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Megapixels de montão
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Megapixels de montão

Câmeras digitais rompem a barreira dos 10 megapixels. Confira o teste com três modelos

Por Mário Nagano

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Câmeras digitais rompem a barreira dos 10 megapixels. Testamos três modelos

megapixelsDesde os primórdios da fotografia digital, o valor de uma câmera sempre foi medido pelo tamanho da imagem que a mesma era capaz de capturar, um conceito que foi resumido numa única palavra: megapixel (MP), tão simples de ser compreendido (e vendido) para o consumidor final quanto a escala de MHz nos PCs.

No princípio, essa idéia teve sua razão de ser, já que muitas câmeras abaixo de 2 MP não eram capazes de produzir uma ampliação fotográfica de 10 por 15 centímetros com boa qualidade.  Mas, rompida essa barreira, os fabricantes estabeleceram uma corrida pelo lançamento da câmera com maior resolução. 

Em 2004, surgiram os primeiros modelos de 8 MP. No final de 2005 chegou ao mercado a Nikon D200, com um sensor de 10 MP, um tremendo sucesso de vendas. O exemplo foi seguido por outras empresas, como a Sony, com sua DSLR-A100, e mais recentemente pela Canon, com a Digital Rebel Xti. 

O PC World Test Center avaliou três modelos de bolso com resolução de 10 megapixels, que justificam o investimento não apenas pela resolução: Lumix DMC-LX2, da Panasonic; Powershot SD900 Digital Elph, da Canon; e Photosmart R967, da HP.  O modelo que apresentou a melhor relação custo–benefício foi o SD900 (2.499 reais), contemplado com o selo Best Buy. 

Descendente de uma linhagem que remonta aos modelos com filme APS, a câmera SD900 é dona de um desenho compacto com linhas suaves, o que facilita a sua entrada e até a saída de qualquer bolso de camisa. Ela mede apenas 9,1 centímetros de largura por 5,7 de altura e 2,8 cm de profundidade, e pesa 205 gramas. Seu acabamento em titânio transmite um toque de requinte e exclusividade ao produto. E foi o único modelo a exibir um visor direto com zoom (recurso muito apreciado pelos fotógrafos mais conservadores), enquanto os outros modelos dependem do uso da tela LCD. 

Além do sensor de 10 MP, merece destaque o seu processador de imagem Digic III, particularmente eficiente para tratar o nível de ruído de fotos tiradas com ISO 1600 ou 3200, ou mesmo para melhorar áreas de sombra em cenas com diferenças acentuadas entre as regiões claras e escuras, que tendem a ficar subexpostas.

Entre suas funções mais curiosas está a chamada Face Detection AF, capaz de reconhecer detalhes da face humana (entenda-se olhos, nariz e sobrancelhas), fazendo destes seu ponto de foco. Com essa informação, a câmera também calcula a exposição correta. Entre os modos de cena mais inusitados, a novidade fica com um programa específico para fotografar peixes em aquários.

Também merece destaque a porta USB 2.0. Nos testes para descarregar 256 MB de imagens para o PC, a SD900 levou apenas 49 segundos, contra mais de 4 minutos gastos pelos modelos da Panasonic e da HP.

Isso significa que a SD900 é uma dádiva para os fotógrafos?  Não exatamente. Nossa impressão é de que o equipamento é voltado para amadores e entusiastas mais interessados em tirar fotos do que explorar seus recursos criativos.  Os ajustes manuais são limitados, e o produto não vem com estabilizador de imagem, um recurso bastante útil, presente no SD800 IS (2.199 reais), um modelo de 7,1 MP lançado ao mesmo tempo que a SD900.

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ClickPara quem está disposto a gastar um pouco mais para ter uma câmera versátil e exclusiva, a sugestão é a Lumix DMCLX2 (2.999 reais), um modelo de visual retrô, que tem como maior atrativo a objetiva Leica DC Vario-Elmarit de 28˜112 mm (a maior opção de grande-angular deste comparativo), desenvolvida pela Leitz. A Panasonic utilizou os 10 MP para criar uma das primeiras câmeras com sensor CCD Wide (16:9) do mercado.

Com isso, a Lumix é capaz de tirar o máximo proveito desse padrão, ao contrário das concorrentes, que conseguem o efeito aproveitando apenas a faixa central do sensor para chegar no formato retangular. Por causa disso, ela vem equipada com uma tela LCD também wide de 16:9 e adota o novo processador de imagem Venus Engine III, que, como o Digic III, da Canon, permite tirar fotos com ISO 1600/3200.

A Lumix possui alguns detalhes interessantes que lembram as câmeras do passado, como controles ao redor da lente, dial de opções de modo no topo e até uma tampa que protege o elemento frontal da lente. Tradicional, sim, mas não tão prática como as portas automáticas da Canon e da HP. O modelo da Panasonic oferece vários ajustes manuais, que, combinados ao seu formato Wide de objetiva com uma grande-angular real de 28 mm (contra 35 e 37 mm das concorrentes), permitem obter resultados muito criativos – difíceis de ser conseguidos mesmo com algumas câmeras mais profissionais. 

A Photosmart R967 (1.999 reais) pode ser considerada a mais conservadora entre as câmeras analisadas, em relação ao formato de imagem (4:3). Mas essa opção não deve ser desprezada. Ela vem com uma generosa tela LCD de 3 polegadas (a maior entre os modelos testados), estabilizador de imagem, ajustes manuais e um corpo metálico que, se não é tão charmoso quanto o da Canon, pode ser transportado tão facilmente quanto.

Uma das principais peculiaridades da série R, se comparada com os modelos japoneses, é sua interação com o fotógrafo, já que ela exibe controles mais simples e intuitivos. Um exemplo disso é o que podemos chamar de “senso crítico da câmera”, pois a R967 analisa constantemente as imagens tiradas, a ponto de alertar que o usuário tem tirado fotos fora de foco e, mais, dá dicas de como melhorar sua técnica. Ela sugere, por exemplo, o uso de um tripé e até mesmo onde comprar acessórios.

Confira a tabela de comparação dos modelos avaliados

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