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Da câmera para o papel
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REVIEW

Da câmera para o papel

A impressora fotográfica P915, da Lexmark, aceita cartões de memória e faz boas impressões, mas seus controles são pouco intuitivos

Mário Nagano

Foto:

P915Qualidade fotográfica com preço acessível. Esses são os atrativos da P915, impressora da Lexmark indicada para quem aprecia passar as fotos tiradas com câmeras digitais para o papel. O equipamento inclui slots para os principais tipos de cartão de memória, dispensando o uso do computador.  Além disso, tem interface Pict-Bridge para impressão diretamente da câmera, tela LCD e instruções de operação em português. Peca, no entanto, por trazer algumas funções e comandos pouco intuitivos.

Com gabinete branco e detalhes em prata azulada, a P915 abandona o padrão escuro utilizado nos últimos tempos pela Lexmark. Apesar do visual elegante, alguns detalhes de design não foram bem resolvidos. A porta que protege a entrada dos cartões de memória, por exemplo, não fecha completamente quando uma unidade CompactFlash está inserida no slot. O gerenciador interno de impressão também apresenta alguns comportamentos inadequados. Quando você seleciona uma imagem pelo painel, o sistema coloca um quadro vermelho dentro dela, mostrando as áreas que serão cortadas na impressão.  O lógico seria que, a partir desse momento, você tivesse a opção de movimentar essa moldura para mudar o enquadramento a seu gosto.  Mas, se você selecionar o botão para a direita ou a esquerda, o sistema salta para a foto anterior ou a próxima.  Pior ainda: avança ou retrocede dez imagens quando pressiona o botão para cima ou para baixo.

A P915 não faz uma associação automática entre tamanho de imagem e mídia. Caso você opte por imprimir uma foto no formato Carta, não basta alterar o tamanho da mídia – é necessário utilizar também a função Redimensionar. Se isso não for feito, uma imagem de 10 por 15 centímetros é impressa no canto da folha que tem 21,5 por 28,9 centímetros.  Nos primeiros testes com impressões 10 por 15 cm, as imagens apresentaram boa fidelidade de cores, mas uma observação mais minuciosa revelou os padrões de pontos coloridos, principalmente nas áreas mais claras. Ao passar para os formatos maiores, notamos uma sensível melhora da qualidade. Tais resultados foram obtidos depois que a foto original foi reprocessada com a função Redimensionar.

A qualidade de saída variou de acordo com a mídia usada.Como a Lexmark não possui marca própria de papel, testamos com vários produtos de terceiros. Os melhores resultados foram obtidos com o papel satinado (Glossy Photo Paper), da HP.  A P915 imprimiu 6,36 páginas de texto por minuto no modo normal e 8 ppm em rascunho. Em cores, gerou 2,25 ppm. Uma página de gráfico em Corel Draw levou 151,15 segundos.  Esses resultados são muito próximos dos obtidos pelo multifuncional X5270, também da Lexmark, avaliado em dezembro de 2004 – o que mostra que não houve evolução no mecanismo de impressão.

Com preço sugerido de 399 reais, a P915 é uma opção para quem deseja uma estação de impressão de fotos acessível e eficiente, principalmente quando usada com mídias de boa qualidade. Pena que não é um produto muito amigável. Para tirar o máximo proveito de seus recursos, é indispensável uma boa leitura do manual e algum tempo de prática.

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