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A primeira geração de máquinas do programa Computador para Todos vem com muitas semelhanças e algumas diferenças entre si. Confira teste com cinco delas

Mário Nagano

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A primeira geração de máquinas do programa Computador para Todos vem com muitas semelhanças e algumas diferenças entre si. Confira teste com cinco delas

infoway - 200x229Entre os primeiros sinais do governo federal de que havia a intenção de criar um projeto de inclusão digital e a definição de um programa transcorreu bem mais de um ano. Mas o fato é que, desde o final de 2005, Computador para Todos deixou de ser um substantivo abstrato e virou realidade. Até o encerramento desta edição, 35 empresas já haviam sido credenciadas e, em sua grande maioria, já tinham máquinas à disposição dos interessados.

Veja também
Tabela comparativa dos
 equipamentos avaliados

O programa do governo Lula estabelece um preço máximo (1.400 reais) e alguns requisitos mínimos, mas cada fabricante é livre para incrementar a configuração e tornar seu equipamento mais atraente que os PCs dos concorrentes.  E é isso mesmo que eles estão fazendo. O PC World Test Center analisou cinco máquinas com o selo Computador para Todos e se surpreendeu com o empenho das empresas em garantir o melhor hardware e a máxima funcionalidade. Os equipamentos testados foram o Iron Conectado 2800, da Epcon Eletrônica; o Itautec Mini Torre, da Itautec; o Computador Para Todos Novadata M2140, da Novadata; o Computador Para Todos A26, da Positivo Informática; e o Preview Smart, da Preview Computadores.

Apesar de o programa estabelecer que os computadores precisam ter pelo menos 40 GB de disco, 128 MB de memória e unidade de CD-ROM, todos os modelos são equipados com gravador de CD. A Itautec foi a única que, ao incluir esse item, tirou a unidade de disquetes. Com exceção do produto da Novadata, todos os computadores avaliados exibem 256 MB de RAM. Dos cinco modelos, quatro usam processador Celeron e um (o Iron Conectado 2800) vem com AMD Sempron 2800+ para soquete A, o mesmo soquete usado no Athlon XP – o chip Sempron 2800+, no entanto, deixou de ser produzido no início de 2005.

De longe, a configuração mais moderna é apresentada pelo Smart.  Equipada com Celeron D 326 (LGA 775) de 2,53 GHz, a máquina da Preview não foi a mais veloz desse comparativo, mas reúne algumas características interessantes, como o suporte para 64 bits (EM64T) e o recurso Execute Disable Bit, que protege o sistema contra ataques de buffer overflow. Fora isso, o Smart foi a única solução baseada no chipset Intel 915GL e configurada com disco rígido SATA de 80 GB, o dobro da capacidade de armazenamento dos concorrentes.

Quem quiser fazer uma escolha sem medo de errar pode optar pelo Itautec Mini Torre. O equipamento ficou com o título de Best Buy porque tem a relação entre custo e benefício mais bem equilibrada. A seu favor, o produto da Itautec conta com a maior rede de assistências técnicas, com 2.700 pontos de atendimento em todo o Brasil, e apresenta o Linux mais amigável com a distribuição Librix. Por falar em Linux, cada empresa optou por uma solução e um pacote de programas diferentes – a Novadata adotou o Insigne, a Positiva fechou com o Conectiva, a Epcon ficou com o Metasys Desktop e a Preview desenvolveu a solução própria Linux Preview.

Pingüim no comando
Como dos computadores populares não se espera desempenho excepcional e os benchmarks usados por PC WORLD não são compatíveis com Linux, fizemos uma avaliação funcional dos equipamentos, tendo por base rotinas como facilidade de criação de pastas, copia de arquivos, navegação e instalação de periféricos como pen drives e impressoras. Para cada uma dessas rotinas, atribuímos uma pontuação de acordo com o nível de dificuldade: fácil e intuitivo (três pontos); fácil, mas não muito intuitivo (dois pontos); possível, mas somente depois de algum trabalho (um ponto); e impossível (zero ponto). O objetivo foi valorizar o ambiente de trabalho mais amigável. Todos esses resultados foram computados, gerando resultados parciais que, somados, garantiram uma nota de avaliação funcional. Essa nota, por sua vez, compôs a avaliação final ao lado do suporte e das características técnicas.

Conclusão? O uso de Linux em desktops mudou muito – e para melhor. Assim como a Microsoft desenhou sua interface gráfica espelhando-se no Mac OS, as distribuições de Linux estão cada vez mais parecidos com o Windows XP. O acesso aos discos foi simplificado ao ponto de o usuário poder manipular arquivos do mesmo modo como faria no sistema operacional da Microsoft. As soluções da Epcon, da Novadata e da Positivo não proporcionam acesso fácil ao HD, permitindo a criação de pastas apenas na área de trabalho ou na pasta de arquivos pessoais. Essa precaução não é de todo ruim, já que evita que os usuários se percam nos intrincados diretórios do Linux.

Em termos de aplicativos, todos os PCs vieram com versões do Open Office. A Novadata incluiu mais de uma solução para certas aplicações, garantindo maior liberdade de escolha.  A política de acesso à web talvez seja o maior diferencial entre os computadores no que diz respeito ao funcionamento. A Positivo, por exemplo, exige que seus clientes passem por seu discador para navegar na web.

Conectar os computadores a uma rede Windows e acessar a internet com endereço dinâmico (via DHCP) foi um processo mais simples do que imaginávamos. Na maioria dos casos, bastou plugar o equipamento.

Como bate-papo online é uma aplicação apreciada, as empresas apostaram em comunicadores como o Gaim e o Kopete, compatíveis com os sistemas de mensagens mais populares, como o MSN Messenger, AIM e ICQ. O sistema de voz sobre IP Skype só não esteve presente na solução da Positivo.

Com a popularidade do Firefox, a experiência de navegação no Linux não difere muito da proporcionada pela Windows. Os únicos inconvenientes são o uso de fontes não escaláveis (o que dificulta a leitura de alguns textos) e a incompatibilidade com tecnologias como a ShockWave, da Macromedia, e alguns programas em Java VM. Aplicações populares como webmail (Terra Gmail e Hotmail) e home banking (Itaú, Banco do Brasil e ABN) e o acesso ao site da Receita Federal não apresentaram problemas em nenhum dos computadores testados.

Todas as versões de Linux vieram com interface em português. De um modo geral, é relativamente fácil alterar a tela de fundo ou mesmo mudar a resolução do monitor. A única exceção, neste caso, foi o Smart, cuja resolução estava travada em 640 x 480 pontos, falha que custou alguns pontos do equipamento da Preview na avaliação final. A empresa reconheceu o problema e explicou que os drivers que acompanhavam o produto enviado para teste não suportavam muito bem o chipset gráfico da placa-mãe (GMA 900), mas que o problema já tinha sido resolvido.

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