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Muitas vezes relegadas a chamarizes para a venda de PCs, as impressoras a jato de tinta ganharam recursos impensáveis há alguns anos. Testamos quatro modelos abaixo de 330 reais

Por Mário Nagano

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Muitas vezes relegadas a chamarizes para a venda de PCs, as impressoras a jato de tinta ganharam recursos impensáveis há alguns anos. Testamos quatro modelos abaixo de 330 reais

Canon Pixma 1600

Quando surgiram, no final dos anos 1980, as impressoras a jato de tinta ajudaram a revolucionar a computação pessoal. Eram simples, acessíveis e capazes de reproduzir textos e até gráficos em cores, um luxo para uma época dominada por irritantes impressoras matriciais e caríssimas máquinas monocromáticas a laser.

Passadas quase duas décadas, porém, os modelos perderam um pouco do charme em função de novidades como os polivalentes multifuncionais (que reúnem fax, scanner, copiadora e impressora) e equipamentos a laser de baixo custo. E foram relegados a duas grandes frentes: a reprodução de fotos digitais (imbatível no uso pessoal) e os modelos de entrada, aqueles que vêm quase como um brinde em ofertas de computadores econômicos.

Mas o que esperar de algo oferecido como presente? Fragilidade? Baixo desempenho? Impressão
sofrível? Para responder a essas perguntas, o PC World Test Center realizou um comparativo entre impressoras a jato de tinta com preços entre 199 e 329 reais. E o resultado mostra que alguns modelos ganharam recursos impensáveis há alguns anos, como maior velocidade de impressão e ótima qualidade fotográfica. O teste reuniu a HP, com sua DeskJet 5440; a Canon, fabricante da Pixma iP 1600; a Epson, que comercializa a Stylus C67; e a Lexmark, representada pela Z617.

Dentre elas, a que apresentou a melhor relação entre custo e benefício foi a Canon Pixma iP 1600 (cotada a 267 reais), distribuída no Brasil pela Elgin Info Products e merecedora do prêmio Best Buy. Como era de se esperar de um modelo de entrada, a iP 1600 é dona de um desenho simples, levado ao extremo de não ter sequer bandeja de saída de papel. Seu ponto forte foi o bom desempenho na impressão de documentos – veloz o suficiente para não matar o usuário de tédio, como aconteceu com outros modelos – e excelentes resultados também na reprodução de fotos. Outro aspecto de destaque é o atraente custo por página impressa: 0,09 real em preto e 0,31 real em cores, perdendo apenas para a Stylus C67, da Epson (0,08 real em preto e 0,26 real em cores).

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Algo mais sofisticado? Se o usuário estiver disposto a investir um pouco mais, em um produto com outros recursos, nossa sugestão é a HP DeskJet 5440 (329 reais). Seu desempenho ficou muito próximo do oferecido pela iP 1600 e foi até superior em alguns testes, como a impressão no modo rascunho. Como já havíamos observado em testes anteriores, a HP e a Canon atingiram qualidade de impressão fotográfica muito semelhante, a ponto de às vezes ser difícil diferenciar uma reprodução da outra.

Além isso, a DeskJet 5440 é o modelo que oferece o melhor suporte para os adeptos da fotografia digital: vem com interface PictBridge (que permite imprimir fotos diretamente de câmeras compatíveis com esse recurso) e é a única dentre os modelos analisados que tem a opção de trabalhar com cartucho fotográfico. Em contrapartida, seu custo de impressão ficou na faixa de 0,22 real em preto e 0,33 real em cores, valores comprometidos pelo fato de a DeskJet 5440 trabalhar apenas com um cartucho HP 92 (preto) e um HP 93 (colorido), ambos com autonomia baixa (210 e 175 impressões, respectivamente).

Entre os modelos da HP e da Canon, correndo por fora, ficou a Epson Stylus C67 (299 reais), dona de recursos exclusivos, como a tecnologia de impressão à prova d’água DuraBrite Ultra e uma agressiva estratégia de suprimentos baseada em cartuchos de tinta independentes, com preço sugerido de 29,90 reais (cada), e autonomia estimada em 350 impressões com 5% de cobertura.

Um dos grandes atrativos da tecnologia DuraBrite Ultra é o uso de tintas pigmentadas (inclusive nos cartuchos coloridos) de acabamento brilhante, o que permite a obtenção de resultados similares aos de seus concorrentes. Algumas diferenças de cor e contraste ainda são perceptíveis, porém, provavelmente pelo fato de as tintas pigmentadas (baseadas em elementos sólidos) não se misturarem tão bem quanto as baseadas em corantes líquidos usadas pelos concorrentes.

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O ponto fraco da C67 é seu desempenho. Nos testes realizados, sua velocidade de impressão se arrastou a 2,1 páginas por minuto (ppm) em preto e 0,8 ppm em cores (modo normal). O mesmo pode ser dito da impressão de gráficos. O equipamento levou em média 2min37s para imprimir nossa folha de teste em CorelDraw. Apenas na impressão no modo rascunho (7,4 ppm), o modelo da Epson conseguiu acompanhar as impressoras da HP (9 ppm) e da Canon (6,4 ppm).
Porém, seu modo rascunho produz caracteres simplificados, formados por segmentos de linhas horizontais, que distorcem um pouco os originais.

Orçamento apertado

Por último, para aqueles que dispõem de um orçamento realmente apertado, a opção pode ser a Lexmark Z617 (199 reais). Trata-se de um equipamento muito simples sob vários aspectos, mas que não deixa de cumprir suas tarefas básicas. No teste de reprodução de fotos, a Z617 apresentou resultados muito bons e cores precisas, mas sua técnica de impressão não se compara à tecnologia de suas concorrentes. As massas de pontos coloridos que formam a imagem são perfeitamente visíveis, principalmente nas áreas de sombra. Assim como a Stylus C67, o modelo da Lexmark deixou muito a desejar na velocidade de impressão. O modo rascunho também foi muito lento, embora tenha apresentado qualidade de leitura de um documento impresso superior à produzida pela Epson Stylus C67.

A Z617 evoluiu em relação aos modelos anteriores e não usa mais apenas um único cartucho. Trabalha agora com dois, o 10N0217 (preto) e o 10N0227 (colorido), possibilitando um consumo mais racional do suprimento em cores. A autonomia modesta dos cartuchos, porém, empurra o custo da página impressa para 0,32 real (preto) e 0,56 real (cores), um dos mais altos do nosso comparativo. O equipamento pode ser uma opção para aqueles que têm pouca demanda por impressos.

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