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Dell Streak: um smartphone com coração de tablet
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Dell Streak: um smartphone com coração de tablet

Visto por alguns como concorrente do iPad, portátil da Dell é um “híbrido” com tela de 5 polegadas e sistema operacional Android

por Melissa J. Perenson

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Disponível nos EUA com preços que vão de US$ 300 (com contrato de dois anos com a operadora AT&T) a US$ 550 (sem contrato, mas não desbloqueado) o Dell Streak é um produto que vai contra a corrente, com sua espaçosa tela de 5 polegadas sensível ao toque e um que enfatiza seu enorme potencial como um tablet Android para acesso rápido e consumo de informação.

Mas ele também é um telefone, e como tal será jugado contra os principais concorrentes neste brutal mercado. E é aí que o Streak tropeça. Após passar algum tempo com o aparelho, encontrei muitas coisas que me agradaram quando o assunto é multimídia e internet. Mas como um telefone ele desaponta, e a experiência geral deixou a desejar.

O próximo passo na computação portátil?

O Streak é verdadeiramente otimizado para uso como um dispositivo de mão. Enquanto o usava, não pude deixar de pensar nos PADD de Star Trek, os pequenos e práticos tablets que cabiam em uma mão só dos personagens. O Streak tem um design elegante e curvilíneo em plástico preto e metal, com uma tela de 5 polegadas coberta por Gorilla Glass, um tipo especial de vidro especialmente desenvolvido para gadgets, mais resistente e riscos e impactos.

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Dell Streak: tela de 5 polegadas, processador de 1 GHz e 512 MB de RAM

A ficha técnica é interessante: processador Snapdragon de 1 GHz, 512 MB de RAM, 16 GB de espaço em disco (em um cartão microSD), tela WVGA de 800 x 600 pixels (a mesma do Nexus One, e HTC EVO 4G), GPS, acesso a redes GSM/HSDPA/HSUPA/UMTS/EDGE, Bluetooth 2.1 e câmera de 5 megapixel na traseira, com uma câmera VGA frontal para videochamadas.

Mas o interesse desaparece quando chegamos à versão do sistema operacional Android: 1.6. Em um mundo onde todos os aparelhos mais populares rodam o Android 2.0 ou 2.1, o Streak sofre com o fardo do 1.6. Com frequência o aparelho me pareceu surpreendentemente e inesperadamente lento. Considerando o processador Snapdragon lá dentro, é de se imaginar que o sistema operacional é o culpado (versões mais recentes do Android são muito mais rápidas).

A Dell merece crédito por ter modificado o sistema operacional, melhorando alguns menus e painéis na interface paa que fiquem mais fáceis de usar e complementem o design “horizontal” do Streak. A empresa também integrou alguns recursos presentes em versões mais recentes do sistema, como o suporte a servidores Microsoft Exchange (com integração com o sistema Touchdown), multi-toque (embora apenas em alguns aplicativos) e suporte ao Google Maps with Navigation, que age como um GPS automotivo gratuito.

Também há suporte a arquivos multimídia com DRM do Windows, permitindo que músicas e filmes “protegidos” sejam transferidos e reproduzidos no aparelho. E a empresa garante que irá atualizar o sistema para a versão 2.2, algo que, esperamos, deve resolver o problema da lentidão. Mas por enquanto, o aparelho tem um quê de “passado”.

Segurar o Streak com apenas uma mão (ou entre as duas) é surpreendentemente natural. Tive um pouco de dificuldade para alcançar as extremidades do teclado virtual com minhas mãos pequenas enquanto usava o aparelho na orientação horizontal, mas colegas com mãos maiores não tiveram problemas. O teclado parece um pouco apertado, e descobri que é melhor digitar com o tablet apoiado sobre uma mesa.

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Dell Streak "cai bem" nas mãos, apesar de ser maior que smartphones como o Droid X e EVO 4G

Minha experiência com o Streak resume bem a natureza “esquizofrênica” do aparelho: ele pode ser um gigantesco smartphone vitaminado (nem tanto) ou um tablet que cabe na palma da mão (quase lá). Mas no final das contas, apesar do seu design único e apelo como um portátil de mão para consumo de mídia, no dia a dia o Streak acaba se parecendo mais com um aparelho Android do ano passado.

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