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Experimentamos o Chromebook Pixel
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REVIEW

Experimentamos o Chromebook Pixel

Portátil “de luxo” da Google tem uma tela belíssima e design impecável. Mas autonomia de bateria e preço farão o usuário pensar duas vezes antes de comprar.

Jared Newman, PCWorld EUA

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Foto:

Qualquer um que ache que o Chromebook Pixel é uma idéia ridícula ainda não experimentou um. Pelo menos esta é minha teoria depois de usar o mais novo notebook com o Chrome OS ao longo dos últimos dias.

Para ser justo, a idéia por trás de um Chromebook de US$ 1.300 parece mesmo maluquice à primeira vista. Dá pra conseguir um PC com Windows com praticamente os mesmos recursos por muito menos, e sem sacrificar a capacidade de instalar todos os seus programas favoritos. Você também pode gastar US$ 200 a mais e comprar um Macbook Pro com Tela Retina. E pelo mesmo preço do Chromebook Pixels você pode comprar nada menos do que cinco Chromebooks Série 3 da Samsung, e ainda receber US$ 50 de troco.

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Chromebook Pixel: tela belíssima e design impecável

Mas nenhuma destas opções vai lhe dar a mesma experiência que o Chromebook Pixel, com sua tela de 12,85 polegadas sensível ao toque e resolução “pra lá de Retina” de 2560 x 1700 pixels. Você também vai ter trabalho para encontrar uma máquina tão bem construída. O Pixel é um dos poucos notebooks que pode competir em pé de igualdade com um MacBook quando o assunto é design e acabamento.

Não estou perdidamente apaixonado pelo Chromebook Pixel: apesar de suas muitas qualidades atraentes, ele é um pouco caro considerando o que faz, e sua autonomia de bateria, que mencionamos abaixo, é um problema para mim. Mas depois de viver alguns dias com um Pixel cedido pela Google, a idéia de um Chromebook de luxo não parece tão absurda assim.

A tela é o ponto-chave

A tela do Pixel é belíssima, com densidade de 239 pixels por polegada, maior do que qualquer outro notebook no mercado, incluindo o MacBook Pro com Tela Retina. Ela não é fosca, nas também não mostra reflexos em excesso, e você pode incliná-la ou observá-la de lado sem que as cores fiquem lavadas ou invertidas. O preto é tão intenso que quase se mistura à borda da tela.

Como em qualquer aparelho com esta resolução de tela, você não consegue distinguir pixels individuais a uma distância normal de uso. E por causa da proporção de 3:2 da tela você consegue ver um pouco mais das páginas sem que precise rolar a tela, em comparação a um notebook com uma tela widescreen de 16:9 ou 16:10.

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Detalhe da tela. A resolução é mais alta que a do MacBook Air com Tela Retina

Suspeito que a Google escolheu o processador Intel Core i5 como o coração do Pixel porque queria a GPU Intel HD Graphics 4000 no comando da tela. No uso típico a nova máquina da Google não me pareceu tão mais veloz que o Chromebook Series 5 550 da Samsung, que combina um processador Intel Celeron com os mesmos 4 GB de RAM do Pixel. Em meu uso típico num dia de trabalho, que exige uma dúzia de abas abertas no navegador para pesquisr e escrever artigos, o Pixel nunca sequer engasgou. Mas nem o Series 5.

Consegui encontrar limites na capacidade do Pixel. Em jogos 3D como From Dust a ação engasgou bastante, e o MMORPG Realm of the Mad God não rodou tão suave quanto em meu PC Desktop. Além disso, a resposta aos toques na tela poderia ser bem melhor. Há um atraso considerável entre deslizar o dedo sobre ela e ver o resultado, mais do que se você usar o trackpad.

Design cheio de boas idéias

Porque o Chromebook Pixel é tão caro? Em parte por causa de todos os pequenos detalhes que não aparecem numa ficha técnica. Um exemplo: a tampa tem uma pequena faixa de LEDs que brilha em azul quando a máquina está funcionando. Feche a tampa e ela rapidamente pisca nas cores do Google (verde, amarelho, vermelho e azul) antes de se apagar. Claro que isso não te ajuda a trabalhar mais rápido, mas dá uma sensação de satisfação a cada vez que você fecha a máquina. Um dado curioso: vários sites http://goo.gl/txFCX mencionam que os LEDs piscam em um padrão multicolorido quando você digita o famoso código da Konami, no teclado.

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Faixa de LEDs na tampa se ilumina de acordo com o uso

Outros detalhes são mais práticos. Um fecho magnético mantém a tampa fechada, e um indicador no cabo do carregador muda de amarelo para verde quando a bateria está carregada. A dobradiça da tela, na traseira do aparelho, na verdade funciona como uma antena para Wi-Fi e também como dissipador de calor (embora, em minha experiência, ainda assim o Pixel tenha ficado quente na parte de baixo).

E há o design propriamente dito. O Pixel é um pelo pedaço de tecnologia, um que é mais sério que os MacBooks da Apple, graças aos ângulos retos e tampa completamente plana. A ausência de bordas finas faz com ele pareça mais grosso do que realmente é, mas fique tranquilo: no mundo real ele é bastante confortável.

As verdadeiras estrelas do show, entretanto, são o teclado iluminado e o trackpad de vidro. É raro encontrar um notebook onde estes recursos se comparem favoravelmente ao oferecido em um MacBook, mas apreciei cada momento em que os usei no Pixel. É verdade que meu notebook com Windows, já com três anos de idade, pode fazer mais coisas que a máquina da Google, mas seu trackpad apertado e teclado “borrachento” o tornam muito mais frustrante de usar.

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Design do Chromebook Pixel é sóbrio e muito elegante

Numa época em que fichas técnicas não significam tanto para o usuário comum, estes detalhes no design podem fazer uma grande diferença.

Bateria desaponta

Se há do que reclamar no Chromebook Pixel, é a autonomia de bateria. A tela realmente pesa no consumo de energia, e no geral a máquina mal chega a pouco mais de 5 horas com uma carga, com a tela em 60% do brilho.

Não é ruim para um notebook moderno, e nem incomum para um Chromebook. O Samsung Series 5 550, por exemplo, chega a cerca de seis horas, enquanto Chromebooks da Acer e HP chegam a cerca de 4 horas. Mas nenhum destes aparelhos custa sequer perto de US$ 1.300. Em uma máquina Premium como o Pixel, eu esperaria autonomia suficiente para um dia inteiro.

A pergunta de US$ 1.300

O argumento comum entre todos os Chromebooks é que os outros notebooks, sejam eles máquinas com Windows, Mac OS X ou Linux, podem fazer mais. Mas “mais” nem sempre é “melhor”, e a verdade é que a vasta maioria dos notebooks não oferece uma experiência de navegação na web melhor do que a do Chromebook Pixel. Você pode até rir disto, mas um navegador pode ser bastante útil. Você só precisa trocar o Word, iTunes e Photoshop pelo Google Docs, Rdio e Pixlr.

O Chromebook Pixel aind não é o suficiente para me afastar de um MacBook Pro com Tela Retina que, antes que nos esqueçamos, pode rodar tanto o Mac OS quanto o Windows. A diferença de preço não é grande o suficiente, a autonomia de bateria é pior e os benefícios da tela sensível ao toque são mínimos. De fato, apesar de ter gostado muito de usar o Pixel, não pretendo comprar um. Há várias coisas legais nele, mas a relação custo-benefício ainda não é uma delas.

Entretanto, estou ansioso para ver para onde a Google leva o conceito de um Chromebook de luxo. Por mais maluco que possa parecer, ele pode acabar dando certo.

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