtos e serviços, somada à crescente popularidade dos Macs e de PCs rodando Linux, parece apontar para outros ares. Sem contar que a Microsoft parece ser seu próprio (e principal) inimigo. Muitos dos potenciais usuários do Vista estão convencidos de que manter o Windows XP rodando em seus PCs está mais do que bom por enquanto.

Em sua gana de vender uma nova versão do Office a cada dois anos, a Microsoft acrescenta inovações como o Ribbon (faixa) e os arquivos em formato XML. Ainda assim, muitos usuários continuam a dizer: “Não, obrigado!”.

Em menos de dez anos, o Google deixou de ser uma empresa de garagem do Vale do Silício que criou um motor de busca para se tornar uma superpotência com uma tecnologia avaliada em 23 bilhões de dólares.

Ao longo do caminho, o Google ampliou seu portfólio de produtos e serviços ao introduzir tecnologias inovadoras, como o Pagerank e o Gmail, ou por meio da aquisição de empresas promissoras e de seus produtos, como o Blogger e o Writely.

Infelizmente, sua marcha em direção ao domínio do mundo tem gerado muito desconforto no que tange questões de privacidade. Algo de familiar nisso? Embora seu método não seja o mesmo da Microsoft, o Google terá de fazer ajustes ao longo do seu caminho, sem esquecer de que precisa ganhar dinheiro. Mas ele será capaz de bater a Microsoft em seus pontos
mais fortes?

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Cabo vs. DSL
Quem busca velocidade nos downloads por um preço baixo, o cabo é, sem dúvida, a melhor alternativa. Serviços convergentes que incluem TV paga, VoIP e internet rápida são cada vez mais populares.

Quando tudo funciona bem, o cabo é muito superior ao DSL. Mas o problema do acesso compartilhado continua a existir. Quando seus vizinhos estão baixando arquivos, a velocidade de todos cai.

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E, se você nunca usou cabo antes, será preciso fazer a instalação antes. Ou então continuar a conviver com sua empresa de telefonia tradicional.

Mesmo o acesso mais rápido disponível por uma conexão DSL não é suficiente para bater o cabo. Em contrapartida, seu acesso DSL não é compartilhado com ninguém. Mas a qualidade desse serviço depende fortemente da qualidade das linhas existentes: linhas antigas, serviço ruim. Mas a situação já foi pior e a maior parte das redes de telefonia fixa, agora, foram digitalizadas.

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