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Google Chrome: o que esperar do browser lançado pelo Google
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Google Chrome: o que esperar do browser lançado pelo Google

O navegador opensource do Google já está disponível para download, descubra o que você vai encontrar nele.

Redação da PC World

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Atualizada às 16h20

chrome_150O Google anunciou hoje (02/09), ainda em versão beta, o navegador Chrome, construído em código aberto e que chega para esquentar a briga no mercado de browsers, liderado pelo Internet Explorer  (Microsoft), que acaba de receber um segundo beta, e Firefox 3 (Mozilla).

Com base no que o Google ‘deixou’ vazar em uma história em quadrinhos publicada no blog da empresa, fizemos um levantamento das novidades que o Chrome introduz.  Estamos avaliando o novo browser e tão logo o review esteja finalizado, vamos publicá-lo.

> Clique aqui para baixar o Google Chrome 

Código aberto
Segundo a empresa, a opção de criar um browser open source se baseia num conceito que o Google adota internamente: “Queremos que os outros adotem nossas idéias, da mesma forma que adotamos boas idéias dos outros”.

> Galeria: screenshots de telas do Chrome
> Mozilla: Chrome não é uma surpresa

Arquitetura
De acordo com o Google, os diversos componentes dos browsers atuais (HTML, Javascript, plug-ins) trabalham de forma assíncrona. Em outras palavras, o navegador deve esperar que uma determinada API seja completada para retomar o controle e dar início a uma nova tarefa.

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O Chrome, afirmam os engenheiros do buscador, irá trabalhar com múltiplos processos simultaneamente, cada qual com uma cópia da informação e com recursos próprios do sistema para realizar sua tarefa.

Com isso, as aba do navegador irão trabalhar de forma totalmente independente; se uma determinada aba exige um recurso que não está disponível (e que não é usado por outra aba), apenas essa aba será afetada, já que todas as demais continuarão operando normalmente.

Na prática, se uma aba der pau, apenas essa aba será fechada. Arquitetura semelhante está sendo adotada pela Microsoft e que já está presente no IE8 Beta 2.

Mas o Chrome introduz uma diferença: ao fechar uma aba no navegador do Google, o sistema libera toda a área de memória ocupada por ela, o que não costuma ocorrer com os demais browsers, tornando-a disponível para qualquer outro processo que exija tal recurso.

Processos
O Google incluiu um gerenciador no Chrome para permitir ao usuário identificar que processos do navegador estão consumindo mais recursos do sistema. Dessa forma, se há um plug-in devorando memória, o usuário terá o poder de matar esse processo, melhorando o desempenho do navegador com um todo.

O gerenciador de tarefas do Windows só permite uma visualização macro: é possível saber, por exemplo, que o Firefox está consumindo um determinado percentual da memória, mas não identificar que processo do browser é o responsável por isso; caso o usuário resolve interromper sua execução, o navegador como um todo será afetado.

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Webkit
O Chrome utiliza esta ferramenta como motor de renderização e que, segundo o Google, é extremamente rápido e é o mesmo usado no Android, tanto pela eficiência no uso dos recursos do sistema quanto pela facilidade de aprendizado por parte dos desenvolvedores.

Interface com usuário
À primeira vista, o que mais deve chamar a atenção de quem usar o Chrome pela primeira vez é a posição das abas. Segundo o Google, a decisão de colocar as abas para cima (em vez de ‘dentro’ da página) segue a própria arquitetura do software: como cada aba utiliza recursos independentes do browser, ele passa a ser tratada também como um processo independente.

chrome_nova_aba

O que o usuário ganha com isso? Segundo o Google, mais controle sobre cada aba, que terá sua própria caixa de endereços e informações independentes e relacionadas apenas com a aba em questão – num processo que o buscador denomina Omnibox.

Ele será responsável não só por lidar com endereços na web, mas por oferecer ao usuário um grande número de informações relacionadas com a página visitada.

chrome_controle

O Google promete melhorias significativas no recurso de autocompletar e que, segundo a empresa, vão impressionar o usuário por conta da precisão com a qual o navegador adivinhará o que o usuário deseja fazer, à medida que o browser ‘aprende’ a partir dos hábitos do usuário.

Quando usuário pedir ao browser para abrir um nova aba, no lugar de encontrar uma página em branco (ou ainda sua landing page), o Chrome vai apresentar uma aba com miniaturas das nove páginas mais visitadas pelo usuário, acompanhadas das buscas recentes realizadas por ele.

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Privacidade
O Chrome introduz modo de navegação na qual o usuário pode navegar incógnito em determinada janela. Segundo o Google, uma vez ativado, nada do que for feito dentro daquela janela será registrado nos logs do computador usado.

Pop-ups
Nada mais chato do que ser importunado por um pop-up gerada por uma aba que não esteja ativa em determinado momento, mas que aparece sem mais nem menos na tela do usuário. O Chrome introduz um mecanismo que mantém cada pop-up restrito à sua respectiva aba, minimizadas na parte inferior do navegador, sem importunar o usuário.

Segurança
O Chrome levou para o browser o conceito ‘caixa de areia’ (sandbox) que algumas ferramentas de segurança já usam há algum tempo. Com ela, cada processo pode usar recursos do sistema, mas sem a capacidade de fazer alterações (gravar, sobrescrever ou alterar áreas sensíveis do sistema).

Segundo o Google, esses processos também não têm acesso a informações referentes a outros processos que estejam acontecendo em outras janelas do browser – por meio de perímetros bem definidos, mantendo as informações dos usuários em segurança.

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