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Preview – Conheça o navegador Chromium
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Preview – Conheça o navegador Chromium

O que o browser de código aberto pode nos dizer sobre a versão para OS X do browser Chrome, do Google

Rob Griffiths – Macworld/EUA

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Foto:

A versão para Mac OS X do Chrome, navegador para internet do Google, ainda está construção. Em fevereiro, tudo o que tínhamos era uma única tela do programa. As coisas têm progredido desde então, embora ainda não haja uma versão final do Chrome para OS X para você baixar e testar.
 
O que mudou, entretanto, é que agora já é possível rodar uma versão semelhante ao Chrome no seu Mac – e não estamos falando do produto para Windows  visualizado com o uso de ferramentas de virtualização, como VMware Fusion ou Parallels Desktop. Eu quero dizer uma versão verdadeira, específica, um  Chrome que roda diretamente em OS X. Como? Primeiro, vamos fazer um retrospecto.
 
Tal como o navegador Safari da Apple é baseado no projeto de código aberto Webkit, o Chrome está baseado no Chromium, um outro projeto open source. Como um usuário, tudo o que você precisa saber é que as bases do Chromium estão agora disponíveis para OS X. Embora não haja ainda um Chrome para OS X, basta olhar o Chromium para saber como o produto será.

Neste caso, não temos um review tradicional. É apenas o olhar do que o Chromium é hoje para dar sentido no estado de desenvolvimento em que está. Bugs são totalmente esperados nesse estágio de desenvolvimento.

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Chromium: navegação com abas independentes

 
Se, mesmo assim, você está interessado em testar o Chromium, ele pode ser baixado em http://build.chromium.org/buildbot/snapshots/sub-rel-mac/ . A página traz toneladas de pastas. Para baixar a última versão, desça para a parte de baixo da tela e clique no diretório acima da palavra “LATEST”. Vale lembrar que o projeto evolui rápido, com atualizações frequentes.

Não é para qualquer um
 Antes de começar, há algumas coisas que você deve estar ciente. Em primeiro lugar, o Chromium não é definitivamente uma versão beta (que é testada pelo público). É apenas uma versão alfa (utilizada geralmente para testes internos). Em segundo lugar, enquanto você utilizar o Chromium, vai parecer que tudo está estável (embora tenha travado algumas vezes em nossos testes). Por enquanto, ele serve apenas para navegar na Internet. Se você quer ver vídeos no YouTube, ler arquivos PDF, jogar em Flash ou Shockwave ou ouvir alguma rádio pela internet, ele não é indicado.
 
Atualmente, ele apenas carrega página em HTML e JavaScript. Mas, baseado em nosso teste inicial, fica claro que muita coisa ainda está por vir. Mike Pinkerton, um programador Chromium, publicou recentemente no Twitter que será possível assistir vídeos no YouTube .
 
O espírito “alpha” pode ser visto também nas preferências, em que alguns itens estão vazios. Você pode adicionar marcadores, mas não é possível excluir os adicionados dentro do navegador.
 
Há uma barra de favoritos, mas não é fácil localizar o botão para adicionar novos bookmarks. Não há como bloquear pop-up e controlar o cookies.

Melhorias
O grande avanço dentro do Chromium (e no Chrome) são as abas abertas dentro do browser. E elas trabalham de forma independente  no OS X. Para um usuário, isso significa que se alguma página travar por algum problema no JavaScript, você não perderá todas as outras tabs abertas (coisa que já acontece em outros browsers).

Este é o maior avanço em termos de usabilidade; eu perdi a conta de quantas vezes perdi o que estava fazendo no Safári e no Firefox, devido a um problema em uma só aba.

No entanto, esta nova funcionalidade não sai de graça. Esse sistema consome 20 MB de RAM para cada aba aberta. Ao todo, foram 336 MB de memória RAM para as sete tabs do navegador! Abrir uma nova guia no Firefox ou Safari adiciona apenas 2 MB de memória RAM. Em um teste com 15 tabs abertas, o Chromium gastou 520 MB de memória RAM, enquanto o Safari consumia apenas 310MB.

Há duas coisas importantes em relação a esses números. Primeiro, eles são preliminares; creio que não foi feito nenhum trabalho para se reduzir a memória do Chromium. Em segundo lugar, a vantagem dos processos separados para cada aba são louváveis, já que você não perderá todos os seus sites abertos. Melhorias em relação à memória, teremos que esperar mais um pouco pela versão final do navegador.

Com todas essas limitações do Chromium, você deve achar que testamos o browser e em seguida ele foi removido, certo? Errado. Apesar dos elementos inacabados do navegador, o “conteúdo” que está ali é muito bom.

O Chromium apresenta um rápido carregamento da página inicial, assim como o Safari 4 beta ou o Firefox com a extensão Fast Dial instalada. Neste caso, o Chromium mostra os nove sites mais visitados pelo usuário. Além disso, você pode facilmente pesquisar em seu histórico, ver os marcadores adicionados recentemente e as últimas páginas visitadas.

Ele é um navegador rápido (vale lembrar que alguns anúncios em Flash não são carregados). A página de renderização de HTML e CSS também está lá, como na aparência do Safari. O Javascript V8 (que só funciona em Macs Intel) é rápido. Fizemos alguns testes e o resultado foi cerca de 12 vezes mais rápido do que o Safari 4 Beta (o anterior campeão de velocidade).

A interface em abas trabalhou bem nos testes. Como em outros browsers com esse sistema, você pode mudá-las e agrupá-las. É só arrastar. Como esperado, as guias presentes no Chrome para Windows continuam na parte superior do browser. Porém ao contrário do Safári 4 Beta, o Chromium lida bem com elas.

Não campo de pesquisa do Google. Mas basta digitar o que procura na barra de URL que o Chromium direcionará sua pesquisa para o Google. Isso também funciona no Firefox.

Outra coisa sobre guias nesse navegador é  que ele  lida bem com outras funções. Escolha Show History menu e uma nova aba é aberta, exibindo (em uma maneira muito bem formatado) seu histórico de navegação. A mesma coisa acontece quando você seleciona a janela de download, também em uma guia.
 
A página de downloads mostra um histórico de seus downloads, organizados por dia. Há ainda uma caixa de pesquisa para ficar mais fácil na busca de downloads antigos. Você pode ver a velocidade com que o está sendo  baixado e também tem a opção de pausar ou cancelar o download.
 
O Chromium não tem uma barra de Status na parte inferior da janela. No lugar dela, quando você aponta o mouse sobre um link de alguma página, o destino aparece na parte inferior da janela, onde a barra de status seria normalmente vista.
 
Finalmente, os desenvolvedores vão apreciar a janela de visualização de código fonte das páginas web – o Chromium torna pedaços do código HTML das páginas coloridos para facilitar sua localização.

Quando fica pronto

Não existem prazos para que o Chromium/Chrome para Mac fique pronto. O Chromium continuará a evoluir , aparentemente, em ritmo acelerado, acrescentando novas funcionalidades. Em algum momento o Google irá anunciar o Chrome para Mac (provavelmente em beta). De qualquer forma, o Chromium mostra alguns novos recursos interessantes para a guerra dos browsers. 

Não deixe de conferir: Chrome 2.0: primeiras impressões da nova versão do browser do Google

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