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O retorno do Zip Drive
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REVIEW

O retorno do Zip Drive

Nova mídia da Iomega é capaz de armazenar mais informação que um CD de dados - 715 MB após formatado. Confira nosso teste.

Mário Nagano

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Características
Pró:

  • Mídia confiável e alta capacidade de armazenamento.
  • Contra:

  • Mídia relativamente cara se comparada com os CDs.
  • Resumo:

  • Unidade de armazenamento e leitura de discos magnéticos de 750 MB, com porta USB 2.0.
  • Preço:

  • R$ 999
  • À primeira vista, o novo Zip 750 da Iomega pode parecer algo até supérfluo num mundo em que boa parte dos PCs já vem com gravadores de CD-RW, capazes de armazenar de uma só vez mais de 700 MB num CD-R ou até 530 MB, em várias vezes, em um CD-RW. Versáteis e de baixo custo, essas mídias praticamente conquistaram corações e mentes dos usuários que as elegeram como padrão de mercado para armazenamento de dados em PCs.

    Apesar do sucesso retumbante, nem tudo são flores no mundo dos discos ópticos: além de relativamente frágeis, o processo de formatação de um CD-RW ou a gravação de um CD-R não podem ser considerados uma experiência agradável em 100% dos casos. É sob esse ponto de vista que o Zip 750 começa a fazer sentido.


    O Zip 750 é capaz de armazenar até 715 MB após formatado


    Como o próprio nome sugere, o novo Zip é capaz de guardar até 715 MB de dados (após formatado) num disco magnético devidamente protegido pela mesma capa rígida e resistente usada nas versões de 250 MB e 100 MB. Convém ressaltar que, embora seja capaz de ler e gravar dados nos discos Zip 250, nos Zip 100 ele permite apenas a leitura de dados. O Zip 750 também não possibilita a formatação física desses discos de menor capacidade. Por se tratar de mídia magnética, o usuário pode fazer a transferência de dados sem ter de interromper o seu trabalho, muito menos temer a ocorrência de erros de underrun.

    Leve e compacto, o novo Zip 750 já vem equipado com uma porta USB 2.0 (compatível com o padrão USB 1.x). Devido ao maior consumo, porém, ela não pode ser energizada pelo cabo USB, portanto necessita de uma fonte de externa. Infelizmente, a leitora não vem com uma mídia incluída.

    O processo de instalação do equipamento foi relativamente simples, bastando ligá-lo a uma porta USB livre no PC de testes (com Windows Me instalado) para que fosse automaticamente reconhecido como um disco removível. Entretanto, toda a sua funcionalidade só foi possível ser obtida com a instalação do utilitário Iomegaware que acompanha o produto. Também faz parte do pacote o guia de instalação rápida, documentação em CD, aplicativos e utilitários (com versões em português), o que inclui um sistema de backup, o Iomega Sync, que atualiza os arquivos alterados em tempo real e sincroniza dados entre os PCs, e até uma versão do Musicmatch Jukebox, um pacote completo de gerenciamento, reprodução, captura e gravação de CDs no formato MP3.

    Para a realização dos testes utililizamos como referência o diretório /i386 contido no CD de instalação do Windows NT 4.0, formado por mais de 3.400 arquivos gravados em 108 subdiretórios, o que totaliza cerca de 83 MB de dados, além de uma versão do mesmo diretório agrupado em um único arquivo não-compactado gerado pelo WinZip (i386.zip). Para efeito de comparação, efetuamos os mesmos testes numa unidade Zip 100 ATAPI, interno, padrão IDE (veja os resultados no gráfico). Os testes sintéticos foram realizados com o disco rígido Tach 2.61, que mediu velocidades médias de leitura de 4,87 MB/s e de gravação de 3,8 MB/s com a porta USB 2.0.

    Na verificação da taxa de transferência do PC para o Zip 750, pudemos observar que não existe muita diferença entre o USB 1.1 e o 2.0 quando o equipamento executa um número elevado de arquivos pequenos, já que o Zip perde mais tempo organizando do que transferindo dados. Entretanto, esse cenário muda totalmente quando se trata de grandes arquivos. Curiosamente, o Zip 100 ATAPI obteve um desempenho mais regular em ambos os casos. No processo contrário, ou seja, do Zip 750 para o PC, os tempos variaram pouco na transferência de grandes arquivos, mas reduziram-se consideravelmente no caso do diretório de dados.

    Apesar de todas essas vantagens, existe um preço a ser pago por isso, em especial pela mídia de 750 MB, que custa algo em torno de R$ 87, bem acima do preço médio de um CD-RW. Na nossa opinião, o Zip 750 pode ser uma ótima alternativa ao CD-RW, principalmente em aplicações de backup e armazenamento de dados. Sua compatibilidade, mesmo que limitada aos Zips de menor capacidade, pode ser atraente para alguns usuários.

    Dark Technologies; Rio Branco Distribuidora: (11)3641-1170; 0800-139455 - http://www.darck.com.br; http://www.riobranco.net.br

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