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Athlon 64 em dose dupla
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REVIEW

Athlon 64 em dose dupla

X2, primeiro chip dual-core para desktops da AMD, oferece ótimo desempenho em aplicações multitarefa

Mário Nagano

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Athon64_X2Ter um computador com chip de 64 bits parece um exagero?  O que você acha de acrescentar mais um núcleo a esse processador?  É o que a AMD fez com o Athlon 64 X2, seu primeiro dual-core para desktops. A solução oferece ótimo desempenho, principalmente em aplicações multitarefa.

Para gerenciar a conexão entre os vários componentes internos, a AMD implementou dois novos circuitos: o Crossbar Switch e a Sistem Request Interface. Eles funcionam mais ou menos como um switch de rede, controlando o tráfego de informações dos dois núcleos com a memória e o mundo exterior. Isso permite que a comunicação com a placamãe se faça do mesmo jeito que os chips de um núcleo. A grande vantagem dessa estratégia é que o X2 é compatível com boa parte das placas-mãe atuais com soquete de 939 pinos. Teoricamente, bastará apenas a atualização do BIOS para que o sistema reconheça o novo chip.

Apesar desse incremento, o X2 mantém algumas características do atual Athlon 64, como um controlador de memória e um canal Hyper-Transport de saída. A desvantagem reside nas aplicações que utilizam intensamente o sistema de memória, já que ambos os núcleos do X2 têm de compartilhar o mesmo barramento de memória, causando um gargalo. Se esse é o seu caso, a AMD recomenda o uso de sistemas biprocessados (com dois chips independentes), como os processadores Opteron da série 2xx.

O PC World Test Center avaliou um kit fornecido pela própria AMD, formado por processador Athlon 64 X2 4800+ (de 2,4 GHz, com 1 MB de cache L2 para cada núcleo), 1.024 MB de memória SDRAM DDR 400 e uma placa-mãe ASUS A8NSLI DeLuxe. Como o objetivo do teste era avaliar o desempenho do processador, utilizamos uma placa de vídeo de desempenho relativamente modesto, o modelo Radeon X-300 PCI Express, da ATI.

Nos testes, o X2 obteve média de 116,5 pontos no PC WorldBench 5 e 271 pontos no Sysmark 2004. Comparado à workstation Culver City, da Sinco Sistemas, avaliada da edição de maio de 2005, equipada com Pentium 4 660 de 3,6 GHz, o X2 teve desempenho superior em ambos os testes, com ganhos de 7,4% e 21%, respectivamente. Se analisarmos resultados intermediários do PC WorldBench 5 desses dois modelos, é possível observar a significativa melhoria de desempenho do X2 nos testes de multitarefa (618 segundos no P4 contra 368 segundos do X2), diferença de mais de 40% a favor da AMD. Esses números mostram a força do chip dual-core quando comparado à tecnologia HyperThreading. O P4 deu o troco nos testes com o Nero Express 6, simulando a geração e a queima de um CD em 230 segundos, contra 467 segundos do X2. Esses resultados também mostram que, apesar do desempenho do X2 ser geralmente superior, ele não chega a ser o dobro do concorrente. Dependendo da aplicação, o dual-core pode não oferecer muito mais do que um chip single-core, pelo menos no primeiro momento. Com o passar do tempo, a tecnologia pode tornarse um padrão de mercado, apoiada por programas que saberão tirar proveito de seus recursos.

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