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Um Google Earth open source e educativo
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Um Google Earth open source e educativo

Conheça detalhes sobre a criação e o funcionamento do World Wind, software de imagens de satélite da Terra e da Lua criado pela Nasa

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Conheça detalhes sobre a criação e o funcionamento do World Wind, software de imagens de satélite da Terra e da Lua criado pela Nasa

Emilio José García – PC WORLD/Espanha

World Wind snapshots - 200xO World Wind é um visualizador tridimensional do planeta Terra que nos permite viajar de maneira virtual para qualquer parte dela. A Nasa, agência espacial norte-americana, põe à nossa disposição a possibilidade de contemplar as imagens que determinados satélites fazem da Terra. Parecido com o mais famoso Google Earth, o sistema, na verdade, carrega imagens menos detalhadas, pois utiliza apenas fotografias de domínio público. Porém, como é focado no uso científico e educacional, tem como vantagens o fato de ser um software código aberto, portanto oferece maior liberdade para a criação de plug-ins e a possibilidade de acesso a estudos e mapas relacionados a temas como agricultura, atmosfera, biosfera e clima.

Diferentemente do Google Earth, que traz fotos aéreas de muitos edifícios famosos e tem interação com buscas de lojas, hotéis, restaurantes e diversos outros serviços, o World Wind é mais indicado para a observação geográfica do planeta. Além dos ícones dos diferentes tipos de vista que podem ser mostrados, o programa tem apenas uma simples barra de menu. A navegação é basicamente toda pelo mouse. Outro recurso bastante interessante é a possibilidade de troca a Terra pela Lua, ou seja, de viagens pelas crateras do nosso satélite natural (última imagem da seqüência ao lado).

Histórico e instalação

Em setembro de 2004, a Nasa lançou na internet o LT Animated Earth Open, com a intenção de tornar mais acessíveis a todos determinadas imagens de satélites que permitem o estudo do nosso planeta. Surgiu, portanto, com fins eminentemente didáticos. Em 13 de dezembro do mesmo ano, o projeto mudou de nome e passou a chamar Nasa SVS (Nasa Scientific Visualization Studio).

Graças a este projeto, foram colocados à disposição dos usuários terabytes de informação em imagens obtidas a partir de satélites próprios e outros de acesso livre. Esta gigantesca base de dados é gerida através da web por dois visualizadores que funcionam em modo cliente. Estes dois programas visualizadores são o World Wind, cuja primeira versão foi publicada em agosto de 2004, e o EarthFlicks. O World Wind tem instalação mais simples e é mais fácil de usar.

Em outra diferença com relação ao Google Earth, o software da Nasa permite a definição manual do tamanho do cache (quantidade de imagens que são baixadas da internet no disco local para a visualização) ou mesmo, por meio de um plug-in, a cópia das imagens de forma a não mais precisas da internet para passear pelo planeta. Sendo assim, é possível configurá-lo para uso mais veloz, por exemplo, na rede de uma sala de aula.
 
Depois de instalar o software, é interessante baixar alguns dos diversos plug-ins que tornarão possível, por exemplo, acompanhar a devastadora passagem de furacões e tsunamis. Você pode experimentar e tentar acrescentar seus próprios scripts ou plug-ins ou usar os que a comunidade de desenvolvedores disponibiliza.

O programa funciona em ambiente operacional Windows 2000 ou XP e precisa de, no mínimo, um Pentium III  ou AMD Athlon, 256 MB de RAM e 2 GB de disco rígido. É recomendável ter uma placa gráfica o mais potente possível para agilizar as animações que o programa pode nos mostrar. É necessário Directx 9.0c e o ambiente de desenvolvimento .NET, mas não se preocupe com isso, já a instalação normal do software se encarrega.

Funcionamento

As imagens detalhadas de edifícios e casas presentes no Google Earth, em sua maioria, vêm de satélites comercias e, portanto, custam dinheiro. No caso do World Wind, como ele depende de imagens científicas e públicas, a resolução será sempre inferior. Em algumas regiões dos Estados Unidos, chega a 1 metro por pixel, mas, em quase todo o planeta, não passa de 30 metros por pixel.

Isto, porém, é mais que suficiente para a maioria das missões assumidas pelo programa, como o estudo de fenômenos climatológicos, a visualização da Terra durante a noite, a observação do movimento de geleiras, icebergs e nuvens e o exame de interações solares como a radiação e as auroras boreais.

Graças ao World Wind, podemos estudar em casa os vulcões, furacões, tormentas ou o movimento das placas tectônicas, realizar representações colorimétricas da densidade demográfica e todo tipo de evolução atmosférica ou da biosfera.

Na interface de visualização, a velocidade do zoom e do deslocamento pelo planeta pode ser configurada pelos menus de opções. Os ícones no alto da tela permitem a exibição de informações como fronteiras políticas e bandeiras dos países e nomes das principais cidades. Além disso, há ícones para os diferentes sistemas de visualização dos satélites, para ativar a informação de coordenadas geográficas ou um sistema de visualização de camadas para facilitar ainda mais a navegação.

Faça o download gratuito do World Wind em worldwind.arc.nasa.gov

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