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Testamos o Droid, da Motorola, o primeiro celular com Android 2.0
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Testamos o Droid, da Motorola, o primeiro celular com Android 2.0

Conhecido por Milestone fora dos EUA, ele tem tela de 3,7 polegadas, bateria durável, mas teclado plano e com botões pequenos.

Robert S. Anthony, da PC World/EUA

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Foto:

Atualizado em 4/11, às 10h50

A primeira coisa a chamar a atenção no Droid, novo celular da Motorola que começa a ser vendido na próxima semana nos Estados Unidos, é sua grande tela de 3,7 polegadas e impressionante sensibilidade ao toque.

Primeiro celular do mercado com o Android 2.0, atualização do sistema operacional do Google para dispositivos móveis, o Droid  - que a Motorola fora dos Estados Unidos resolveu batizar de Milestone - possui ótima interface para navegar na web e um bom conjunto de ferramentas eficientes de comunicação. Mas nem tudo é assim tão bom nele: suas teclas, sem relevo e de tamanho reduzido, tornam a digitação desconfortável.

Com 1,37 centímetro de espessura, o Droid é ligeiramente mais espesso que o iPhone 3G S (1,21 cm). Em contrapartida, ele traz um teclado QWERTY embutido, o que o faz ser um pouco mais pesado (180 gramas), que o smartphone da Apple (155 g).

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Sua resolução de tela, 480 por 854 pontos, é mais do que o dobro da oferecida pelo iPhone 3G S. Além disso, a tela do iPhone é menor (3,5 polegadas). Como muitos outros smartphones, o lançamento da Motorola possui acelerômetro; entre outras funções, o recurso permite ajustar a tela automaticamente quando o celular é movido da posição horizontal para vertical e vice-versa.

O teclado do Droid não ocupa toda a extensão do aparelho. Do lado direito há quatro teclas direcionais e um botão de seleção. As teclas são iluminadas, mas você precisa manter o olho na tela para ter certeza de que o texto está correto – é muito fácil cometer erros com teclas tão pequenas e juntas.

Também faz falta no teclado uma tecla para chamadas e a tecla que finaliza operações, presentes em outros modelos que têm teclados físicos. Esses controles só estão disponíveis no teclado virtual na função de chamada.

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O aparelho possui bateria de 1400 mAh com autonomia nominal de 270 horas em standby e 385 minutos de conversação. Além de um cartão de memória de 16 GB, o dispositivo oferece conexão Wi-Fi e Bluetooth 2.1, para uso de fones de ouvidos estéreo.

Acesso web
O Snappy Droid (navegador web), combinado ao processador de 550 MHz e ao circuito acelerador gráfico, as imagens são carregadas muito rapidamente – dependendo, claro, do sinal da operadora 3G. Uma vez carregada, a navegação pela página é muito confortável e rápida.

Vídeos de sites como o YouTube são reproduzidos com excelente qualidade, sem paradas ou perda de áudio. O player de áudio suporta listas de músicas, fotos das capas de discos e modo looping das músicas. O usuário tem a opção de comprar músicas em MP3 na loja online da Amazon, por meio de uma aplicação já instalada no Droid.

O desktop do Droid possui três telas para atalhos de aplicativos e na primeira estão os ícones para mensagens, telefone, contatos, navegador, mapas e loja virtual de aplicativos. Um widget chamado Power Control permite controlar como devem se portar os dispositivos quando não estão em uso, como o Bluetooth, adaptador Wi-Fi, receptor GPS e a luz de fundo. Também é possível desativar a sincronização de dados para poupar energia.

Como na versão 1.6 do sistema operacional, o Android 2.0 tem busca universal. Qualquer coisa digitada no desktop irá gerar uma busca na lista de contatos, na web e no histórico do navegador. Para tirar proveito dos principais recursos do smartphone, os aplicativos da plataforma Android exigem que o usuário possua uma conta no Google. Dessa forma ficam disponíveis, por exemplo, a lista de contatos e calendário, que são sincronizados com sua conta de webmail.

Na parte de baixo da tela há uma barra que pode ser arrastada para cima. Quando aberta, ela exibe os aplicativos, ícone de configuração e outras funções do smartphone. No Android 2.0, o Google Maps tem uma função extra: pode-se adicionar informações à localização que se buscou no mapa.

A navegação também aceita comandos de voz (o usuário deve ativar o recurso). Basta falar o nome da cidade, por exemplo, e depois e seguir as orientações indicadas pelo telefone.

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Interessante e divertido é poder usar o Google Street View. Ao se aproximar do seu destino, uma foto do local aparece. Em vez de ter que procurar um número de prédio, por exemplo, o Street View confirma, por visual, que você está no local correto. A câmera do Droid tem cinco megapixels, flash dual-LED e suporta gravação de vídeos na qualidade de DVD (720 por 480 pontos). Tem uma quantidade respeitável de recursos avançados, tais como modos de cena, efeitos de cor e controles de balanço de branco.

Para fotos ao ar livre, a qualidade obtida foi ótima, entretanto em ambientes fechados, sofreu significativa granulação na imagem. Com o uso do flash, as cores aparecem com mais brilho do que tinham no original. Alguns acessórios acrescentam funções especiais ao Droid. Um dispositivo permite instalá-lo no painel do carro. Ao ser colocado nele, o smartphone entra automaticamente no modo “Car Home" e começa a funcionar como um aparelho de GPS. Ícones Grandes rotulados como Ver o Mapa, Navegação, Pesquisa de voz, Contatos, Pesquisa são dispostos na tela que é visualizada na horizontal.

O desafio para os desenvolvedores é tirar vantagem das novas funcionalidades do Android 2.0, incluindo a capacidade das aplicações interagirem com a lista de contatos. Ao visualizar um contato, estará em volta dele os ícones exibindo a quais aplicações estão conectadas a ele, como o Facebook, por exemplo.

A maioria dos aplicativos existentes deve funcionar bem no Android 2.0, mas alguns que foram customizados para as versões 1.5 e 1.6 poderão precisar de ajustes ou upgrades.

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