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Experimentamos a nova AMD Radeon R9 290X
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Experimentamos a nova AMD Radeon R9 290X

Placa de vídeo é mais barata, e poderosa, que a Nvidia GeForce GTX 780 e está pronta para jogos em resolução “Ultra HD”.

Alex Cocilova, PCWorld EUA

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Foto:

Desde que a AMD anunciou sua nova linha de GPUs há cerca de um mês, os gamers vem especulando como o modelo topo de linha, a Radeon R9 290X, se compara com o que a concorrente Nvidia tem a oferecer. Para responder a esta pergunta testamos um modelo de referência da placa, analisando tudo de desempenho a preço, e a comparamos diretamente a um modelo de referência da Nvidia GeForce GTX 780 que tínhamos em mãos.

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A ficha técnica da Radeon R9 290X, cortesia do GPU-Z

Primeiro, alguns detalhes técnicos: em nossa Radeon R9 290X a GPU opera a 1 GHz, a memória a 1250 MHz e há 4 GB de memória DDR5. Há 2816 núcleos para processamento gráfico e uma interface de memória de 512 Bits. A placa ocupa um único slot PCIe x16, e é alimentada por um conector de força de oito pinos e outro de seis pinos.

A Radeon R9 290X tem duas configurações de BIOS, e uma minúscula chave na própria placa permite alternar entre elas (a mudança entra em efeito após reiniciar o PC). O modo “Quiet” (Quieto) reduz o desempenho e a velocidade dos ventiladores para uma operação mais silenciosa. O modo “Uber” visa o melhor desempenho, independente do nível de ruído que isso produza.

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Comparativo de desempenho com a Nvidia GeForce GTX 780 em resolução 4K e qualidade gráfica Ultra.
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Em nossos testes vimos pouca diferença de desempenho entre os dois modos, apenas alguns poucos quadros por segundo em alguns jogos. Em alguns casos (geralmente em resoluções menores) o modo Quiet teve desempenho ligeiramente melhor que o modo Uber. Mas em ambos os modos a Radeon R9 290X foi de “um pouquinho” a “muito” mais rápida que a placa de referência da Nvidia.

E se mudar uma chave parece simples demais para você, saiba que a seção OverDrive no Catalyst Control Center foi redesenhada e permite o ajuste fino do overclock da placa. Neste utilitário você pode ajustar o desempenho com base em um percentual em vez de frequência do clock. Um mapa de calor bidimensional e ajustes para velocidade máxima dos ventiladores e limites de temperatura permitem modificar o desempenho sem ter de mexer na BIOS.

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Algumas das opções da seção OverDrive no Catalyst Control Center.

Junto com a placa a AMD nos emprestou um monitor 4K para que pudéssemos ver os resultados de seu foco em jogos em “Ultra HD”. Para levar a placa aos limites, testamos todos os jogos que tínhamos que fossem capazes de alcançar essa resolução, e ficamos impressionados com um desempenho decente. Quase todos os jogos, com exceção de Crisis 3, rodaram a 30 quadros por segundo (o mínimo para uma boa jogabilidade) ou mais na qualidade gráfica Ultra, ou seja, com todos os ajustes gráficos no máximo.

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As taxas de quadros em jogos rodando a 4K na qualidade gráfica Ultra foram surpreendentemente boas.
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Medimos a temperatura de operação da placa em escaldantes 95 graus centígrados. Segundo a AMD a 290X pode rodar de forma perfeitamente segura a esta temperatura por toda sua vida, e não há uma razão técnica para reduzí-la, embora isso seja possível usando a seção OverDrive no Catalyst Control Center. Os usuários que querem alto desempenho e baixas temperaturas devem considerar a compra e instalação de um bom sistema de refrigeração de terceiros.

Quem gosta de rodar múltiplas placas de vídeo pode dar adeus àquelas incômodas “pontes” CrossFire, fáceis de perder. Com a Radeon R9 290X é possível colocar duas placas em modo CrossFire simplesmente instalando-as na mesma placa-mãe.

O design de referência da AMD tem duas portas DVI-I, uma porta HDMI e uma porta DisplayPort, e usando a tecnologia EyeFinity é possível conectar até seis monitores a uma única placa. As GPUs na família Radeon R9 agora suportam até três monitores HDMI ou DVI (anteriormente o máximo eram dois), e o restante pode ser conectado via DisplayPort ou usando adaptadores. Mas há algumas limitações: todos os monitores devem ter temporização idêntica, e a configuração deve ser feita durante a inicialização do PC.

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A Radeon R9 290X superou a GeForce GTX 780 também nos benchmarks sintéticos.
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Os audiófilos ficarão delizes em saber que a tecnologia AMD True Audio, que estreou na R7 260X, também está presente na R9 290X. Esta tecnologia permite que os programadores usem o processador de áudio (DSP) Tensilica HiFi EP para processar áudio de alta qualidade sem incomodar a CPU, e também remove a CPU da jogada em situações onde ela poderia ser um “gargalo” no processamento de som. Caberá aos desenvolvedores fazer bom uso deste hardware em jogos futuros.

A Radeon R9 290X também usa ZeroCore Power, um recurso para conservação de energia que desliga completamente a placa de vídeo quando o PC está ocioso. Um driver monitora tarefas para determinar quando os aplicativos não estão mais modificando o conteúdo da tela, permitindo que o PC continue ativo sem que a GPU consuma energia. Atividades como o compartilhamento de arquivos, som integrado à placa-mãe e acesso remoto permanecem disponíveis mesmo com a GPU desligada, e assim que ela se torna necessária é “acordada” imediatamente pelo driver.

Mas o melhor ainda está por vir. Você já deve ter ouvido falar do Project Mantle, uma API de baixo nível que dá aos desenvolvedores acesso direto ao hardware gráfico da AMD, o que dá aos jogos melhor desempenho e qualidade gráfica. A AMD considera o Project Mantle como um ponto forte fundamental na série Radeon R9, e a R9 290X o suporta com orgulho. Os primeiros jogos com suporte a esta API irão começar a aparecer no final deste ano. Battlefiedl 4, por exemplo, irá incorporar a tecnologia em uma atualização gratuita que deve ser lançada em Dezembro.

O preço sugerido para a Radeon R9 290X, nos EUA, é US$ 549, o que a torna cerca de US$ 100 mais barata que a Nvidia GeForce GTX 780. Mas à medida em que os fabricantes lançarem suas versões com recursos extras, os preços podem chegar ao mesmo nível do modelo da Nvidia. Mas baseado nos resultados de nossos testes, a Radeon R9 290X é a nova rainha do pedaço.

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