Imagem de fundo do header
Testes realizados com o Penryn da Intel não surpreendem
Home  >  Review
REVIEW

Testes realizados com o Penryn da Intel não surpreendem

O processador de 45 nm fica devendo um show de desempenho, mas mantém a fabricante na dianteira tecnológica

Por Jon L. Jacobi, da PC WORLD (EUA)

penryn_70.jpg
Foto:

penryn_300Um
novo processador para desktops de alta capacidade da Intel, denominado
Penryn, é o primeiro chip da marca a ser fabricado com tecnologia de 45
nanômetros (nm).

Nos testes realizados pela PC WORLD nos Estados
Unidos, com a suíte WorldBench 6 rodando um sistema com um chip QX9650
Core 2 Extreme de 3 GHz, notamos apenas um pequeno ganho de desempenho
se comparado ao QX6850 Core 2 Extreme, também de 3 GHz, mas de 65 nm.

Mas é preciso fazer uma ressalva: nenhuma das aplicações simuladas no
teste utiliza as novas instruções SSE4 (Single Instruction, Multiple
Data Extensions 4), que devem acelerar a execução de tarefas-chave, tais como codec para vídeos, nas aplicações multimídia, como foi demonstrado pela Intel
recentemente.

Cada vez menor
Por hora, o que se espera é que o
processo de manufatura de 45 nm adotado pela Intel utiliza no Penryn
deve permitir o surgimento de uma nova família de processadores rápidos
para computadores de mesa.

Se a Intel tivesse um programa de TV próprio, com certeza este seria
intitulado de Querida, encolhi os chips. A família Penryn de
processadores - cujo lançamento está previso para a próxima semana
(12/11) nos Estados Unidos - é produzida utilizando um processo que
'encolhe' as características do chip para meros 45 nm, ou cerca de
1/18.000 de espessura de um fio de cabelo humano.

Ou seja, bem abaixo
da tecnologia utilizada na linha Core atual (65 nm) e ainda menor do
que alguns processadores Pentium 4 (90 nm). A Intel também já
demonstrou alguns avanços na tecnologia de 32 nm que devem ser usados
em processadores daqui a dois anos.

Ao diminuir o tamanho dos transistores, a Intel pode produzir mais
CPUs a partir da mesma quantidade de silício, ou construir
processadores mais complexos no mesmo espaço. O Celeron 300, produzido
em 1995 usando um processo de 250 nm, media 131 milímetros quadrados e
possuía 7,5 milhões de transistores; o atual Core 2 Duo de 65 nm ocupa
uma área um pouco maior, mas contém 291 milhões de transistores. Já o
novo Quad-Core 2 Extreme QX9650 de 45 nm testado por nós é maior - mede
214 milímetros quadrados -, mas contém a incrível quantia de 820
milhões de transistores.++++
penryn_150Na prática
O QX9650 é uma CPU quad-core voltada
para usuários entusiastas e aqueles que gostam de novidades
tecnológicas - a quem possa interessar, ele não traz proteção alguma
contra overclocking.

Na realidade, apenas alguns poucos jogos e aplicações high-end de
áudio ou vídeo podem, de fato, tirar vantagem de processadores com mais
de dois núcleos. Além disso, os usuários finais terão de aguardar até o
ano para encontrar chips dual-core de 45 nm a preços aceitáveis. Quando
esse review foi escrito, a Intel não dava pistas sobre o preço do
processador. Tomando por base o preço dos mais avançados processadores
atuais (Core 2 Extreme QX6850 e QX6800), cerca de mil dólares, dá para
imaginar que a nova CPU não será nada barata.

Como já acontece na linha quad-core atual, o Penryn é formado, na
verdade, por duas CPUs dual-Core montadas em apenas uma pastilha de
silício, com uma interface compartilhada de barramento rodando a 1.333
MHz. Cada uma destas CPUs carrega um cache de memória secundária (L2)
compartilhada de 6 MB (eram 4 MB cada, nas versões anteriores),
totalizando 12 MB. E esta memória secundária maior uma das principais
responsáveis pelo maior número de transistores.

Desempenho
Apesar de algumas otimizações e
aprimoramentos, incluindo um cache L2 maior, os resultados obtidos pelo
benchmark da própria Intel mostram um modesto ganho de desempenho do
Penryn sobre a última geração de chips 65nm com mesma velocidade de
clock, bem como economia de energia moderada.

Para conferir o ganho de performance do Penryn rodando com hardware
e programas atuais, montamos um sistema de testes usando uma placa-mãe
Asus Maximus Formula X38-based, 2 GB de memória DDR2-800, um par de
discos Seagate ST3320620AS de 320GB em array, e uma placa gráfica EVGA
GeForce 8800GTS. Ambos os processadores - QX9650 e QX685 - foram
testados com o WorldBench 6 Beta 2.

O QX9650 bateu seu irmão mais velho por mero um ponto (127 a 126).
Na média dos testes aplicados, o novo chip foi de 2% a 5% mais rápido,
mas foi mais lento no teste com o Nero e ainda mais devagar com o
WinZip, o que derrubou a média geral.

Os resultados com ambos os WorldBench colocam o chip na média entre
os cinco melhores para um PC para games, ainda que os HDs utilizados
nos testes não sejam os mais adequados para essa finalidade. Vale
reafirmar que nenhuma das aplicações do WorldBench 6
Beta 2 estão otimizadas para aproveitar os benefícios do SSE4 e apenas
algumas aplicações do WorldBench podem tirar proveito de mais
de dois núcleos.

Já os resultados exibidos pela Intel e as Os próprios resultados
obtidos pela Intel, liberados no final de outubro, e o que presenciamos
durante o Intel Developers Forum, mostraram ganhos de desempenho bem
maiores com aplicações otimizadas SSE4. ++++
penryn_chip_set_300Infra-Estrutura
Embora
eles usem o mesmo soquete LGA 775, assim como todos os recentes
processadores Intel usam, os chips Penryn não podem simplesmente
substituir um processador antigo.

Daniel S. Snyder, da Intel, diz que a
companhia irá garantir uma operação confiável apenas com seus chips
sets P35 e X38, não com aqueles das famílias antigas do 975X e 965.
Fornecedores de placas-mãe, como a Gigabyte, no entanto estão
trabalhando para expandir esse suporte.

Tomas Lee, da Gigabyte, confirmou que as placas-mãe P35, G33 e P31
aceitaram o novo chip após uma atualização na BIOS. A nVidia informou
que as placas nForce 600i, assim como a recém-lançada série GeForce
7150 e 7100, irão também trabalhar com o novo chip da Intel.

A Intel está tentando colocar as memórias DDR3 como padrão para os
processadores de 45 nm, e já incorporou suporte para isso (assim como
para a DDR2) em seus mais recentes chip-sets. Em função do alto custo e
do baixo desempenho das DDR3, muitos fabricantes de placas-mãe ainda
estão projetando suas placas X38 para as DDR2.

Mesmo a placa que utilizamos em nossos testes, uma Asus Maximus, usa
a DDR2. Modelos como a Asus P5KC, suporta ambos os tipos de memória.

Concorrência
A AMD ficou atrás da Intel na
corrida pela miniaturização, o que lhe confere um desvantagem
competitiva grande quanto à produção de CPUs. Apesar desse atraso, os
chips Athlon tiveram boa aceitação por conta do desempenho superior aos
da concorrente Intel por longos três anos, a partir de 2003. Essa
dominância, contudo, deixou de existir em meados de 2006, quando a
Intel introduzir a linha Core 2, ainda que os processadores da AMD
permaneçam competitivos no que tange o consumo de energia.

A diminuição no tamanho do chip confere uma grande vantagem
financeira. "Isso é típico da Intel. Diminuir os chips permite maior
controle sobre o preço e facilita manobras sobre a concorrência. Em uma
guerra de preços, esta é uma enorme vantagem”, diz Shane Rau, da IDC.
Em outras palavras, a AMD fica em situação complicada.++++
phenom_300Mas a concorrência não está sentada vendo a Intel fazer a festa. De
acordo com Simon Solotko, da AMD, a empresa deve começar a entregar o
Phenom, chip quad-core para desktops baseado no Stars, inclui
barramento Hyper Transport 3 e suporte a memórias DDR2-800, além de
features já disponíveis no Opteron, como compartilhamento de cache L3.

O último lançamento da empresa foi um Phenom triple-core de 65 nm
que deve estar disponível no início do próximo ano. Em geral, o número
'três' não é adequado para uma indústria baseada em potências de 2, mas
como aplicações com suporte a mais de dois núcleos ainda são raras, a
AMD acredita que os chips triple-core terão um desempenho semelhantes
aos quad-core em muitos casos. E uma opção triple-core pode ser uma
forma de a AMD usar processadores quad-core com um núcleo desativado ou
defeituoso para alcançar preços mais baixos.

O último anúncio da empresa foi um chip Phenom triple-core de 65nm,
que deve chegar em meados do próximo ano. Geralmente o número três não
se encaixa bem em uma indústria baseada em poderes “duplos”, mas com
suporte na aplicação para mais de dois cores ainda ser uma raridade, a
AMD acredita que seus chips triple-core possam desempenhar tão bem
quanto processadores quad-Core fazem em muitos casos. E uma opção
triple-core dá a AMD uma maneira de usar chips quad-core com um
defeituoso ou desativado core, para obter pontos em preços baixos.

Infelizmente, como a AMD ainda não entregou nenhum Phenom – seja ele
quad-core, triple-core ou qualquer outro – para testes, não pudemos
compará-lo com o lançamento da Intel. Embora falte o SSE4, seu design e
especificações indicam que terá um bom desempenho. A AMD também começou
a explorar métodos para ligar a GPU e a CPU como uma alternativa para
melhorar o desempenho multimídia.

O que concluímos
Para o usuário comum, fazer
upgrade para o Penryn, nesse momento, resulta em pouco ganho já que o
chip pode não ser compatível com a motherboard, bem como há poucas
aplicações otimizadas para o SSE4 (o poderia melhorar o desempenho),
além do alto preço do processador. E nada mostra que os chipsets venham
a ter o tipo de suporte esperado para a nova linha de chips. Então, a
menos que você goste de viver em situação de risco, sugerimos aguardar
alguns meses para ver como o mercado evolui.

penryn_review_tab

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site