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17 polegadas a preço de banana
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17 polegadas a preço de banana

A popularização dos monitores de LCD fez com que o preço dos modelos CRT de 17 despencasse. É a melhor hora para fazer um upgrade

Mário Nagano

Foto:

SyncMaster 794MB - 200xSem quase nenhuma chance de errar, é possível afirmar que o objeto de desejo da maioria dos usuários de computador quando o assunto é monitor de vídeo é um equipamento de cristal líquido. Não é para menos. Além de elegantes, os modelos que adotam a tecnologia economizam um bocado de espaço na mesa de trabalho, são mais econômicos no consumo de energia e menos prejudiciais à saúde. Mas, apesar do preço ter caído bastante nos últimos tempos, um monitor de LCD não é, propriamente, uma pechincha. Um modelo de 17 polegadas custa atualmente a partir de 950 reais. Caro para seu bolso? Por aproximadamente metade desse valor é possível comprar uma versão CRT de 17 polegadas. Se você pesquisar bem pode gastar até menos do que isso.

Os preços dos equipamentos CRT caíram sensivelmente justamente porque o mercado de LCD avança a passos largos. Portanto, se você pretende trocar os monitores antigos de 14 ou 15 polegadas da sua empresa por versões que proporcionem maior conforto, essa é a hora. E os monitores CRT, apesar de antigos, têm suas vantagens em relação aos equipamentos LCD. Em primeiro lugar, trabalham com várias resoluções, ao contrário dos LCDs que operam bem apenas na resolução nativa. Os usuários de monitores com tubos de raios catódicos também não enfrentam problema com pontos apagados na tela, ângulo de visão restrito, cores menos precisas ou demora no tempo de resposta. Essas características, por exemplo, os colocam no topo da preferência dos jogadores.

Monitores CRT preço - 271xConvencido das vantagens, mas em dúvida sobre qual equipamento comprar? PC WORLD avaliou cinco monitores de vídeo CRT de 17 polegadas à venda no Brasil. São os modelos FT 720, da AOC; ThinkVision C170, da Lenovo; Flatron F700P, da LG; SyncMaster 794MB, da Samsung; e E70fSB, da Viewsonic. Da lista, o SyncMaster 794MB (499 reais) conseguiu o melhor equilíbrio entre desempenho e preço. O aparelho da Samsung tem desenho bastante convencional e gabinete na cor bege, mas com frente cinza escuro, cor que cansa menos a vista, segundo os especialistas. Entre todos os equipamentos avaliados, é o único produto que custa menos de 500 reais que apresenta tempo médio entre falhas (MTBF) em torno de 50 mil horas. Os produtos da Viewsonic e da AOC, de 499 reais e 489 reais, respectivamente, têm MTBF de 30 mil horas. O SyncMaster 794MB também segue as principais normas técnicas e é um dos produtos mais econômicos no consumo de energia.

> Confira um quadro comparativo dos cinco modelos testados

Sua saúde agradece
Normas controlam desde a
quantidade de emissões
eletromagnéticas à possibilidade
de reciclagem dos equipamentos

Se você já observou as especificações
técnicas de um monitor, deve ter
notado uma infinidade de certificações
que atestam se um produto atende a
determinadas normas de saúde,
segurança e economia de energia.
Ficar por dentro de todas é difícil, mas
vale estar atento a algumas delas. Há
normas, por exemplo, que controlam
as emissões eletromagnéticas (EMC)
prejudiciais à saúde. A primeira
tentativa de proteção dos usuários
contra os campos elétricos gerados
pelo monitor foi a criação da norma
MPRII, em 1990, pelo Swedish
Board for Technical Accreditation
(SWEDAC). A medida das radiações
eletromagnéticas do tipo ELF e VLF
era tomada a uma distância de 50
centímetros da tela. Em 1992, a
confederação sueca de trabalhadores
(TCO) criou a TCO'92, um padrão
ainda mais restritivo quanto aos níveis
de emissão. A distância de medição
da TCO’92 é de 30 centímetros.

Mas os cuidados não pararam aí. Por
meio de uma parceria entre a TCO e
os organismos Naturskyddsföreningen,
NUTEK e SEMKO AB surgiu a
TCO'95, norma que vai além do
monitor e engloba todo o computador,
observando itens como ergonomia,
geração de calor e ruído, uso de
materiais e eficiência energética, além
de alguns cuidados ambientais. A
última dessas normas, a TCO’99 vai
mais fundo nas preocupações
ecológicas, restringindo o uso de
determinados metais pesados e
compostos clorados e bromados na
fabricação dos equipamentos, e
determinando a preparação dos
mesmos para futura reciclagem.

Resumindo, caso você esteja
preocupado com sua saúde, as
normas seguem a seguinte ordem,
partindo da mais branda para a mais
restritiva: MPRII, TCO’92, TCO’95
e TCO’99. Se as questões ambientais
forem importantes para você, a
conformidade com a TCO’95 é o
mínimo aceito.

Apesar dessas vantagens, nem a resolução máxima suportada (1.280 por 1.024 pontos a 65 Hz) nem a recomendada (1.024 por 768 a 85Hz) do produto SyncMaster 794MB são as maiores entre os competidores. Para quem deseja trabalhar com resoluções muito altas, o mais conveniente é o modelo Flatron F700P, equipamento de tela totalmente plana da LG cuja resolução recomendada é de 1.280 por 1.024 pontos a 85 Hz (resolução típica de um monitor LCD de 17 polegadas) e a máxima suportada chega a 1.920 por 1.440 a 65 Hz. O segundo colocado nesse quesito, o ThinkVision C170, da Lenovo, chega apenas a 1.600 por 1.200 pontos a 65 Hz. A diferença entre a resolução máxima suportada e a recomendada está no conforto visual oferecido ao usuário. Normalmente, nas resoluções muito altas a taxa de atualização da tela do monitor, medida descrita em Hz, é muito baixa. Um valor inferior a 72 Hz pode causar cintilações na tela e, por conseqüência, cansaço visual e até dores de cabeça. O ideal é que a taxa de atualização da tela fique entre 75 Hz e 85 Hz – ou ainda mais, caso a opção esteja disponível.

Para analisar os monitores, todos os equipamentos foram regulados para seus níveis de brilho e contraste máximos e as cores calibradas com o uso do programa NaturalColor 2.0.1. Ao contrário dos modelos de cristal líquido, os monitores CRT possuem nível de brilho praticamente constante em toda a área da tela. Tanto que o desempenho isolado de cada monitor não variou muito nas avaliações. Nos testes de brilho médio, apenas o modelo da Viewsonic ficou um pouco abaixo dos concorrentes. Os produtos da Samsung, Lenovo, Viewsonic e AOC tiveram desempenho idêntico. Na uniformidade de brilho todos obtiveram a pontuação máxima (1), ou seja, apresentaram ausência de variação. No teste de contraste, medimos a diferença de brilho entre as áreas escuras e claras da tela. Para isso, dividimos a tela em um padrão xadrez de 16 casas, invertendo as cores e repetindo o processo. Os destaques nesse item foram os modelos oferecidos pela Samsung e pela Lenovo.

> Confira um quadro comparativo dos cinco modelos testados

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