Salvar em Nova pasta de favoritos

+

Criar pasta
Fazer login no IT Mídia Redefinir senha
Bem-vindo de volta,
Digite seu e-mail e clique em enviar
Ainda não tem uma conta? Cadastre-se
Últimos favoritos Ver todos
Últimas notícias do conteúdo : Ver todos
Imagem de fundo do header
Galaxy J8: um intermediário com tela maior e bons recursos de foto
Home  >  Review
REVIEW

Galaxy J8: um intermediário com tela maior e bons recursos de foto

Um dos modelos mais básicos da família J, da Samsung, agora com reconhecimento facial, biometria e preço reduzido no Brasil

Caio Carvalho

Foto: Caio Carvalho
pontuação
6
Galaxy J8 Samsung
R$ 1.649 veja na loja

A Samsung é uma das empresas que mais investem em smartphones intermediários. E aqui no Brasil não é diferente. De uns tempos para cá, um dos destaques tem sido a família Galaxy J - recentemente substituída pela linha Galaxy A -, que ganhou muitos aparelhos (muitos mesmo) focados principalmente em usuários que estão saindo de modelos mais básicos para aparelhos um pouco avançados.

Uma das adições mais recentes a esse catálogo foi o Galaxy J8. Ele chegou ao Brasil em meados do ano passado e parece não ter atraído a atenção dos consumidores, uma vez que o preço inicial era de R$ 1.899. O dispositivo batia de frente com o Moto G6, mas agora com os sucessores dessa geração já à venda no mercado e uma queda acentuada no preço, será que o J8 ainda é uma boa pedida? É o que eu conto nesta análise.

Análise em vídeo:

Design e tela

Na parte externa, o Galaxy J8 não difere muito dos seus irmãos mais velhos. Aqui temos um aparelho com traseira em policarbonato, que deixa a pegada leve e confortável, apesar de sentir que às vezes a parte de trás escorregava das minhas mãos. Não há botões físicos na parte central, e os poucos que sobraram ficam bem discretos nas laterais, dando a impressão de que estão quase afundando dentro do smartphone.

O display, por sua vez, é Super AMOLED e tem 6 polegadas, com proporção 18:9. O tamanho tem sido o padrão em muitos dispositivos intermediários, garantindo um diferencial de tela "esticada" para uma maior visualização de conteúdos. Só que há um porém: apesar de um telão de respeito, o painel do J8 não é HD, tendo uma resolução de 1.480 x 720 pixels. Na prática, pude perceber que vídeos e imagens mostram um efeito pixelado, em que dava para ver os pontinhos no visor. Para quem está acostumado a telas Full HD, a sensação foi um pouco estranha.

Outro elemento é a falta de um sensor de luminosidade que gerencia automaticamente o brilho na tela de acordo com a luz ambiente. Sim, o Galaxy J8 conta com um brilho bem intenso e que você pode ajustar a qualquer momento pela central de controle rápido. Contudo, foi incômodo ter que fazer isso manualmente toda vez em que saía para algum lugar com sol, ou reduzir os níveis de brilho em lugares mais escuros.

Software

De fábrica, o Galaxy J8 roda o Android 8.0 Oreo já integrado à interface Samsung Experience. Se você já utiliza um dispositivo com esse recurso, ou mesmo para quem nunca teve contato, certamente não encontrará dificuldades em se adaptar à plataforma. Já faz alguns anos que a companhia vem unindo funções do Android Puro ao layout próprio da empresa, e essa característica continua muito bem desenvolvida no aparelho.

A Bixby também está presente, podendo ser acessada ao arrastar a tela da esquerda para à direita. Para o J8, foram incluídos cards de previsão do tempo, principais notícias do dia, acesso a GIFs, locais visitados armazenados no Foursquare, lembretes e agenda.

Enquanto escrevia esta análise, o Android 9.0 Pie ainda não havia sido disponibilizado para o J8. A boa notícia é que isso já aconteceu, e o sistema vem adaptado à interface proprietária da Samsung, a One UI. No meu review do Galaxy S10+ destaquei as principais características desse novo visual.

Câmeras

Além do tamanho de tela com proporção 18:9, as câmeras foram os itens que mais gostei no Galaxy J8. E agora que pode ser encontrado por pouco mais de R$ 1 mil, o produto se torna um dos intermediários mais atrativos por causa da câmera dupla na parte traseira. Uma possui 16 MP e abertura f/1.7, enquanto que a secundária tem 5 MP e abertura f/1.9.

No sensor principal, há alguns efeitos divertidos para testar, como selfies normais e panorâmicas, e outro com várias máscaras de animais, adesivos e selos com frases. Você ainda pode recorrer ao foco dinâmico, foto sequencial (para tirar várias fotografias sem parar) e até um modo beleza para remover imperfeições no rosto. Quem gosta de funções mais avançadas também tem disponível o modo profissional, que permite configurar manualmente abertura, iluminação e outras variáveis da imagem.

Já a câmera frontal possui 16 MP, abertura f/1.9 e flash LED. Também inclui alguns modos da câmera traseira, como os adesivos de bichinhos e selfie panorâmica, embora o resultado nem sempre fique satisfatório. O famoso modo retrato, que desfoca o fundo da imagem, também foi incluído no aplicativo de câmera.

Ambos os sensores habilitam por padrão o HDR, que garante fotos com cores mais vivas e sem tantos ruídos em locais com pouca iluminação. Por isso, recomendo que você não mexa nessa opção. Inclusive, ela faz toda a diferença em lugares assim. O HDR não faz milagres, portanto não espere imagens surpreendentes, em especial nesses locais com luz baixa ou sem nenhum ponto iluminado.

Desempenho e bateria

Na época em que chegou às lojas por aqui, o Galaxy J8 assustou pelo valor. Afinal, o aparelho em si não traz nada de especial para um dispositivo da categoria, com especificações bem abaixo do esperado pelo preço antigo de quase R$ 2 mil. O processador é o Snapdragon 450 quad-core de 1.6 GHz, além de GPU Adreno 506 e 4 GB de memória RAM. São características regulares que não me deixaram na mão durante minhas tarefas de rotina - ouvir músicas, assistir vídeos no YouTube, registrar momentos com a câmera fotográfica e rodar jogos simples.

No entanto, notei alguns engasgos durante a abertura e alternância entre aplicativos. E não precisa ser em ferramentas pesadas, não: WhatsApp e Twitter, que não são programas tão pesados, demoraram mais do que o normal para serem inicializados. Jogos mais parrudos, então, nem se fala - é quase um tormento se manter estável, principalmente em games online, que exigem um maior poder de processamento.

Também foi um desafio tentar utilizar os recursos de desbloqueio biométrico e facial. O cadastramento é bastante simples e rápido, mas o mesmo não se pode dizer da utilização, de fato. Além de demorados, algumas vezes o dispositivo não reconhecia o meu rosto ou impressão digital, o que me obrigava a digitar uma senha PIN. A biometria funcionou melhor, mas poderia ser mais apurada para responder prontamente ao meu comando. E no caso do reconhecimento de face, o sistema não sabia diferenciar quando eu estava de óculos ou sem o acessório.

Em contrapartida, a bateria é uma das melhores da família Galaxy J. Ela possui 3.500 mAh e, em conjunto do Snapdragon 450, entrega resultados eficientes que dispensam mais de uma recarga por pelo menos dois dias - isso se você não exagerar no brilho da tela, conexões (Wi-Fi, rede móvel) e reprodução de vídeos. Apesar de não possui carregamento rápido, a bateria foi de 0 a 100% em cerca de 2h45, um tempo razoável para completar totalmente a carga do aparelho.

Conclusão

O J8 é um dispositivo excelente para atividades do dia a dia, mas não espere nada muito espetacular caso queira executar programas mais pesados. E não apenas isso: a tela, que deveria ser o principal atrativo do aparelho, perde seu destaque porque não oferece resolução Full HD, algo que se tornou padrão até em dispositivos mais básicos, e pela falta de um ajuste automático de brilho. Com a atualização para o Android Pie adaptado à One UI, o uso ficou bem mais fácil, embora, como disse anteriormente, tive de devolver o smartphone antes que o update fosse liberado.

Em uma pesquisa rápida, encontrei o Galaxy J8 por R$ 1.068 - um alívio perto dos quase R$ 2 mil de um ano atrás. É um bom aparelho, que agora figura na categoria dos smartphones mais simples, mas que deve atender uma parcela da população que ainda não está tentada a pagar a partir de R$ 1.5 mil em um telefone que tenha praticamente as mesmas funções. Se você não se importa muito com qualidade de tela, nem busca um desempenho surreal, então o J8 pode ser uma boa alternativa.

em resumo
6 Pontuação
Galaxy J8 Samsung
R$ R$ 1.649 veja na loja
Galaxy J8
Design6
Tela5
Desempenho6
Bateria5
Câmeras6
Recursos5
Sistema7

Uma ponte entre o básico e o intermediário, oferecendo tela esticada, bateria eficiente e ótimos recursos de fotografia, mas sem resolução HD e ajuste automático de luz.

Prós
  • Tela “esticada” com maior campo de visão
  • Bateria que dura muito
  • Câmeras com bons resultados
  • Agora com preço competitivo
Contras
  • Display sem resolução HD
  • Sem ajuste automático de luminosidade
Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site