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Plants vs Zombies para iPhone dominará seu cérebro
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Plants vs Zombies para iPhone dominará seu cérebro

Adaptação do game para o smartphone é bem elaborada e favorece jogador com recurso touch, mas deixa de lado minigames divertidos

Daniela Braun, para a Macworld

Foto:

Proteger sua casa e seu cérebro de uma invasão de zumbis famintos é sua missão no game de tiros e estratégia, Plants versus Zombies. E a tarefa de salvar sua vida usando plantas e leguminosas que atacam os mortos-vivos é tão viciante no desktop como em sua versão adaptada para o iPhone. Prova disso é que o jogo já foi o aplicativo mais baixado na App Store, no início de março registrando mais de 300 mil cópias vendidas em nove dias. E a luta contra os zumbis deve continuar no iPad.

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Seja rápido no controle das plantas para detonar os zumbis

Depois de jogar duas aventuras inteiras no game para desktop, que custa
20 dólares, consegui testar a versão para iPhone com uma conta
internacional da App Store. Pois é, infelizmente, a Pop Cap Games
ainda não lançou o aplicativo de 2,99 dólares na loja brasileira por
questões de classificação etária do Ministério da Justiça - o
desenvolvedor que quiser vender um game na App Store brasileira deve
classificá-lo como 'entretenimento'.

Procurada pela redação da Macworld Brasil, a empresa respondeu
que assim que a App Store brasileira tiver o canal de 'Games'
localmente, o jogo será oferecido por aqui. O que posso dizer é que
estão deixando de conquistar um bom punhado de cérebros com o jogo.

 

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Conheça Crazy Dave, seu anfitrião no desafio

Humor negro e muita criatividade são os ingredientes essenciais do game. Para começar, o anfitrião é o gordinho e barbudo Crazy Dave, que vai lhe conduzir e explicar cada fase, além de vender itens para incrementar sua defesa. O detalhe é que você simplesmente não entenderá uma palavra do que ele diz. Só mesmo pelo balão com a legenda que acompanha o Dave.

A característica de cada zumbi é uma das maiores diversões do jogo. Os desenvolvedores da PopCap soltaram a imaginação ao criar mortos-atletas,  como um jogador de futebol americano, um saltador com vara e até uma equipe de trenó. Há também o zumbi temperamental (um velhinho que fica enfurecido quando perde o jornal e acelera), o louco com uma caixa de música, que explode sua defesa, e os empreiteiros (de escada, trator e um perigoso que vem por baixo da terra). Mas o mais criativo é o zumbi Michael Jackson, que chega dançando Thriller (com trilha sonora), acompanhado de zumbis bailarinos vestindo trajes dos anos 80.

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Ei, é Michael Jackson em versão Plants vs Zumbi!

Para combater esta turma, basicamente, você deve plantar girassóis - fofinhos que dançam - para coletar luz solar, acumular pontos e plantar suas armas. O ideal é pegar armas bem 'baratinhas' no começo, como a mina de batata (25 pontos), que demora um pouco a carregar, mas é bem útil no início do jogo, ou a noz (50 pontos) que o zumbi perde tempo mastigando, enquanto você monta sua defesa vegetal.

Com o tempo, novas leguminosas mortais são liberadas e aí outro leque de figuras criativas se abre. Gosto muito do chuchu que esmaga zumbis, da ervilha azul, que congela os mortos-vivos, do milho que paralisa o inimigo com manteiga, do cogumelo alucinógeno que faz o zumbi voltar, além das valiosas bombas de cereja, jalapenho e do cogumelo atômico, para destruir muitos mortos-vivos de uma só vez.

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Escolha suas plantinhas: cogumelor alucinógenos e milho paralisante estão na lista

Entre uma fase e outra, os zumbis famintos e muito espirituosos também deixam recadinhos 'simpáticos'. Ao mudar para o modo noturno, por exemplo, você se depara com uma nota, na terrível caligrafia deles, dizendo "Olá, gostaríamos de dar uma passada para um lanchinho. Que tal sorvete e cérebros?".

Após a fase da manhã, seu jardim ganha uma piscina, que inclui zumbis nadadores e até golfinhos zumbis. À noite, os girassóis devem ser trocados por cogumelos, que começam oferecendo créditos de Sol pequenos e depois crescem. Plante muitos deles e abuse dos cogumelinhos de zero ponto, que atiram pó venenoso e ajudam a segurar os zumbis, enquanto você arma seu jardim.

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Recadinho dos mortos: "que tal sorvete e cérebros?"

Para dificultar sua situação, o jardim noturno é invadido por uma pesada névoa e ganha algumas lápides, de onde saem mais inimigos para atacar sua casa. A tentativa final de comer seu cérebro vem do telhado, incluindo zumbis de bungee jumping, que roubam os vasos onde você deve plantar seus girassóis e suar armas. Contra eles, uma boa saída é usar um tipo de cacto com aparência de samambaia, que dá um chega pra lá nestes invasores aéreos.

A versão portátil de Plants versus Zombies é bem resolvida e soube adaptar bem praticamente todas as funções do game original. Se por um lado o jogador perde espaço na tela do iPhone, ganha com as manobras multitouch. O recurso faz bastante diferença, por exemplo, na hora de martelar rapidamente cabeças de zumbis em um minijogo que marca a mudança para uma nova fase.

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Por outro lado, no smartphone, o usuário não tem acesso a uma série de games complementares mais rápidos, que estendem o uso do jogo, como detonar do lado dos zumbis ou cuidar de um jardim zen. Se você for um bom jardineiro ganhará muito mais créditos para comprar novas armas em sua batalha. Resta saber se a versão para iPad será mais completa. Então teremos a árdua tarefa de jogar Plants versus Zombies no iPad e sobreviver para lhe contar.

E se você ficou triste, como eu, ao encerrar sua aventura no iPhone, pode reiniciar o jogo com um nível de dificuldade a mais: cada rodada já inclui três legumes à escolha do Crazy Dave. Como ele é maluco, nem sempre faz uma boa seleção, mas a esta altura do jogo o usuário já deve ser se apegado, então... defenda seu cérebro até o fim e divirta-se mais uma vez.

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