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Conheça o Galaxy X, garoto-propaganda do Android
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Conheça o Galaxy X, garoto-propaganda do Android

Com uma bela tela em resolução HD e bom desempenho, aparelho é o único no mercado com uma versão “limpa” do Android 4 e garantia de atualização para futuras versões.

Rafael Rigues

Foto:

Todo ano a Google faz uma parceria com um fabricante de smartphones para criar um aparelho que será o “garoto propaganda” do Android. Em 2009 ela se uniu à HTC e criou o Nexus One, e em 2010 foi a vez da Samsung com o Nexus S. E essa última parceria deu tão certo que Google e Samsung repetiram a dose no final de 2011 com o Galaxy Nexus, que chega às lojas no Brasil com o nome de Galaxy X. 

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Galaxy X: o atual garoto-propaganda do Android

O objetivo não é criar o smartphone mais potente do mercado. O Galaxy X representa a visão da Google de como todo Android deveria ser: equipado com a mais recente versão do sistema operacional, hardware poderoso e tecnologias que a empresa julga que serão cada vez mais importantes, como NFC.

É como um “carro conceito”, mas que você pode comprar. Felizmente, o Galaxy X difere dos carros-conceito em um ponto-chave: ele encara o dia-a-dia no “mundo real” sem maiores problemas.

Hardware e design

O Galaxy X segue o design do Nexus S, com cantos arredondados e vidro frontal ligeiramente curvo (que a Google chama de “Contour Glass”). Com 6,8 x 13,5 cm (largura e altura), 8.9 mm de espessura e peso de 135 gramas ele não é um aparelho muito grande, apesar da tela de 4.65 polegadas que imediatamente chama a atenção.

Essa tela tem resolução HD, 1280 x 768 pixels, e usa a tecnologia Super AMOLED da Samsung, com excelente ângulo de visão, contraste e fidelidade de cor. Se você já viu a tela de aparelhos como o Galaxy Note ou Galaxy S II, sabe o que esperar em termos de qualidade de imagem.

Outro destaque é que os tradicionais botões (Menu, Home, Back, Search) sob a tela de todo Android não existem mais: eles não são necessários em aparelhos com o Android 4, que gera “botões virtuais” no rodapé da tela sempre que necessário. Assim, os fabricantes tem mais espaço na frente do aparelho para uma tela maior.

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Galaxy X visto de frente: note que não há os tradicionais botões do Android debaixo da tela

A câmera traseira tem um sensor de 5 MP, e é acompanhada por um flash. Também há uma câmera frontal para videochamadas. A tampa traseira é texturizada, como no Galaxy S II, o que ajuda a evitar riscos e torna mais fácil segurar o aparelho

Debaixo da tampa fica a bateria, com um detalhe curioso: o Galaxy X tem uma interface NFC, capaz de ler informações em “etiquetas inteligentes” embutidas em objetos. A antena desse sistema fica dentro da bateria. Isso significa que, se você trocar a bateria original por uma compatível de outro fabricante, poderá ficar sem o NFC. Não que isso seja uma grande perda, já que atualmente há muito pouco uso prático para este recurso aqui no Brasil no dia-a-dia. No exterior, a tecnologia está sendo usada em sistemas de pagamento como o Google Wallet, que permitem usar o smartphone como uma “carteira” para pagar as compras do dia-a-dia: basta aproximá-lo do caixa.

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A antena do sistema NFC (Near Field Communication) fica dentro da bateria

O Galaxy X usa SIM Cards de tamanho normal, como no Galaxy S II. Ele tem 16 GB de memória interna, mas não tem slot para cartões de memória, o que pode ser um problema para quem gosta de jogos (títulos recentes, como N.O.V.A. 3, ocupam quase 2GB). Além do aparelho, a caixa só traz os acessórios básicos: carregador, cabo USB e um fone de ouvido.

Vale mencionar uma diferença entre o o Galaxy X nacional e o Galaxy Nexus vendido no exterior: nosso modelo não é compatível com redes 4G LTE. O motivo é simples: ainda não existem redes 4G no Brasil, e nem uma previsão concreta para o início da operação, já que o governo sequer definiu quais frequências serão utilizadas pelas redes.

Software

O sistema é o Android 4, (4.0.2, pra ser mais exato) e ele vem “limpinho”, sem customizações por parte de fabricante ou operadora. É praticamente o único aparelho assim no mercado, e também o único com atualização garantida para futuras versões do Android. Se você tem medo de comprar um aparelho e ficar “preso” em uma versão “ultrapassada” do software, ou amargar meses esperando uma atualização sair, o Galaxy X é sua melhor opção.

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Pacote básico: dentro da caixa há apenas o smartphone, carregador, cabo USB e fones de ouvido

Um detalhe: a versão do software (Build) do Galaxy X é a “yakjuvs”, ligeiramente diferente da “yakju” usada no modelo internacional. A mudança mais visível é um widget na tela inicial que mostra informações da rede, ou seja, a qual operadora o aparelho está conectado. Isso é uma exigência da Anatel.

Por isso, quem controla as atualizações de software do Galaxy X é a Samsung, e não a Google, o que é inédito em um “Nexus”. Mas como as alterações são pequenas, acredito que o intervalo entre uma atualização de sistema ser lançada no exterior e ela aparecer aqui será bem pequeno.

Multimídia

Não gostei da câmera do Galaxy X. Não por causa da resolução de 5MP, que julgo ser suficiente para o dia-a-dia, mas pela qualidade das imagens. Sob a luz do sol elas são muito boas, o problema está nas fotos em ambientes com pouca luz: elas tem ruído excessivo, muito mais do que vimos em outros aparelhos (lembra o Milestone 3, mas pior). Para compensar o software "borra" os pixels, o que acaba dando à imagem a aparência de uma pintura à óleo. Usar o flash ajuda a minimizar o problema (mais luz, menor ruído), mas é necessário se afastar para não “lavar” a imagem, já que ele é muito poderoso. Vídeos se comportam da mesma forma, e é possível gravar em Full HD.

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Detalhe de foto diurna feita com o Galaxy X.
(Clique para ampliar)

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Detalhe de foto noturna feita com o Galaxy X. Ruído torna o texto impossível de ler.
(Clique para ampliar)

O Galaxy X não tem o Media Player que a Samsung coloca em aparelhos como o Galaxy Note ou Galaxy S II, que toca praticamente qualquer formato de arquivo que você encontrar. Mas o problema pode ser contornado usando um player gratuito como o DICE Player, disponível no Google Play. Com isso você consegue rodar até vídeos em HD no formato MKV, com legendas, sem muitos problemas.

Outra omissão (e algo de qual nossos leitores sentem falta) é o Rádio FM. Aliás essa é uma constante entre os Nexus, nenhum dos três modelos já lançados (Nexus One, Nexus S e Galaxy Nexus) tem FM. Dá pra contornar esse problema com aplicativos gratuitos como o TuneIn Radio, que transmitem via Internet a programação de milhares de estações de rádio de todo o mundo, inclusive emissoras brasileiras.

Desempenho e bateria

Em termos de desempenho, o Galaxy X é muito similar ao Galaxy S II e ao Motorola RAZR. Era de se esperar, já que todos tem processadores dual-core de 1.2 GHz. O benchmark que usamos é o AnTuTu, e nele o Galaxy X chegou aos 6107 pontos, muito próximo dos 6017 pontos do Galaxy S II ou dos 6072 pontos do RAZR.

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O desempenho "bruto" do Galaxy X é similar ao de um Galaxy S II ou Motorola RAZR

Vale notar que, assim como a maioria dos smartphones Android que já passou por nossas mãos (como o Nexus S, Galaxy S II, RAZR, Milestone 2 e 3 e outros), o Galaxy X esquenta, especialmente depois de uma longa sessão de navegação na internet via 3G, ou uma partida mais demorada de um jogo pesado como Grand Theft Auto III. Mas não chega a ser desconfortável.

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Grand Theft Auto III roda muito bem no Galaxy X, mesmo na qualidade gráfica máxima

Falando em GTA III ele roda muito bem no Galaxy X, mesmo com a qualidade gráfica no máximo. Outros jogos também funcionam sem problemas. Ou seja, apesar da pouca memória interna o aparelho é uma boa opção para os gamers.

Em nossos testes de autonomia de bateria, conseguimos pouco mais de 4 horas de reprodução de vídeo em HD, com o brilho da tela em 50% e o aparelho em “modo avião”, e cerca de 5 horas de navegação na web via 3G. Uma marca comparável a um aparelho como o Motorola RAZR.

Além disso, não tivemos problemas em chegar ao fim de um dia típico de uso, cerca de 10 horas longe da tomada, com 30% ou mais de bateria restante. Isso inclui cerca de 2 horas de navegação 3G, meia dúzia de mensagens SMS, algumas fotos, duas ou três chamadas curtas e atualização constante de contas de e-mail, feeds de notícias e redes sociais. Mas a autonomia de bateria depende do uso, e seus resultados podem variar.

Conclusão

Se você faz questão de ter o smartphone “mais poderoso”, sem ressalvas, talvez seja melhor optar por aparelhos como o Galaxy S III ou o HTC One X, com seus processadores quad-core, telas maiores e câmeras melhores. Mas se o que você quer é um smarphone Android moderno, com bom desempenho, a versão mais recente do sistema operacional e garantia de atualização, não há opção melhor que o Galaxy X no mercado.

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