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Huawei Honor: muito fôlego e recursos sofisticados
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Huawei Honor: muito fôlego e recursos sofisticados

Smartphone Android traz processador de 1.4 GHz, câmera de 8 MP e uma excelente autonomia de bateria

Rafael Rigues, PCWorld Brasil

Foto:

O Huawei Honor é mais um smartphone Android que vem para competir na faixa de preço dos R$ 999, que traz modelos com preço mais acessível que os “top”, mas recursos mais sofisticados que os aparelhos de entrada, sem abrir um rombo no bolso. Neste caso, recursos como uma bateria de longa duração, câmera de 8 MP e uma boa tela de 4 polegadas.

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Huawei Honor

O design é sóbrio: um tijolinho preto com cerca de 12 x 6 cm, 1.1 cm de espessura e peso de 140 gramas. O único adorno na frente são os quatro botões Android sensíveis ao toque abaixo da tela. Na lateral esquerda fica o controle de volume, em cima o botão de força e saída de fone de ouvido e embaixo a porta mini USB. Não há botão pra câmera ou saída HDMI. Os slots para um cartão microSD e o SIM Card (de tamanho normal) ficam debaixo da tampa traseira, e é necessário remover a bateria para acessá-los.

A tela acumula marcas de impressões digitais com incrível facilidade. A tampa traseira é texturizada, o que ajuda a evitar que o aparelho escorregue das mãos e oculta sujeira e eventuais riscos. O Honor é bem construído, e no geral a sensação é de um aparelho sólido e durável. 

Hardware

O Honor é baseado em um processador Qualcomm Snapdragon (um MSM8255T) rodando a 1.4 GHz e acompanhado por 512 MB de RAM. É a mesma plataforma usada em aparelhos como o Nokia Lumia 800. Tem 2 GB de memória interna (expansível com cartões microSD) e duas câmeras: uma traseira de 8 MP com Flash, e uma frontal com resolução VGA, para videochamadas.

A tela LCD tem resolução de 480 x 854 pixels. A qualidade de imagem é boa, sem distorção mesmo quando vista de ângulos extremos. Um ponto de destaque é a visibilidade sob a luz do sol: nessas condições ela se torna transflexiva, ou seja, usa a luz ambiente refletida para iluminar a tela, em vez do backlight. Com isso a imagem é perfeitamente visível mesmo debaixo de um sol de meio-dia, às custas de um pequeno prejuízo na fidelidade de cor: áreas brancas ganham um brilho dourado metálico. Melhor isso do que não enxergar nada, como é comum em muitos outros aparelhos.

Software

O Honor foi lançado no Brasil com o Android 2.3.6, mas recebeu recentemente uma atualização gratuita para o Android 4.0.3. O aparelho que testamos já havia sido atualizado. O sistema é surpreendentemente “limpo”, com pouquíssimas modificações em relação ao Android puro, o que é muito bom.

Quando há mudanças, elas são para melhor. Entre elas um gerenciador de arquivos bastante versátil, que organiza os arquivos por categorias (músicas, vídeos, apps) além de pastas e permite fazer backup de aplicativos instalados, um aplicativo de câmera com mais recursos e um aplicativo de segurança que permite bloquear chamadas de/para determinados números e também traz um cofre de senhas, criptografia de arquivos no cartão de memória/memória interna e uma “central de privacidade”, que apaga dos registros mensagens e chamadas de números considerados “privados”. 

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A tela inicial no Honor. Android 4 quase "limpo"

Curiosamente, depois do upgrade para Android 4.0.3 o cliente para o serviço Huawei Cloud+, que oferece aos proprietários do Honor 16 GB de espaço online para armazenamento e serviços como localização do aparelho, desapareceu. Ele vem pré-instalado na versão 2.3.6 do sistema operacional, mas não o encontramos pra download nem no site do serviço (hicloud.com) nem no Google Play.

Multimídia

A câmera de 8 MP do Huawei Honor pode impressionar no papel, mas na prática os resultados não correspondem à expectativa, especialmente quando comparadas às de outros aparelhos com resolução similar como o Galaxy S II, Galaxy S III e RAZR. As fotos diurnas feitas sob a luz direta do sol são boas, mas vá para a sombra e elas se tornam meramente adequadas, já que a saturação das cores é baixa. Já as fotos noturnas e em ambientes com pouca luz sofrem com ruído excessivo. Na hora de filmar é possível gravar vídeos em HD (1280 x 720 pixels).

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Exemplo de foto à sombra: saturação de cores poderia ser melhor. Clique para ampliar

Também notamos um atraso no obturador, ou seja, há um intervalo de quase um segundo entre você apertar o botão na tela e a foto realmente ser feita, o que pode ser um problema ao fotografar cenas de ação, crianças e animais de estimação. O software da câmera tem vários recursos, entre eles “touch to focus” (basta tocar na imagem para focar naquele ponto), zoom digital, vários modos de cena, efeitos de cor e um modo HDR, que processa as imagens para realçar o contraste e a saturação de cor.

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Detalhe a 100% de uma foto noturna: note o ruído excessivo no céu. Clique para ampliar

Desempenho

O processador single-core de 1.4 GHz do Honor dá conta das tarefas do dia-a-dia, mas não bate recordes quando o resultado são benchmarks ou jogos mais sofisticados. No geral não tivemos problemas ao navegar na web (usando o Chrome, uma das vantagens de um aparelho com Android 4), tirar fotos, interagir em redes sociais ou fazer e receber chamadas, embora por algumas vezes tenhamos notado uma “pausa” ao voltar à tela inicial: o papel de parece aparecia, mas eram necessários 1 ou 2 segundos para que os ícones e widgets voltassem ao lugar.

Também conseguimos reproduzir vídeo em HD (720p), desde que no formato adequado (.mp4). Mas ele engasgou quando tentamos algo mais “exótico”, como um MKV em HD com legendas integradas, mesmo tentando um player alternativo como o Dice Player.

O Honor não é um aparelho feito para rodar jogos sofisticados como N.O.V.A. 3 ou GTA III na qualidade gráfica máxima, mas ainda assim a diversão não deve ser problema: rodamos jogos como Sonic the Hedgehog 4: Episode II e Asphalt 7 com qualidade gráfica e desempenho satisfatórios. Jogos mais simples e tão divertidos quanto, como Angry Birds Space e Cut the Rope, também não são problema.

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Resultado de um benchmark no AnTuTu. Modesto

Por fim em nosso benchmark de desempenho, o AnTuTu, o Huawei Honor chegou à marca dos 3930 pontos. Atrás de concorrentes na mesma faixa de preço, como o Galaxy S II Lite da Samsung, que com seu processador Dual-Core de 1 GHz chega aos 5161 pontos

Um problema que notamos no dia-a-dia não está relacionado ao desempenho em si, mas afeta a percepção dele: a tela parece ser menos sensível ao toque do que em outros aparelhos, por vezes ignorando toques leves que, em concorrentes, seriam registrados. O problema é esporádico, e em vários momentos tive de tocar duas ou três vezes sobre um item na tela até que tivesse uma resposta. A sensação é que o aparelho está “demorando” para responder ao comando quando, na verdade, nem o reconheceu. A solução é se acostumar a fazer toques mais longos, e com um pouquinho mais de força.

Autonomia de Bateria

É aqui que o Honor começa a surpreender e deixar os outros aparelhos de sua categoria para trás. Em nosso teste de reprodução de vídeo, com o brilho da tela em 50% e o aparelho no modo avião, cheguei a uma autonomia de bateria de cerca de 11 horas.

Já no dia-a-dia a autonomia varia de acordo com o perfil de uso. Sob uso leve, observei uma média de 31 horas (isso mesmo, um dia e sete horas) de autonomia com uma carga antes do aviso de 15% restantes. Cheguei até mesmo a conseguir 2 dias e 8 horas em um dia de pouquíssimo uso (aparelho em stand-by na maior parte do tempo) mais uso leve no dia seguinte, e a bateria ainda tinha 27% de carga restante quando cansei de esperar ela se esgotar e pluguei o aparelho em um carregador.

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Não é miragem: o Honor realmente aguentou tudo isso fora da tomada, com uso leve

Mesmo sob uso mais intenso consegui uma autonomia de quase 16 horas. São números muito, muito bons. Se você procura um smartphone Android que não precise recarregar toda noite, encontrou.

Veredito

O maior problema do Huawei Honor é que seu preço (R$ 999 na loja online do fabricante, em huaweismartstore.com.br) o coloca em uma situação complicada: ele custa o mesmo que um concorrente como o Samsung Galaxy S II Lite, que tem desempenho bastante superior e uma câmera que, apesar de ter “apenas” 5 MP, faz fotos com melhor qualidade. Olhando assim, o aparelho da Samsung parece a escolha óbvia.

Mas desempenho não é tudo: o Honor se sai bem nas tarefas do dia-a-dia e tem uma versão mais atualizada do sistema operacional, o que em minha opinião conta pontos a favor. E um detalhe que realmente importa: uma bateria impressionante, com fôlego para durar um dia inteiro e até mais. É uma questão de definir o que é mais importante para você: fôlego ou força bruta? 

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