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Duelo de e-books: Kindle 2 versus Sony PRS-700
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Duelo de e-books: Kindle 2 versus Sony PRS-700

Leitor digital da Sony substitui o teclado por comandos touchscreen; Kindle 2 traz melhorias da primeira versão

Melissa J. Perenson, PC World / EUA

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Foto:

ebooks_ilustra150.jpgCom o lançamento dos novos leitores de e-books da Amazon e da Sony, o mercado desses dispositivos ganha novo fôlego e novas atualizações, mesmo ainda sem previsão de chegada no Brasil.

Comparamos a nova geração do Amazon Kindle e o recente Sony Reader Digital Book PRS-700. Embora ainda continuem sendo um dispositivo caro, suas qualidades e funções podem incitar os mais ávidos leitores.

Amazon Kindle 2

O novo Amazon Kindle 2 de 359 dólares é bem convidativo: pequeno, fino e portátil é fácil de manusear. Mas apesar das melhorias ainda existem algumas falhas. Além disso, a Amazon pouco fez para alterar o principal motivo do Kindle: ser apenas um leitor de e-book.

Mas mesmo assim, agora que o produto possui conexão wireless 3G (sem custo extra ao usuário) e uma integração rápida e simples com a loja virtual da Amazon, o Kindle 2 entrega uma boa experiência em leitura e compras.

Porém, algumas frustrações se mantiveram. O navegador do Kindle continua sendo “beta”. Além disso, você ainda precisa enviar por e-mail documentos e PDFs para seu próprio e-mail do Kindle, para que os arquivos se tornem legíveis – mesmo para transferências feitas diretamente do USB para o Kindle 2.

A primeira geração do Kindle pesava 292 gramas e possuía um display E-Ink que deixava a vista muito cansada. Ele também tinha fácil leitura em ambientes claros, longa duração da bateria e permitia mais interação com o texto (grifar passagens, fazer anotações e buscar palavras).

O Kindle 2 manteve essas capacidades, mas em um formato um pouco menor (menos de 1 cm mais fino) e com peso muito similar (289 gramas). A tela manteve-se igual a da primeira versão, mas a tecnologia E-Ink teve melhorias e agora oferece 16 tonalidades de cinza, contra 4 do Kindle anterior.

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O texto no Kindle 2 é um pouco mais fino, o formato das letras é mais vívido, sem tons muito fortes ou aparência de borrões. E as imagens agora têm uma gradação melhor de sombreamento. Infelizmente, o útil botão para desligar diretamente a função wireless desapareceu. Agora você precisa acessar o menu e então desativar a conexão manualmente.

Os botões de navegação também mudaram completamente. Os novos são arredondados e mais nivelados com o dispositivo – ao contrário do Kindle anterior, que tinha teclas mais quadradas e saltadas. Esses novos botões precisam ser pressionados com mais firmeza, podendo cansar os dedos se forem usados muitas vezes.

Uma adição interessante é a função de leitura por voz. Acessível pelo menu ou por um atalho no teclado, a ferramenta possui dois tipos de voz digital e até 3 tipos de velocidade de leitura. Com memória interna embutida de 2GB e com arquivos de texto com tamanhos que variam de 700KB a 800KB, a Amazon alega que o Kindle consegue armazenar até 1500 e-books. Mesmo com todas as falhas e pontos fracos, o Kindle 2 tem boas ferramentas e é bastante intuitivo, sendo uma boa opção para a leitura de um e-book.

Sony Reader Digital Book PRS-700

O leitor da Sony, que custa 400 dólares, possui boas ferramentas e funções, porém encontrou no Kindle um adversário difícil, que possui um belo design e integração direta com a loja virtual da Amazon.

Mas as diferenças não param por aí. O PRS-700 não é tão alto como o Kindle, e substituiu o teclado físico por um sensível ao toque. A tela touchscreen mede 6 polegadas e tem resolução de 600x800 pixels, assim como o Kindle 2. Mas aparenta ser maior. A imagem na tela não era cansativa aos olhos, embora não fosse tão nítida e brilhante como a do Kindle 2.

Mas a tecnologia touchscreen não foi muito satisfatória, sendo necessário pressionar com força a tela para fazer funcionar. É possível selecionar palavras e anotações com a ponta dos dedos, mas não foi tarefa fácil. Mas a tela também suporta movimentos gestuais.

Foi possível mudar de página apenas arrastando o dedo para direito ou esquerda, e até mesmo pular diversas páginas de uma vez. Mas a pressão necessária para completar tais tarefas foi acima do normal. Para auxiliar, o produto acompanha uma caneta stylus. Porém, a finura da mesma a tornou cansativa de segurar, mas no geral ajudou bastante nas tarefas.

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Detalhes da espessura da parte de cima e de baixo do Sony PRS-700.

A interface inicial do leitor possui quatro botões sensíveis ao toque, além de três outros botões situados na parte inferior da tela, que acessam o áudio, imagens e configurações. Os botões físicos do dispositivo encontram-se debaixo da tela.

Os livros ficam listados por título e autor, com uma barra dp alfabeto ao lado para ajudar na navegação. Você também pode pesquisar pela data do download. Lendo até parece que a interface é simples de navegar. Mas não foi bem assim, principalmente com os botões físicos, que deveriam estar em outra posição.

Uma função que teve destaque foi a habilidade de mudar a orientação da tela de retrato para paisagem. Além disso, a tela possui uma iluminação LED: o que pode ser muito útil quando usada em ambientes mais escuros – ao contrário do Kindle que não possibilita esse tipo de visualização.

A memória interna armazena até 350 livros; e o dispositivo também consegue acessar livros armazenados em cartões de memória. A Sony suporta apenas PCs com seu software eBook Library 2.5, um download necessário para comprar e transferir livros a partir da página: ebookstore.sony.com.

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A Sony fez recentemente uma parceria com o Google para oferecer livros de domínio público. Seu leitor também suporta documentos PDF, Word, documentos de texto e até mesmo arquivos EPUB. (Esta falta de suporte a arquivos que não sejam do Kindle é uma das principais falhas do dispositivo da Amazon.)

De forma geral, agora com esse acordo com o Google, o dispositivo da Sony ganha em conteúdo, mas fica devendo uma melhor resposta da tela touchscreen e melhores controles de navegação. Além disso, a falta de uma conexão wireless faz da navegação e da compra de novos livros uma tarefa árdua e menos intuitiva e impulsiva do que o Kindle.

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